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Curso de quadrinhos voltado para educação é abertoGibiteca do Centro Cultural e Biblioteca Professor Américo de Oliveira Costa oferece curso sobre Quadrinhos na Educação

Gibiteca do Centro Cultural e Biblioteca Escolar Professor Américo de Oliveira Costa oferece gratuitamente o curso Quadrinhos e Educação: Possibilidades de Aplicação”. O curso de formação continuada, realizado em parceria com o Projeto Diálogos com os Quadrinhos, tem início nos dias 24 e 25 de setembro, dentro da modalidade EAD Semipresencial com 40 horas de carga horária.

O curso será ministrado pelo historiador e quadrinista Beto Potiguara, idealizador e coordenador do Projeto Diálogos com os Quadrinhos. Estão sendo disponibilizadas 15 vagas para cada turma. O curso é dirigido a educadores, estudantes de curso de Educação e da área de Ciências Humanas e interessados sobre o tema.

Os encontros presenciais acontecerão quinzenalmente nas segundas-feiras, das 14h às 17h, para a turma vespertina e às terças-feiras, das 8h às 11h, para a turma matutina. Os encontros presenciais serão realizados nas dependências do Centro Cultural e Biblioteca Escolar Professor Américo de Oliveira Costa, órgão vinculado à Secretaria da Educação do RN, localizado na Zona Norte de Natal.

O módulo inicial do curso abordará os temas: “O histórico das HQs”; “Linguagem dos Quadrinhos”; “Tipos e/ou gêneros de Quadrinhos”; e a “Produção de uma HQ”.

Reserva de vagas e maiores informações podem ser feitas presencialmente na portaria do Centro Cultural e Biblioteca Escolar Professor Américo de Oliveira Costa, na Avenida Itapetinga, 1430, Conjunto Santarém, Zona Norte de Natal, e também pelo telefone (84) 3232-7396, ou pelo e-mail gibitecapotiguar@gmail.com.


(Foto: Montagem)
Medicina sobe nota de corte de instituições publicas no RNNotas de ponto de corte são atualizadas todos os dias à meia-noite enquanto ocorre a inscrição

Os candidatos que buscam uma vaga no curso de medicina em uma instituição de ensino do Rio Grande do Norte precisarão superar notas de corte que circulam entre 736,04 - na Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) em Mossoró - e 884,56 - na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Caicó).

A média da cidade do Seridó, inclusive, é a sexta maior de todo o país, segundo as notas divulgadas às 0h desta quarta-feira, 22, no portal do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A maior nota foi registrada em Universidade Federal do Maranhão (UFMA) na ampla concorrência, quando o candidato que estava no limite das 25 vagas somou nota de 928,13.

De acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Educação, serão 20 vagas ofertadas na modalidade da ampla concorrência no Campus Caicó da UFRN, maior nota de corte de todo o Estado. A instituição segue adotando o argumento de inclusão, que é quando é acrescentado um bônus de 20% na nota final para os candidatos que tenham cursado o último ano do ensino fundamental e o ensino médio completo em escolas públicas ou privadas em 15 microrregiões do RN e PB (excluindo os candidatos que concluíram por meio de exames supletivos). Ainda existem 20 vagas na instituição distribuídas em cotas sociais.

Já em Mossoró, na Unidade Sede da Ufersa, a nota de corte para a ampla concorrência no curso de medicina estava em 736,04 no balanço divulgado pelo Ministério da Educação, às 0h desta quarta-feira. A nota foi a menor registrada (na ampla concorrência) nas instituições de ensino do RN. A Ufersa, no entanto, não adotou o argumento de inclusão para a oferta do curso. Com informações da Tribuna do Norte. 


(Foto: UFRN)
TJ delibera sobre funcionamento de lojas no Hiper NatalO tribunal também suspendeu a determinação da realização de uma assembleia com todos os lojistas envolvidos

O desembargador Virgílio Macedo Jr, do Tribunal de Justiça do RN, suspendeu decisão judicial de primeira instância que assegurava a permanência e o funcionamento pleno das atividades de três lojistas nos imóveis localizados na unidade do Hipermercado Bompreço Prudente de Morais até o dia 31 de janeiro de 2020. A decisão suspensa também assegurava o funcionamento regular dos serviços de vigilância, limpeza das áreas comuns, estacionamento e climatização das áreas em que se encontram os lojistas.

