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Pazuello anuncia contrato com Butantan para 100 mi de dosesPazuello afirmou ainda que toda a produção do Butantan será incorporada ao PNI (Plano Nacional de Imunização).

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta quinta-feira (7) que a pasta assinou um contrato para a compra de 100 milhões de doses da Coronavac -imunizante desenvolvido pelo instituto Butantan com a farmacêutica chinesa Sinovac.

De acordo com o ministro, o contrato prevê que as primeiras 46 milhões de doses serão entregues até abril, e o restante (54 milhões) será repassado pelo instituto paulista ao governo federal no decorrer do ano.

Pazuello afirmou ainda que toda a produção do Butantan será incorporada ao PNI (Plano Nacional de Imunização).

"Toda a produção do Butantan, todas as vacinas serão a partir desse momento incorporadas ao Plano Nacional de Imunização, distribuídas de forma equitativa e proporcional a todos os estados, da mesmo forma que a [vacina] da AstraZeneca".

O ministro argumentou que a celebração do contrato com o Butantan, que vinha em negociação, foi possível após a publicação, na quarta (6), de uma MP (Medida Provisória) que permite a aquisição de imunizantes sem licitação e mesmo antes do registro do produto na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

"Tem que ficar claro que oferecemos vacina grátis e voluntária, no que depender do Ministério da Saúde e da Presidência da República, para todos os brasileiros", afirmou.


(Foto: Agencia Brasil)
Brasil registra 1.340 mortes por Covid-19 em 24hO resultado ficou atrás apenas do dia 7 de janeiro, quando foram confirmadas 1.524 novos falecimentos

O Brasil teve nesta quarta-feira o dia com o segundo maior número de novas mortes registradas em 2021. Em 24 horas, foram notificados 1.340 novos óbitos por covid-19. O resultado ficou atrás apenas do dia 7 de janeiro, quando foram confirmadas 1.524 novos falecimentos.

Com as novas mortes de hoje, as vidas perdidas para a pandemia do novo coronavírus subiram para 212.831. Ontem, o painel do Ministério da Saúde trazia 211.491 óbitos. Ainda há 2.811 falecimentos em investigação por equipes de saúde.

Já o número de casos desde o início da pandemia totalizou 8.638.249. Entre ontem e hoje, as autoridades de saúde confirmaram 64.385 novos diagnósticos positivos de covid-19. Ontem, o número de casos acumulados estava em 8.573.864.

As informações constam do balanço diário do Ministério da Saúde. A atualização, produzida a partir do levantamento das secretarias de saúde dos estados sobre mortes e casos, foi divulgada na noite desta quarta-feira (20).

Ainda há 860.796 pessoas com infecção ativa em acompanhamento por profissionais de saúde. Outras 7.564.622 pessoas já se recuperaram da doença.

Na lista de estados com mais mortes, São Paulo ocupa a primeira posição (50.652), seguido por Rio de Janeiro (28.215), Minas Gerais (13.721), Ceará (10.243) e Pernambuco (10.098). As Unidades da Federação com menos óbitos são Roraima (816), Acre (840), Amapá (1.016), Tocantins (1.330) e Rondônia (2.056).


(Foto: José Cruz/Agência Brasil)
Jair Bolsonaro cumprimenta Joe Biden após posseBolsonaro publicou no seu Twitter o parabéns a Biden.

O presidente Jair Bolsonaro publicou em sua rede social Twitter seu cumprimento ao novo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

"Cumprimento Joe Biden como 46º Presidente dos EUA. A relação Brasil e Estados Unidos é longa, sólida e baseada em valores elevados, como a defesa da democracia e das liberdades individuais. Sigo empenhado e pronto para trabalhar pela prosperidade de nossas nações e o bem-estar de nossos cidadãos", afirmou Bolsonaro.

 


(Foto: Agencia Brasil)
Biden: "Para restaurar a alma dos EUA precisamos de unidade"Joe Biden fez o seu primeiro discurso como presidente dos Estados Unidos, onde fez vários apelos à união

Após prestar juramento como o 46º presidente dos Estados Unidos, Joe Biden fez o seu primeiro discurso como líder da nação. Em frente ao Capitólio, as palavras de Biden incidiram na ideia da união.

“Este é o dia da democracia, um dia de história e esperança, um dia de renovação e de determinação. A América foi testada de novo, e a América esteve à altura do desafio”, começou por referir Biden.

O novo presidente acrescentou que esta “não foi a vitória de um candidato sobre outro, foi a vitória de uma causa, a causa da democracia”.

Joe Biden realçou que a vontade do "povo foi ouvida" e enfatizou que "a democracia é preciosa e prevaleceu". Em seguida, assinalou que vai assumir a liderança com "pressa e urgência". "Temos muito para fazer neste inverno de perigo e de oportunidades significativas", ressalvou face ao impacto que a pandemia está tendo nos Estados Unidos.

Citando Abraham Lincoln, Joe Biden disse que "a sua alma inteira está nisto: unir a América, o nosso povo". "Para superar estes desafios, para restaurar a alma e assegurar o futuro da América precisamos de muito mais do que palavras e precisamos da coisa mais elusiva na democracia: unidade", fez constar.

O 46º presidente norte-americano recordou a invasão do Capitólio, no dia 6 de janeiro.

"Aqui estamos nós, poucos dias depois que uma multidão turbulenta pensar que poderia usar a violência para silenciar a vontade do povo", disse Biden, afirmando que ninguém pode "parar o trabalho da democracia".

"Isso não aconteceu. Nunca vai acontecer. Nem hoje, nem amanhã. Nunca. Nunca", afiançou o presidente.

Biden garantiu que "o crescimento do extremismo político, da supremacia branca e do terrorismo doméstico tem de ser confrontado e será derrotado".

Desencorajando uma cultura de "guerra total" na política e a manipulação dos fatos, o presidente fez um pedido aos americanos. "Temos de ser diferentes disto. A América tem de ser melhor do que isto. E eu acredito que a América é muito melhor do que isto", asseverou, notando que "temos muito para reparar, restaurar e curar".


(Foto: AFP)
Joe Biden toma posse como 46º presidente dos EUABiden chega à presidência com a missão de unificar os Estados Unidos

Joe Biden assumiu nesta quarta-feira (20) como o 46º presidente dos Estados Unidos em uma cerimônia com limitações provocadas pela pandemia de covid-19 e com forte esquema de segurança, após o ataque ao Capitólio no início do mês. A chapa democrata composta por ele a vice-presidente, Kamala Harris, obteve os votos de 306 delegados contra 232 de Trump.

Com a mão em uma Bíblia de 12,7 centímetros de espessura que está em sua família há 128 anos, Biden recitou as 35 palavras do juramento de "preservar, proteger e defender a Constituição" em uma cerimônia conduzida pelo juiz-chefe da Suprema Corte, John G. Roberts Jr., concluindo o processo às 11h49 (horário de Washington), 11 minutos antes de a presidência formalmente mudar de mãos.

Biden chega à presidência com a missão de unificar os Estados Unidos. Em tom conciliador, repetiu em vários momentos de seu discurso de posse que será o presidente de “todos os americanos”, “tanto para os que votaram em mim quanto para os que não votaram".

"Hoje é o dia da democracia", disse Biden ao iniciar seu discurso. "A política não precisa ser fogo que queima e destrói tudo em seu caminho", afirmou. "Nós precisamos ser diferentes disso. Nós precisamos ser melhores que isso", completou.

Em seu discurso, ressaltou os efeitos do novo coronavírus, que provocou morte de centenas de milhares de americanos e afetou a economia, e as mudanças climáticas como desafios da sua administração. Biden ressaltou ainda que é momento de união para enfrentar inimigos como raiva, ódio, extremismo, violência, doença, desemprego e desesperança.

“Superar esses desafios, restaurar a alma e garantir o futuro da América exige muito mais do que palavras e requer o mais elusivo de todas as coisas em uma democracia: a unidade”, argumentou Biden.

O presidente afirmou ainda que “a política não precisa ser um fogo violento, destruindo tudo em seu caminho”. “Cada desacordo não tem que ser uma causa para uma guerra total. E devemos rejeitar a cultura em que os próprios fatos são manipulados e até fabricados”, disse.

A cerimônia foi marcada por uma limitação de pessoas em virtude da pandemia de covid-19, que já provocou a morte de mais de 400 mil pessoas nos Estados Unidos. Além disso, o ataque ao Capitólio no dia 6 de janeiro fez com que a prefeitura de Washington reforçasse a segurança da cidade. Na tarde ontem, 25 mil membros da Guarda Nacional aguardavam a chegada de Biden, mais que o dobro do efetivo de cerimônias passadas.

Apesar da tensão nos dias anteriores, a cerimônia foi marcada por um clima de tranquilidade. Cerca de mil pessoas compareceram ao evento. Na área onde ficariam espectadores e convidados, 200 mil bandeiras americanas foram cravadas nos gramados do local. Os ex-presidentes americanos Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama participaram da cerimônia. O ex vice-presidente Mike Pence também compareceu à transmissão de cargo.


(Foto: AFP)
EUA: Trump dá adeus e deseja sorte ao novo governoNa gravação, que tem cerca de 20 minutos, o republicano fez um balanço dos quatro anos de mandato nos diferentes setores e agradeceu a auxiliares

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou um vídeo de despedida do mandato nesta terça-feira (19), véspera da posse de Joe Biden.

Na gravação, que tem cerca de 20 minutos, o republicano fez um balanço dos quatro anos de mandato nos diferentes setores e agradeceu a auxiliares, ao vice-presidente Mike Pence, e a apoiadores. Trump desejou sorte ao novo governo, mas em momento nenhum citou o nome de Biden.

"Agora que eu me preparo para entregar o cargo a um novo governo, eu quero que saibam que o movimento que criamos está apenas começando", afirmou.

Trump disse que nunca foi um político e que concorreu à presidência porque "sabia que havia novos e altíssimos cumes nos EUA esperando para serem escalados". "Eu sabia que o potencial para nossa nação era grande, desde que colocássemos os EUA em primeiro lugar", disse.

"Nossa agenda não era sobre direita ou esquerda, não era sobre republicano ou democrata, mas sobre o bem de uma nação, e isso significa toda a nação."

Sem mencionar nenhum ponto específico, Trump também disse que, "como nação mais poderosa do mundo, os EUA sofrem com constantes ameaças e desafios de fora".

"Mas o maior perigo que corremos é a perda de confiança em nós mesmos. A perda de confiança em nossa grandeza", afirmou. Com informações do G1.