O magistrado também suspendeu a determinação da realização de uma assembleia com todos os lojistas envolvidos, no prazo de dez dias. O objetivo seria prestar as informações devidas, inclusive com a indicação de um preposto responsável pelo cumprimento das medidas ora determinadas, tudo sob pena de multa diária.

O caso

O Bompreço Supermercados do Nordeste Ltda. recorreu de decisão da 9ª Vara Cível de Natal, que, nos autos de Ação de Cautelar ajuizada por quatro empresários, suspendeu os efeitos da notificação endereçada a eles pelo Bompreço e, assim, assegurou-lhes a permanência nos imóveis que funcionam das dependências do estabelecimento comercial e o funcionamento pleno de suas atividades até o dia 31 de janeiro de 2020.

A decisão de primeira instância também assegurava o funcionamento regular dos serviços de vigilância, limpeza das áreas comuns, estacionamento e climatização das áreas em que se encontram os lojistas, e determinou ao Bompreço, no prazo de dez dias, a realização de uma assembleia com todos os lojistas envolvidos, com o objetivo de serem prestadas as informações devidas, inclusive com a indicação de um preposto responsável pelo cumprimento das medidas que foram determinadas judicialmente, tudo sob pena de multa diária no valor de R$ 2 mil.

Recurso

No recurso ao TJRN, o Bompreço alegou que notificou os lojistas do encerramento imediato do hipermercado, com a inequívoca rescisão da sublocação em 30 dias, portanto, em 6 de dezembro de 2019, não podendo ser obrigado ao pagamento dos custos para a manutenção do imóvel após a referida data, eis que ausentes os fundamentos jurídicos para a manutenção da sublocação até 31 de janeiro de 2020. A empresa defendeu a possibilidade de denúncia dos contratos firmados com dois dos lojistas, eis que vigentes por prazo indeterminado, conforme a Lei de Locações, devendo os locatários desocupar os imóveis no prazo de 30 dias.

Argumentou que um terceiro lojista encontra-se inadimplente e já foi deferida liminar de despejo em seu desfavor em Ação de Despejo. Disse, ainda, que os contratos firmados contém cláusula na qual os sublocatários concordam em terminar a locação, devolvendo a área, na hipótese de a sublocadora encerrar suas atividades no local em caráter definitivo, sem direito de qualquer indenização ou retenção, o que ocorreu na hipótese.

Decisão

Ao analisar o caso, o relator observou que o contrato de locação pactuado entre o Bompreço Supermercados do Nordeste e os lojistas foram firmados por prazo indeterminado, outro, ao término do prazo de duração, passou a vigorar por tempo indeterminado e que, pela Lei de Locações (Lei nº 8.245/1991), não há qualquer ilegalidade na notificação dos lojistas acerca da renúncia do contrato e concessão de 30 dias para desocupação dos imóveis.

Quanto a um terceiro lojista, constatou que a existência de inadimplemento contratual por falta de pagamento, o que ensejou o ajuizamento da Ação de Despejo, onde já houve o deferimento de liminar para desocupação do imóvel com amparo na Lei de Locações. Já quanto a um quarto contrato de locação pactuado com um outro lojista, observou que foi firmado por prazo determinado, até 9 de março de 2021, e que, até então, não há qualquer indício de inadimplemento contratual.

Com relação a este último, o relator considerou que é possível afirmar a existência de abusividade contratual na Cláusula 18.2 dos contratos de locação, vez que esta prevê a concordância dos sublocatários em terminar a locação, devolvendo a área na hipótese de a sublocadora encerrar suas atividades no local em caráter definitivo, afastando qualquer direito de indenização ou retenção, em afronta à Lei de Locações (Lei nº 8.245/1991).

Desse modo, vislumbrou a probabilidade do direito do Bompreço quanto à suspensão dos efeitos da decisão de primeiro grau em relação a três dos lojistas. “Ademais, é evidente o risco de lesão grave ou de difícil reparação, vez que a manutenção indevida dos sublocatários nos imóveis após o encerramento das atividades do hipermercado gera diversos custos ao agravante”, assinalou o desembargador Virgílio Macedo Jr.


(Foto: Sebrae)
RN faz formatura para alunos da rede profissionalCerca de 2800 pessoas participaram da cerimônia que reuniu seis centros estaduais de educação profissional

”É o fim de um ciclo que foi bastante feliz. Depois de estudar muito, receber o grau de nível técnico é uma grande vitória”, esse foi o sentimento Stiveanalisson Melo, estudante do curso de Informática da rede estadual de educação que, junto com outros 724 alunos, colou grau na formatura dos Centros Estaduais de Educação Profissional, realizada na noite de ontem (9) em cerimônia sediada no Centro de Convenções de Natal.

Prestigiada por autoridades, gestores, professores, pais e alunos, a formatura foi marcada por um misto de alegria pelo grau de formação alcançado e saudade pela despedida do ensino médio. “Muito do que seremos, daqui a diante, se deve ao que vivemos em nossa escola, no meu caso, o CENEP. Estamos todos muito entusiasmados”, completa Stiveanalisson, que pretende buscar vaga em um curso da Tecnologia da Informação.

Presidente da assembleia de formatura, o secretário de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer do RN, professor Getúlio Marques, destacou que esse momento é fruto de um trabalho iniciado em 2008, pelo então secretário de educação Ruy Pereira, e que agora se consolida como uma política de estado. “São as primeiras turmas dos novos centros de educação profissional. São jovens que estão se formando em diversos cursos. Isso mostra que estamos no caminho certo. A governadora Fátima Bezerra elegeu o ensino como uma prioridade e nossa missão é ampliar os centros e, consequentemente, as vagas da educação profissional, permitindo que mais jovens sejam preparados para o mercado ou universidades”, frisou Getúlio.

O RN conta com 67 unidades de ensino profissional que, no último ano, atendeu 7.592 alunos em diversas regiões do Estado. Trabalhando para a expansão, o Governo do RN, por meio da Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC), está construindo dois novos centros, um em Macaíba e outro em Assu. Com previsão de conclusão neste ano, as novas unidades integrarão a rede de educação profissional, que chegará a 11 centros estaduais.

No total, seis unidades de ensino participaram da cerimônia: os centros estaduais Sen. Jessé Pinto Freire (Natal), Prof. João Ferreira Faustino (Natal), Prof. Hélio Xavier de Vasconcelos (Extremoz), Dr. Ruy Perreira dos Santos (São Gonçalo do Amarante), Profª Lourdinha Guerra (Parnamirim) e Ruy Antunes Pereira (Ceará-Mirim). Os formandos concluíram um dos seguintes cursos: Administração, Informática, Manutenção e Suporte em Informática, Nutrição e Dietética, Meio Ambiente, Recursos Humanos, Edificação, Segurança do Trabalho e Sistemas de Energia Renováveis.

A cerimônia foi organizada pela Subcoordenadoria de Educação Profissional (SUEP) da SEEC, que contou com toda a sua equipe desde a recepção de alunos e familiares a entrega formal dos diplomas de formatura. “Cerca de 2800 pessoas estiveram presentes na cerimônia. Foi uma bonita consagração de um trabalho que todos os dias acontece em nossas escolas: o ofício de ensinar aos nossos jovens”, destaca Sayonara Rêgo, coordenadora da SUEP.

Também estiveram presentes no evento o secretário Desenvolvimento Econômico do RN, Jaime Calado, e o deputado estadual Sandro Pimentel.


(Foto: Demis Roussos)
Escola tem projeto de literatura afro voltado para a mulherIniciativa pioneira da Escola Berilo Wanderley, em Natal, tem adesão de alunas e avança pela via do fortalecimento da auto-estima aliando o pedagógico ao cultural

Projeto inovador voltado para a literatura afro-brasileira de autoria feminina tem movimentado a comunidade da Escola Estadual Berilo Wanderley, localizada na Zona Sul de Natal. O projeto “BW Literatura” é um dos principais destaques do Circuito de Aprendizagem da Escola durante todo o ano. “Procuramos abordar questões relacionadas ao feminismo negro, às relações étnico-raciais e a estética do cabelo como elemento constitutivo da identidade negra no espaço escolar”, informa Marliane Azevedo, professora de Língua Portuguesa e Literatura, orientadora do projeto.