(Foto: AFP)

Lançada campanha de vacinação contra a Covid-19 no RNOito profissionais de saúde são os primeiros imunizados no estado.

Em menos de 24 horas após receber o primeiro lote de vacina contra a Covid-19, o Governo do RN deu início ao processo de vacinação dos potiguares. Na manhã desta terça-feira (19) a governadora Fátima Bezerra coordenou o lançamento da campanha e participou da vacinação das oito primeiras pessoas no estado, em uma solenidade na Escola de Governo, em Natal. 

O ato foi coordenado pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), em parceria com Natal, São Gonçalo do Amarante, Parnamirim, Macaíba, Extremoz e Ceará-Mirim, que indicaram os profissionais de saúde imunizados. "Este é um momento simbólico no qual brota muita emoção. O nosso país vive uma conjuntura instável com reflexos no enfrentamento da pandemia. O Brasil demorou a iniciar a vacinação, o que é preocupante quando a pandemia recrudesce. Enfrentamos muitos desafios, trabalhamos muito até chegar até aqui. Mobilizamos os governadores pela vacina, pessoalmente fui três vezes a Brasília só no mês de dezembro último. Mas hoje temos a vacina, ainda que em pequena quantidade", afirmou a governadora.

A primeira pessoa vacinada em território potiguar foi a técnica em enfermagem Maria das Graças de Oliveira, que há 35 anos integra os quadros do Hospital Giselda Trigueiro, referência no combate à Covid-19. Fátima Bezerra registrou que "poucas horas após a chegada da vacina já estamos enviando aos municípios. Havíamos prometido 72 horas, mas estamos fazendo em menos de 24 horas. Isto é possível por que nos preparamos, organizamos a recepção e distribuição a todo o estado e estamos dando apoio aos municípios".  

A chefe do Executivo também enfatizou que os esforços da administração estadual no enfrentamento à pandemia apresentam resultados altamente positivos. "O nosso estado é referência nacional no combate à pandemia. Instalamos uma estrutura de mais de 600 leitos que ficam como legado para a população. Criamos sistemas importantes e eficientes como o Regula RN, que permite o acompanhamento em tempo real da utilização dos leitos exclusivos para assistência Covid. E agora criamos o RN + Vacina, em parceria com a UFRN, que vai monitorar desde a chegada das vacinas até a aplicação a cada norte-rio-grandense. Um sistema pioneiro e inovador que garante o monitoramento em todo o estado".


(Foto: Assessoria)
Primeira vacinada no RN trabalha na saúde há 35 anosO início da campanha traz consigo um momento de alívio e esperança para o início da erradicação da doença em solo potiguar

Oito pessoas. Oito profissionais da saúde pública, seis mulheres e dois homens que estão na primeira linha de combate à Covid-19 do Rio Grande do Norte.

Estes foram os escolhidos para iniciar a vacinação no Rio Grande do Norte na manhã desta terça-feira (19). O ato foi coordenado pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Saúde Pública, em parceria com seis municípios, que indicaram os profissionais para abrir a imunização: Natal, Parnamirim, Macaíba, São Gonçalo do Amarante, Extremoz e Ceará-Mirim.

O início da campanha traz consigo um momento de alívio e esperança para o início da erradicação da doença em solo potiguar. A primeira pessoa a ser imunizada no RN foi a técnica de enfermagem Maria das Graças Pereira de Oliveira, de 57 anos. Há 35 anos ela atua no Hospital Giselda Trigueiro, referência estadual para o tratamento de doenças infectocontagiosas e, hoje, central no combate à Covid-19.

“Estou muito feliz, depois de ver tanto sofrimento. A vacina era um sonho e agora há a esperança de que tudo vai dar certo”, afirmou ela, que apesar de ter comorbidade resolveu não se afastar do trabalho neste período de pandemia.

Em seguida, a também técnica de enfermagem Edilma Pereira da Silva, que atua no Hospital de Campanha de São Gonçalo do Amarante e trabalha na área da saúde há mais de 20 anos, recebeu a primeira dose da CoronaVac. “Estou me sentindo privilegiada”, disse ela. A segunda dose deverá ser aplicada nos próximos 28 dias.


(Foto: Assessoria)
RN recebe primeiro lote da CoronaVac com 82.440 dosesDo aeroporto, as 82.440 doses foram transportadas para a Central de armazenamento e distribuição instalada na Unicat

O primeiro lote de vacina contra a Covid-19 – a CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan junto à Sinovac – chegou ao Rio Grande do Norte na madrugada desta terça-feira (19). O esperado voo com as doses do imunizante desembarcou no Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante por volta de 1h.

Do aeroporto, as 82.440 doses foram transportadas para a Central de armazenamento e distribuição instalada na Unicat (Unidade Central de Agentes Terapêuticos), em Natal.

Este primeiro lote vai atender 39.258 potiguares com duas doses da vacina, aplicadas entre um intervalo de 28 dias, priorizando os grupos prioritários: trabalhadores de saúde e pessoas idosas residentes em instituições de longa permanência (institucionalizadas). 


Governo lança a plataforma digital RN Mais VacinaNa próxima segunda-feira (18) o RN Mais Vacina estará disponível para o cidadão iniciar o autocadastramento

O Governo do Estado lançou oficialmente nesta sexta-feira (15) o sistema RN Mais Vacina para monitorar o processo de vacinação contra a Covid-19. O sistema vai registrar a chegada da vacina enviada pelo Governo Federal, a transferência aos 167 municípios e a aplicação que será feita pelas secretarias municipais de saúde.

Na próxima segunda-feira (18) o RN Mais Vacina estará disponível para o cidadão iniciar o autocadastramento, que não é obrigatório, mas importante para agilizar o processo. Dentro da estruturação do estado para a vacinação, a governadora Fátima Bezerra anunciou também a compra de mil tablets que serão utilizados nas 711 salas de vacinação ativas nos municípios. O equipamento vai agilizar o cadastramento e o controle da aplicação.

O RN Mais Vacina é resultado de uma parceria firmada pela administração estadual com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), através do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS). "O sistema cumpre papel fundamental para a transparência de todo o processo e assegurar o uso da vacina de forma justa e eficaz. Faremos o rastreamento da vacina em todo o RN", afirmou a governadora Fátima Bezerra. O transporte e guarda da vacina será acompanhado pelas polícias militar e civil do Estado, com apoio das polícias Federal e Rodoviária Federal.

A chefe do Executivo estadual confirmou ainda a parceria com a Cosern para instalação da rede de frio necessária para a conservação da vacina. São 95 geladeiras especiais e dois refrigeradores científicos para os municípios e para a Unicat, órgão que vai armazenar as vacinas em Natal antes da distribuição às centrais de distribuição aos municípios localizados em Mossoró, Caicó, Santa Cruz, São José do Mipibu, Pau dos Ferros e João Câmara. A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) já dispõe de 900 mil seringas e agulhas, quantidade suficiente para a primeira fase, e está adquirindo mais 2 milhões de unidades.

Para iniciar a vacinação o RN agora aguarda apenas a decisão do Governo Federal sobre a compra e envio das vacinas e o calendário para aplicação. "Estamos confiantes e esperançosos que a vacinação começará na próxima quarta-feira como declarou o ministro da saúde, Eduardo Pazzuelo. Na próxima terça-feira estarei em Brasília para a reunião dos governadores com o Ministério da Saúde. Espero que não haja mais adiamentos e que o Governo Federal confirme o calendário de vacinação", declarou a gestora estadual durante a entrevista coletiva no auditório da Governadoria.


(Foto: Assessoria)
Enfermeira de SP é a 1ª vacinada contra Covid-19 no BrasilMônica é negra, moradora de Itaquera (zona leste), com perfil de alto risco para complicações da covid-19

Mônica Calazans, enfermeira de 54 anos, há oito meses na linha de frente do combate ao coronavírus no Hospital Emílio Ribas, foi há pouco a primeira brasileira a receber uma dose da vacina Coronavac, logo após Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar o uso emergencial da vacina contra covid-19.

Mônica é negra, moradora de Itaquera (zona leste), com perfil de alto risco para complicações da covid-19. Ela é obesa, hipertensa e diabética.

Após ser imunizada, Mônica recebeu do governador João Doria (PSDB) um selo simbólico com os dizeres “Estou vacinado pelo Butantan” e uma pulseira com a frase “Eu me vacinei”.

A aplicação foi feita no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e acompanhada pelo governador João Doria (PSDB).

A enfermeira Jéssica Pires de Camargo, de 30 anos, funcionária do Controle de Doenças e Mestre de Saúde Coletiva pela Santa Casa de São Paulo, foi responsável por aplicar a dose.


(Foto: Folha de São Paulo)
Pazuello convoca governadores para entrega simbólica de vacinasA governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), publicou no Twitter a cópia da mensagem enviada pela pasta

Oministro da Saúde, Eduardo Pazuello, distribuiu convites aos governadores dos Estados para que eles participem, na manhã de segunda-feira, 18, do que a pasta está chamando de "ato simbólico de recebimento das vacinas".

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), publicou no Twitter a cópia da mensagem enviada pela pasta. "Acabo de receber do Ministério da Saúde o convite para o ato simbólico de entrega das vacinas que iniciarão a imunização dos brasileiros e brasileiras", disse.

No ato marcado para Guarulhos (SP), está prevista a divisão dos lotes de 6 milhões de doses da Coronavac que começarão a ser distribuídos proporcionalmente para os Estados. Até o momento, o ministério não informou a quantidade a ser enviada para cada local. A pasta diz que a vacinação nacional começa na quarta-feira, 20.

Mais cedo, em pronunciamento no Rio de Janeiro, Eduardo Pazuello, disse que os carregamentos seriam identificados com as bandeiras dos Estados. Na mesma oportunidade, ele criticou o que chamou de "jogada de marketing" do governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

O tucano abriu a imunização na capital paulista tão logo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o pedido para uso emergencial da Coronavac e da vacina desenvolvida pela Universidade de OXford e pela farmacêutica AstraZeneca.


(Foto: Folha de São Paulo)
Anvisa aprova uso emergencial de vacinas Coronavac e de OxfordO último voto a ser dado foi do presidente da agência, o médico e contra-almirante Antonio Barra Torres

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, por unanimidade, neste domingo, 17, o uso emergencial da Coronavac e da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca. A reunião da agência teve início às 10h10 e terminou às 15h20. O último voto a ser dado foi do presidente da agência, o médico e contra-almirante Antonio Barra Torres.

Ao encerrar a reunião, Torres disse que é preciso confiar na Anvisa e nas vacinas que forem certificadas pela agência. "Quando ela estiver ao seu alcance, vá e se vacine."