O projeto “BW Literatura” tem a participação de 32 jovens alunas das turmas do 2º ano do ensino médio do matutino e vespertino, e do 3º ano do matutino. Tem utilizado autoras praticamente desconhecidas pela maioria da comunidade escolar e promovido oficinas temáticas com estudiosas e pesquisadoras sobre temas presentes na cultura afro-brasileira. Durante o ano de 2019 as oficinas abordaram conteúdos como: identidade negra; feminismo negro e empoderamento; e a boneca abayomi (significado, história e oficina vivencial). As oficinas aconteceram em sintonia com os conteúdos das obras estudadas ao longo do ano: “O livro dos cachos”, de Sabina Giampá; “Quem tem medo do feminismo negro?”, de Djamila Ribeiro; “Eu, empregada doméstica”, de Preta Rara; “Memórias da plantação”, de Grada Kilomba; e “Talvez precisemos de um nome para isso”, de Stefanie Borges.

“Hoje após dois anos do surgimento do projeto de literatura afro posso afirmar que a receptividade dos temas abordados tem sido muito positiva. A maioria das alunas que buscaram o projeto no início do ano foram motivadas por histórias de vida marcadas por uma falta de identidade, de auto-pertencimento a um grupo do qual elas imaginavam fazer parte, mas não tinham argumentos para se auto afirmar”, afirma Marliane Azevedo, professora de Língua Portuguesa e responsável pelo projeto.

Marliane Azevedo destaca que o projeto é hoje um espaço de discussão, relatos e fortalecimento. “Esse ano em especial a temática da estética do cabelo na construção da identidade negra ganhou a adesão de muitas alunas que buscavam um espaço para falar sobre o tema, desabafar suas aflições e relacionar com as vozes das intelectuais negras presentes nas obras literárias”, diz.

Em seu início, o projeto BW Literatura teve que partir para o esforço de convencimento junto ao alunado. “Vários alunos e alunas questionaram na época, início de 2018, o fato de a escola ser pouco representativa, mas a comunidade escolar do Berilo Wanderley já tinha duas gestoras negras, e em seu quadro de professores aproximadamente 30% são negros e no alunado a representatividade é bem expressiva”, ressalta Marliane.

Depoimentos de alunas indicam a satisfação em participarem do projeto que, pela via da leitura da literatura afro e pela via da discussão sobre o contexto social no qual vivem, contribui no fortalecimento da confiança, na descoberta e no orgulho de um pertencimento, e na abertura de horizontes. “O projeto para mim foi algo que mudou minha vida, começando pelo livro “Quando me descobri negra”, de Bianca Santana. Depois que li despertei para a minha verdadeira identidade. O nosso grupo me tornou e está me tornando a cada dia, mais empoderada, mais livre e me dando mais consciência da mulher negra que eu sou”, diz a estudante Estelita, do 3º ano.

“Embora tivesse noção do racismo, e muitas vezes me considerasse antirracista, não compreendia a importância das cotas raciais, por exemplo. Com o projeto de literatura afro pude abrir meus horizontes e compreender o que é realmente o racismo, além de me descobrir como mulher negra”, fala a aluna do 2º ano, Kayllany.

Os depoimentos das alunas seguem na linha da descoberta e de  tomada de posições. “O projeto me ajudou a crescer como pessoa, a conhecer autoras que, enquanto estudava na escolar particular, nunca tinha ouvido falar”, conta Gabriela, aluna do 3º ano.

“Devido o que aprendi no projeto convenci minha irmã a não alisar mais seus cachos. Mostrei para ela que seus cachos são maravilhosos. Cada dia que passa, a vejo assumindo mais e mais seus cachos e isso me deixa bastante feliz”, conta Mariana, aluna do 2º B.

“Quando entrei no projeto tinha uma mentalidade, hoje tenho outra. No projeto, pude me conhecer e conhecer minha origem negra, além de aprender sobre mulheres incríveis e impactantes, e parecidas comigo, seja no cabelo, seja na pele. É muito importante saber que não existe só o padrão estabelecido pela mídia, de princesa somente branca. Pude pensar nos livros que leio, a maioria escritos por homens e brancos. Guardarei pra sempre a relevância do BW literatura em minha vida, o que aprendi irei compartilhar por aí”, diz Mariana Helena, aluna do 3º ano.