Em seu relatório, que foi acompanhado por todos os diretores, a relatora e diretora da Anvisa Meiruze Freitas incluiu que a decisão, com relação a Coronavac, deve passar a valer após a publicação do termo de compromisso e "subsequente publicação de seu extrato" em Diário Oficial da União.

Com relação à vacina de Oxford, o voto da diretora vale apenas para o uso das 2 milhões de doses que o governo ainda tenta importar da Índia. A decisão valeria após a publicação de extrato ou "ciência oficial" via ofício.

Coronavac

Desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, a Coronavac será fabricada e distribuída no Brasil pelo Instituto Butantan. A Coronavac é o único imunizante contra a covid-19 com estoque no Brasil. A ideia é que 6 milhões de doses sejam disponibilizadas ainda em janeiro. A eficácia da vacina para evitar a manifestação da doença é de 50,39%, segundo atestou neste domingo a Anvisa.

O imunizante tornou-se alvo de briga política entre Doria e o presidente Jair Bolsonaro. O mandatário forçou, em outubro, o Ministério da Saúde a cancelar uma promessa de compra da Coronavac. Bolsonaro disse ainda que não compraria a vacina para o plano nacional por sua "origem". "Da China nós não compraremos. É decisão minha. Não acredito que ela transmita segurança suficiente à população pela sua origem. Esse é o pensamento nosso", disse ele em 21 de outubro à Rádio Jovem Pan.

A vacina, porém, foi comprada pelo governo federal em 8 de janeiro de 2021. Sem garantias sobre a data em que a Índia irá liberar a importação da vacina de Oxford/AstraZeneca, apenas a Coronavac tornou-se opção viável para começar imediatamente a vacinação no País. O ministério, então, pede para o Butantan entregar imediatamente todas as 6 milhões de doses da Coronavac que estão prontas para uso. O governo de São Paulo respondeu que enviará esta carga, mas pede para que as doses que serão aplicadas na população paulista sigam no Estado. O impasse pode parar na Justiça, reconhecem autoridades dos dois lados da disputa.

Oxford/AstraZeneca

Também com uso emergencial aprovado por unanimidade, a eficácia geral da vacina de Oxford/AstraZeneca é de 70,42%, segundo calculou a Anvisa. O dado considera mais de uma forma de aplicação e intervalo entre doses. No Brasil, com duas doses, a eficácia ficou em 62%.

A importação das doses prontas, porém, foi adiada pelo governo da Índia. O presidente Bolsonaro disse na sexta-feira, 15, que a entrega deve levar mais dois ou três dias, mas o governo não confirma nem sequer em que data o voo que em direção à Índia deixará o Brasil para receber esta vacina. O governo indiano aponta "problemas logísticos" para a entrega da vacina, pois simultaneamente está começando a sua própria campanha de imunização.

Além das duas milhões de doses prontas, a Fiocruz deve receber ingrediente para fabricar cerca de 100,4 milhões de doses neste primeiro semestre, mas a entrega está atrasada. No segundo semestre, o laboratório brasileiro quer produzir 110 milhões de doses de ponta a ponta. A ideia é que estas doses sejam liberadas só em meados de fevereiro, mas o uso das doses fabricadas no País não foram objeto do pedido à Anvisa avaliado neste domingo, 17. Ou seja, seria preciso nova avaliação da agência.

Sem a vacina de Oxford em mãos, a campanha de imunização deve começar com a Coronavac, vacina desenvolvida pela farmacêutica Sinovac e distribuída no Brasil pelo Instituto Butantan.


(Foto: Agencia Brasil)
Confiança do empresário industrial recua em janeiroÍndice é divulgado pela Confederação Nacional da Indústria

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) teve um recuo de 2,2 pontos em janeiro de 2021, em relação a dezembro de 2020, informou hoje (13) a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice ficou em 60,9 pontos em janeiro de 2021, ante 63,1 pontos em dezembro de 2020, numa escala que vai de 0 a 100. O índice está ainda 4,4 pontos abaixo do registrado em janeiro de 2020.

De acordo com a confederação, a queda mostra a elevada incerteza com relação à evolução da pandemia do novo coronavírus e ao desempenho da economia nos próximos seis meses.

“Apesar da chegada da vacina, o crescimento do contágio nos países europeus e, sobretudo, no Brasil aumentou o temor da necessidade de novas medidas de isolamento social. Adicionalmente, o ano de 2021 começa sem as medidas emergenciais de apoio às empresas e às famílias mais vulneráveis. Esses fatores, provavelmente, resultaram no recuo da confiança dos empresários”, diz o boletim da CNI.

O levantamento registrou queda nos dois indicadores que compõem o Icei: o Índice de Condições Atuais e o Índice de Expectativas. A redução foi maior no Índice de Condições Atuais, que passou de 59,5 pontos para 56,7. Já o Índice de Expectativas caiu 1,9 ponto, de 64,9 para 63 pontos.

Para elaborar o índice, a CNI entrevistou 1.286 empresas, sendo 491 de pequeno porte, 505 de médio porte e 290 de grande porte.

“Não obstante, as expectativas dos empresários industriais com relação aos próximos seis meses continuam favoráveis. O indicador continua acima e distante da linha divisória dos 50 pontos”, acrescenta o boletim.