A condução do projeto de literatura afro voltada para a mulher teve também significativos reflexos sobre a educadora responsável pelo projeto. “Posso afirmar que aprendi muito mais do que ensinei. As alunas que estiveram no projeto nesses dois anos me ensinaram sobre superação, empoderamento, amorosidade. Algo que ficou muito forte: a necessidade de se ter um espaço para o diálogo a partir da literatura. Com o projeto, o meu amor pela literatura aumentou e em especial me tornei uma apaixonada pela literatura afro-brasileira, aqui recortada por mim como a literatura produzida por escritoras negras brasileiras que tematizam a história e a cultura negra”, afirma Marliane Azevedo.

A abrangência do Circuito de Aprendizagem da Escola Estadual Berilo Wanderley, localizada em Natal, evidencia a força de um bem feito planejamento unindo o pedagógico ao cultural e apresenta-se como referência em matéria de ensino/aprendizagem a ser seguida.

A iniciativa do Circuito de Aprendizagem, este ano em sua terceira edição, substituiu a tradicional “feira de ciências”, e conseguiu produzir uma eficaz interação entre professores e alunos, tanto na adesão como na execução dos projetos escolhidos. 32 projetos que, depois de serem desenvolvidos durante todo o ano letivo, abordando as mais variadas áreas do conhecimento científico e cultural, foram apresentados nos dias 19 e 20.

A Escola Estadual Berilo Wanderley, localizada no bairro de Neópolis, na Zona Sul de Natal, tem hoje 900 anos, distribuídos em 28 turmas. Funciona nos três turnos contando com turmas do Novo Ensino Médio; técnico em informática; Noturno diferenciado; e Ensino Médio modalidade normal.

Marliane Azevedo é professora de Língua Portuguesa em 10 turmas: quatro de 3º ano e seis de 2º ano, nos turnos vespertino e matutino.


Equipe do projeto de literatura afro-brasileira (Foto: Danilo Bezerra)
Escola Berilo Wanderley tem projeto que valoriza escritoresO projeto desenvolvido por educadores valoriza alunos, professores e funcionários que já atuam como escritores

Projeto de estímulo à leitura e à escrita mobiliza alunos, professores e funcionários de escola pública estadual na Zona Sul de Natal e avança em um processo virtuoso de criatividade e aquisição de conhecimentos, e de efetiva participação da biblioteca na vida da comunidade. O projeto “Semeando escritores no espaço da escola”, desenvolvido na Escola Estadual Berilo Wanderley, localizada no bairro de Pirangi, está estimulando os alunos e toda a comunidade escolar ao gosto pela leitura e pela escrita.

O projeto tem como meta a coletânea de textos e poemas de autoria de estudanrtes, professores e funcionários da Escola já publicados em livros e, principalmente, na internet, em redes sociais, blogs e sites, para posterior publiçação. Com isso, a Escola, ao mesmo tempo, valoriza e incentiva seus escritores, fazendo com que a comunidade descubra seus trabalhos, e estimula vários outros talentos que fazem parte do ambiente escolar. Com o projeto, a Escola também avança no incentivo à prática da leitura e da escrita no contexto da comunidade na qual está inserida.

“Muitos dos alunos já escreviam antes do nosso projeto em sites e blogs. Temos vários escritores aqui (na escola) que são muito bons”, diz a professora Maria da Paz Lima, responsável pela Biblioteca “Maria Salonilde Ferreira”, da Escola Berilo Wanderley. Aberta permanentemente em horários de aula, a biblioteca é hoje um espaço vivo que busca congregar talentos e estimular a todos para a prática da leitura e da escrita, que conta constantemente com as presenças de estudantes, professores e também de funcionários.

Apesar de ter um bom acervo, segundo Maria da Paz, a biblioteca tem a necessidade de maior número de livros devido à crescente demanda que nasce do crescimento do interesse dos alunos pela leitura. “Em média, os estudantes lêem dois livros por mês. Existem alunos que chegam a ler doze livros por bimestre”, acrescenta Maria da Paz.