(Foto: Agencia Brasil)
Tokyo 2020: Japão amplia estado de emergênciaSete prefeituras próximas à capital terão restrições de movimentação

O Japão ampliou o estado de emergência na área de Tóquio para mais sete prefeituras nesta quarta-feira (13), em meio a um aumento constante nos casos do novo coronavírus (covid-19), enquanto uma pesquisa da emissora pública NHK mostrou que a maioria das pessoas deseja que a Olimpíada seja cancelada ou adiada.

Os governantes de Osaka, Kyoto e outras prefeituras duramente atingidas pediram ao governo que anunciasse a emergência, o que dá às autoridades locais a base legal para conter a movimentação e os negócios.

O primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, tem sido cauteloso em tomar medidas que prejudiquem a atividade econômica.

"A declaração do estado de emergência é um meio poderoso, baseado na lei, para combater a propagação de infecções, mas também impõe grandes restrições à vida das pessoas", disse Suga em entrevista coletiva. “Portanto, é necessária uma decisão muito cuidadosa do governo.”

À medida que as infecções atingem níveis recordes, pesquisas de opinião mostram uma oposição cada vez maior à realização dos Jogos Olímpicos. Os casos de coronavírus no Japão chegaram a 300 mil  nesta quarta-feira (13), com o número de mortos de 4.187, disse a NHK.

Em uma pesquisa no fim de semana da NHK, apenas 16% dos entrevistados disseram que os Jogos devem ocorrer - 11 pontos percentuais abaixo da pesquisa anterior no mês passado - enquanto 77% acham que o evento deveria ser cancelado ou adiado.

Os Jogos estão programados para 23 de julho a 8 de agosto. As prefeituras a serem adicionadas ao estado de emergência a partir desta quinta-feira (14)  são Osaka, Kyoto, Hyogo, Fukuoka, Aichi, Gifu e Tochigi.


(Foto: AFP)
População deve manter afastamento social, diz PazuelloO ministro reafirmou que a população brasileira começará a ser vacinada ainda este mês.

Oministro da Saúde, Eduardo Pazuello, defendeu, hoje (13), a importância de os brasileiros continuarem seguindo as recomendações das autoridades de saúde como forma de tentar conter o aumento do número de casos do novo coronavírus (covid-19).

“Todo mundo deve estar focado em salvar vidas. Cada um no seu papel. Se o papel da pessoa é se prevenir para não ficar doente, tomar seus cuidados, manter o afastamento social, este é o papel dela”, disse o ministro, em Manaus, onde apresentou um balanço das ações dos governos federal e estadual para tentar controlar a disseminação do coronavírus no estado.

“Temos que nos cuidar. Temos que seguir as orientações dos gestores. Não adianta lutar contra isto”, disse Pazuello após afirmar que todos têm que colaborar para que o país consiga superar a doença. “O papel das equipes de mídia é informar, manter a população a par do que está acontecendo para que ela fique calma e confie em quem está trabalhando. O dos empresários é manter suas estruturas funcionando para preservar os empregos das pessoas, mas com a devida prevenção e cuidados médicos”.

O ministro reafirmou que a população brasileira começará a ser vacinada ainda este mês. E que as vacinas cuja segurança e eficácia forem comprovadas serão distribuídas para todo o país ao mesmo tempo, de acordo com a proporção populacional dos grupos considerados prioritários. Pazuello também ressaltou que a população deverá manter os cuidados que já vêm sendo recomendados, como o uso de máscara, o distanciamento social e a atenção à higiene das mãos e de objetos, mesmo após o início da vacinação.

“Vamos vacinar em janeiro. A vacina induz à produção de anticorpos, mas isto não acontece no dia seguinte. A literatura [médica] fala em 30 a 60 dias. Não é tomar a vacina no dia 20 e, no dia 22 estar na rua fazendo festa”, alertou Pazuello.


(Foto: Agencia Brasil)
Ford acende luz amarela no setor automotivo do PaísA saída da Ford pode desencadear uma debandada de montadora do Brasil

Em meio ao anúncio do fechamento das fábricas da Ford no Brasil, após 102 anos de produção local, uma luz amarela se acendeu para o setor automotivo nacional: será que outras empresas podem seguir o mesmo caminho e desistir do País? Por ora, a torneira de investimentos de gigantes automotivas não se fechou no País: apenas Fiat Chrysler e General Motors, somadas, vão aplicar R$ 25 bilhões por aqui nos próximos anos. Mas, segundo especialistas e fontes ligadas às próprias montadoras, a situação pode ser diferente em médio e longo prazos.

Embora descarte fechamentos de fábricas em série, o consultor Flavio Padovan, ex-presidente da Jaguar Land Rover no País e com passagens por Volkswagen e Ford, diz que "a saída da Ford serve para todo mundo abrir o olho". Isso porque, segundo ele, além de lidar com as questões estruturais que dificultam a atuação no Brasil, como a carga tributária, a baixa produtividade e o custo da mão de obra, o setor vive uma transformação global. "É um cenário muito ameaçador."

Um exemplo do problema: enquanto o mundo se desdobra para produzir mais carros elétricos - a Alemanha, por exemplo, já baniu a venda de veículos a combustão a partir de 2030 -, o Brasil ainda engatinha nessa área. Ex-presidente da Fiat e da Anfavea (associação que reúne as fabricantes nacionais de veículos), o executivo Cledorvino Belini lembra que o setor automotivo vive um momento claro de quebra de paradigmas com a eletrificação dos motores. "Temos de fazer nossos engenheiros reaprenderem, irem para esse lado", diz Belini.

Na visão do ex-presidente da Fiat, caso a tecnologia global caminhe para um lado e a produção brasileira vá para outro, o País pode ver seu parque industrial cair na irrelevância. Para ele, o modelo de produção brasileiro está "esgotado" e precisa evoluir rapidamente. "Não podemos chegar atrasados (nos carros elétricos), já que as emissões são um problema global."

Esse descompasso entre os objetivos globais da montadora e o portfólio das três fábricas brasileiras foi um dos fatores que levaram a Ford a desistir da produção em solo brasileiro. Segundo Padovan, havia anos que a montadora americana reclamava da baixa lucratividade dos modelos compactos - justamente seus carros-chefe por aqui, como EcoSport e Ka. "A Ford sempre fez com as picapes o dinheiro que não fez com o carro. Então, essa decisão faz sentido na estratégia de privilegiar a lucratividade."

Custo Brasil

Procurada pela reportagem, a Anfavea afirmou, em comunicado, não ver um risco sistêmico para o setor automotivo do País, com o fechamento de fábricas. No entanto, a associação apontou que o setor hoje trabalha com uma ociosidade superior a 50% nas unidades, que têm capacidade para produzir 5 milhões de veículos por ano. A associação das montadoras também critica a falta de medidas para a redução do custo de produção no País.

Diante das promessas não cumpridas de reformas que poderiam reduzir custos - como a tributária, por exemplo -, Padovan diz que está cada mais difícil para um executivo local "vender" projetos para aportes relevantes no Brasil. "O governo brasileiro está totalmente paralisado e não consegue levar adiante as medidas que precisam ser aprovadas. O cenário é de uma insegurança muito grande com o País."

O Estadão consultou ontem seis das maiores montadoras brasileiras sobre planos de investimentos futuros. Até o momento, duas delas - FCA e General Motors - anunciaram um ciclo de investimentos para os próximos anos de R$ 15 bilhões e R$ 10 bilhões, respectivamente (leia mais no quadro ao lado). As demais já encerraram ciclos anteriores (como Volkswagen, Renault e Honda) ou estão próximas de finalizar aportes já anunciados, como a Toyota, que está investindo R$ 1 bilhão em um novo modelo na fábrica de Sorocaba (SP).


(Foto: Agencia Brasil)
Taxa de eficácia geral da Coronavac é de 50,38%Índice fica pouco acima do mínimo de 50% exigido pela Anvisa

A CoronaVac, vacina contra o novo coronavírus produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, tem eficácia geral de 50,38%. A informação foi dada hoje (12) pelo governo de São Paulo. 

Na semana passada, o governo havia dito que a taxa de eficácia da vacina era de 78%. Mas isso se refere apenas à eficácia da vacina em relação a casos leves e que precisaram de alguma atenção médica. 

Esses resultados foram observados em estudos no Brasil realizados com profissionais da área da saúde, mais expostos ao vírus. Mas, quando são considerados também os casos leves e que não necessitaram de qualquer atendimento médico, a eficácia foi menor. “Outros estudos, de outros fabricantes, não incluíram casos de pessoas que tiveram dois dias de dor de cabeça, mesmo com resultado positivo de RT-PCR. Mas nós incluímos ”, disse Ricardo Palácios, diretor médico de pesquisa clínica do Instituto Butantan.

A eficácia geral é medida, durante os testes da vacina, comparando-se a quantidade de todos os casos (leves, moderados ou graves) que foram registrados de covid-19 entre os voluntários que foram vacinados e os voluntários que receberam placebo. Ao longo do estudo de eficácia no Brasil, 252 voluntários tiveram covid-19 de forma leve (sem necessidade de ajuda médica ), sendo que 85 deles haviam tomado vacina e 167, placebo (uma substância inócua). Dentre os voluntários no Brasil, 4.653 tomaram essa vacina e 4.599 tomaram placebo. 

Já o resultado de eficácia dos casos leves, em pacientes que precisaram receber alguma assistência médica, foi de 77,96%, sendo que sete pessoas haviam recebido a vacina, e outras 31, placebo.

A taxa de eficácia da CoronaVac está acima dos parâmetros mínimos exigidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A taxa mínima de eficácia de uma vacina recomendada é de 50% como parâmetro de proteção. Segundo o governo paulista, a taxa de eficácia foi mais baixa porque incluiu todos os casos de covid-19 relatados entre os voluntários, inclusive os casos leves. “A vacina consegue diminuir a intensidade da doença clínica em um ambiente de alta exposição. E esse efeito é maior quanto mais aumenta (a gravidade da doença)”, falou Palácios. 

Segundo o Butantan, a vacina garantiu proteção total contra casos graves e mortes provocadas pela doença. Nesse caso, sua eficácia foi de 100%. Nenhum voluntário que tomou a vacina morreu ou precisou de internação. 

A vacina é armazenada em temperatura de geladeira, entre 2ºC e 8ºC. “Temos hoje uma das melhores vacinas do mundo. Uma das vacinas que tem maior facilidade logística porque é transportada em temperatura ambiente, tem resistência fora da geladeira e pode chegar a qualquer cidade do país”, disse Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.

Na semana passada, o governo paulista solicitou à Anvisa autorização para uso emergencial dessa vacina no Brasil. Esse pedido está em análise pela Anvisa.