O nível alcançado pelos estudantes leitores da Escola Berilo Wanderley avança para a capacidade de discernimento e entendimento até dos estilos empregados pelos escritores internacionalmente famosos. “Os alunos têm a condição de fazerem analogia, por exemplo, sobre escritores como Jane Austen, Sidney Sheldon e Morris West”, fala Maria da Paz.

Escritores da escola, da vida e do conhecimento

O projeto, que procura divulgar no âmbito escolar os trabalhos feitos pelos alunos, professores e pessoas da comunidade escolar, tem fortalecido mais ainda o desejo pela leitura e até o surgimento de novos escritores. A “Coletânea Literária Sementes”, que está sendo produzida pelo projeto, reúne variadas obras escritas, prosas e poesias, pelos membros da comunidade escolar.

Felipe Sales, 17 anos, aluno do 2º ano do Ensino Médio, já tem mais de 150 textos escritos em blogs na internet. É hoje parte efetiva do projeto da “Berilo Wanderley” com o seu texto “O oceano de palavras”.

O escritor macauense João Maria Fraga, professor de História da "Berilo Wanderley" e advogado, é hoje um dos nomes integrantes no rol de autores de obras e textos que atuam na instituição de ensino. Seu livro “Tecedores de sonhos ao luar” está fazendo parte do processo de divulgação do projeto "Semeando escritores no espaço da escola".

Em um variado conjunto sempre crescente de novos escritores no projeto, também despontam funcionários como Aldemira Maria Rocha, copeira, que trabalha há 15 anos na “Berilo Wanderley”, com textos na coletânea, e estudantes como Desirre Dantas, 15 anos, do 1º ano do Ensino Médio, com presença na poesia e na prosa.

A estudante Laisa Tereza de Oliveira Santos (escritora com o pseudônimo de Laiza Tezz), 15 anos, do 1º ano do Ensino Médio, mostra entusiasmo pelo projeto. “É muito importante. Tem gente que escreve, mas não mostra. É essencial para a juventude de hoje em dia. Esse trabalho que fazemos dentro da escola é bom, já que é em um ambiente fechado e o nosso tempo é valorizado”, afirma.

O trabalho da professora Maria da Paz Lima à frente da biblioteca da “Berilo  Wanderley” conta com a contribuição de duas outras educadores, Cláudia Fernandes (coordenadora escolar) e Jussara Freire (professora do Laboratório de Informática e mestre em Ciência e Biologia).


Estudantes assistema depoimentos de escritores da Escola na biblioteca
Macaíba desenvolve projetos de cidade educadora Cidade da região metropolitana de Natal avança em projeto amplo visando a verdadeira educação integral

Dizer que a educação representa um desafio para a sociedade é algo que já virou clichê de tão repetido ao longo do tempo. Educação como desafio a ser enfrentado e a ser proposto já se encontra na própria natureza da relação ensino/aprendizagem. Para o enfrentamento desse desafio perene, especialistas na arte do ensino formulam os mais variados projetos e propõem múltiplos mecanismos inovadores que, a despeito da boa vontade empreendida, não passam de “mais do mesmo”.

A cidade educadora, projeto integrador de interesses sociais direcionado para o ensino/aprendizagem, desponta como uma fórmula diferente com abrangência que vai além dos muros escolares e do saber formal concebido e elaborado por ignorantes da realidade do contexto social vivido por alunos e educadores.

“Uma cidade educadora é aquela que reconhece, promove e exerce o papel educador na vida das pessoas, assumindo como desafio permanente a formação integral de seus habitantes. Na cidade educadora, além de diferentes políticas, espaços, tempo e atores, são compreendidos como agentes pedagógicos capazes de apoiar o desenvolvimento de todo o potencial humano”, ressalta o professor e sociólogo Domingos Sávio de Oliveira, secretário de educação do município de Macaíba, RN.

O movimento “Cidade educadora”, lembra Domingos, ganhou força nos anos 80 com o primeiro congresso internacional realizado na cidade de Barcelona, na Espanha. Nesse encontro, o grupo de cidades pactuou um conjunto de princípios centrado no desenvolvimento de seus habitantes, que orientam a administração pública.

Seguindo os princípios estabelecidos, a cidade educadora deve preocupar-se prioritariamente com as crianças e jovens, mas buscar também incorporar pessoas de todas as idades numa formação ao longo da vida. “Este princípio, que representa o grande marco da concepção das cidades educadoras, está intimamente ligado com a educação integral”, diz o secretário e sociólogo Domingos Sávio.