(Foto: Folha de São Paulo)
Bolsonaro: Fechamento não é política correta contra a Covid-19Dirigindo-se à imprensa, Bolsonaro voltou a defender a liberdade das manifestações via redes sociais e afirmou que a liberdade de imprensa é plena em seu governo.

O presidente Jair Bolsonaro reiterou hoje (12) sua contrariedade ao fechamento total de comércios em função da pandemia. Durante cerimônia de comemoração dos 160 anos de fundação da Caixa – e da caderneta de poupança no Brasil –, Bolsonaro disse que não se pode falar em saúde sem emprego, e que vida e economia “andam de braços dados”.

“Eu peço a Deus que ilumine governadores e prefeitos para que não fechem tudo. Essa não é a política correta. Vida e economia andam de braços dados. Não podemos falar em saúde sem emprego”, disse o presidente na cerimônia, que ocorreu no Palácio do Planalto. De acordo com balanço divulgado de ontem do Ministério da Saúde, o Brasil acumula 8,1 milhões de casos confirmados e 203 mil mortes.

Dirigindo-se à imprensa, Bolsonaro voltou a defender a liberdade das manifestações via redes sociais e afirmou que a liberdade de imprensa é plena em seu governo.“Lamento, no entanto, o fechamento e a censura às mídias sociais. Elas não concorrem com vocês [imprensa]. Uma estimula a outra, e a liberdade não tem preço”, acrescentou.

 

Sobre a comemoração de 160 anos da Caixa Econômica Federal e da caderneta de poupança no Brasil, Bolsonaro destacou que o banco público levou paz à população ao ajudá-la a receber o auxílio emergencial. “Em momentos difíceis como a pandemia, [a Caixa] criou, em poucos dias, mais de 60 milhões de contas. Trabalhamos para levar paz aos homens e mulheres do Brasil”, disse ao destacar, também, a contratação de 3 mil pessoas com deficiência, pelo banco.

Em seu discurso, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse que o banco bateu recorde de lucro em 2020, com os créditos imobiliários concedidos à população . “Em 20 dias, 50 milhões de brasileiros receberam o auxílio emergencial. E, em meio à pandemia, batemos o recorde de crédito imobiliário. Em consequência, a caixa nunca ganhou tanto dinheiro com o crédito imobiliário”.

Segundo ele, o banco terá, também, a menor taxa de inadimplência de todos seus 160 anos de existência. “Nunca emprestamos tanto e tivemos tão pouca inadimplência. Teremos um lucro que, não posso ainda informar [o valor], mas será recorde”.


(Foto: Agencia Brasil)
Covid-19: Mourão diz que tomará vacinaO governante declarou que sim, mas que não passará à frente na fila de vacinação.

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou hoje que tomará a vacina contra a covid-19, após ter contraído a doença, posição contrária à do Presidente Jair Bolsonaro, que tem recusado a imunização por já ter sido infectado.

Mourão, que hoje regressou ao trabalho após 12 dias de isolamento,tendo sofrido sintomas ligeiros, foi questionado pelos jornalistas se tomará algum imunizante contra o novo coronavírus. O governante declarou que sim, mas que não passará à frente na fila de vacinação.

"Dentro da minha vez. Eu sou o grupo 2, aí, de acordo com o planejamento. Não vou furar a fila", afirmou Mourão.

O vice-presidente mostra assim uma posição oposta a de Bolsonaro, que declarou publicamente, mais que uma vez, que não tomará a vacina contra o novo coronavírus porque já teve a doença no ano passado e considera estar imunizado, embora existam casos relatados de reinfecção no país.

Mourão, porém, justificou a sua decisão de tomar a vacina mesmo já tendo sido infectado pelo novo coronavírus, SARS-CoV-2, que causa a doença covid-19, afirmando que a vacinação é uma obrigação coletiva.

"Acho que a vacina é para o país como um todo, uma questão coletiva, não é individual. O indivíduo, aqui, está subordinado ao coletivo neste caso", disse o vice-presidente.


(Foto: Agencia Brasil)
Trump fala em "garantir uma transição de poder pacífica"Com um discurso de tom conciliador, Trump não mencionou fraudes, mas afirmou que todos os esforços dos últimos meses eram para garantir que a eleição fosse legítima

Em um vídeo publicado no Twitter na noite desta quinta-feira (7), o presidente Donald Trump condenou a violência dos manifestantes que invadiram o Congresso americano na quarta (6), chamando o ataque de odioso.

"Agora, o Congresso certificou os resultados. Uma nova administração tomará posse em 20 de janeiro. Meu foco agora se volta para garantir uma transição de poder pacífica, ordenada e contínua. Este momento exige cicatrização e reconciliação", disse.

Com um discurso de tom conciliador, Trump não mencionou fraudes, mas afirmou que todos os esforços dos últimos meses eram para garantir que a eleição fosse legítima. Ainda disse que foi ele o responsável por enviar a Guarda Nacional para ajudar os policiais do Capitólio a conter os vândalos.

Nesta quarta (6), a sessão conjunta do Congresso para certificar a vitória de Joe Biden nas eleições foi interrompida após apoiadores de Trump invadirem o Congresso. Insuflados pelo presidente, eles vandalizaram o local. Ao menos quatro pessoas morreram nos tumultos na capital do país, Washington.


(Foto: AFP)
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