Macaíba e a cidade educadora

Cidade educadora e educação integral são dois conceitos que se complementam e certamente não conseguem existirem separadamente de forma eficaz – a educação integral pressupõe um contexto comunitário educador, e uma cidade educadora pressupõem uma educação abrangente e completa.

A cidade de Macaíba, de acordo com informes de sua secretaria de educação, tem procurado avançar na interação escola/comunidade visando o desenvolvimento do aluno, de todos os envolvidos no processo, e do próprio município. Segundo a secretaria, a educação integral compreende “o desenvolvimento dos envolvidos nas dimensões intelectual, física, emocional, social e cultural, dentro de um projeto coletivo que seja compartilhado por crianças, jovens, famílias, educadores, gestores e comunidades”.

Nesse sentido, a equipe da pasta, que conta também com a participação da professora Karina Dantas, assessora de Articulação de Projetos Especiais, entende que o espaço geográfico é de fundamental importância. Considerado território educativo, o espaço geográfico, e tudo que está ligado a ele, em torno da escola passa a fazer parte do conteúdo curricular. O aluno, por sua vez, se torna o protagonista de seu próprio aprendizado, já que a verdadeira educação integral pressupõe o desenvolvimento da capacidade autônoma do estudante.

No esforço para a construir essa nova política de educação, a prefeitura de Macaíba estabeleceu parcerias com a Fundação SM, o Centro de Estudo e pesquisa em Educação Comunitária (Cempec) e o Centro de Referência em Educação Integral. O objetivo é a formação de equipe técnica da própria Secretaria e o apoio, como suporte, na construção da Política de Educação Integral do município, contemplando o currículo da rede e a atualização do projeto político pedagógico de todas as escolas.

A cidade de Macaíba, segundo informa a secretaria, tem investido em projetos com  temas amplos que são pensados a partir de questões pontuais. No ano de 2018, por exemplo, o tema foi “Saberes e sabores da Cultura nordestina” – que tratou das riquezas e das raízes culturais da região.

Neste ano de 2019, o tema trabalhado é  o “Universo circense na Educação: cultura, arte e literatura aliados por uma escola melhor”. Um conjunto de ações foi pensado para valorizar o trabalho do tema nas escolas municipais: lançamento do prêmio “Lugar de Circo é na Escola”; concurso “Assim eu vejo a alegria”; concurso literário “Escrevendo a memória do Circo”; 1º Festival de Teatro Escolar.

A Secretaria de Educação também promoveu a 2ª Gincana Literária (premiando as três escolas vencedoras com uma viagem a João Pessoa/PB), e a 6ª Semana Literária de Macaíba reunindo mais de 10 mil pessoas na Praça Paulo Holanda Paz, no centro da cidade.

 


Secretário Domingos Sávio de Oliveira (Foto: O RN tem)
Aluna do RN é eleita presidente no Jovem SenadorAntes de conquistar os votos dos colegas, Laila, que é negra, disse que pretendia estimular a diversidade entre os participantes

A aluna Laila Cristina de Paiva Soares, do Centro Estadual de Educação Profissional Professor Francisco de Assis Pedrosa, localizado em Mossoró (RN), foi eleita presidente da Mesa Diretora do Jovem Senador. A eleição, realizada na tarde desta terça-feira (26) no plenário do Senado Federal, contou com a participação de 27 jovens senadores, vencedores do concurso de redação do Programa Jovem Senador. 

Antes de conquistar os votos dos colegas, Laila, que é negra, disse que pretendia estimular a diversidade entre os participantes do projeto: “estou me candidatando com o intuito de propagar a diversidade e a empatia para saber ouvir a opinião contrária. Nós vamos debater muitas ideias aqui e isso é muito importante”, ressaltou.

Laila Cristina terá como vice-presidente Thalita Pacher, de Santa Catarina; primeira-secretária Maria Adellaide, da Paraíba, e o segundo-secretário, Pedro Henrique de Araújo, é do estado de Alagoas. Durante toda a semana, os jovens senadores, cada um representando uma unidade da federação, participarão de uma simulação na qual serão eles os legisladores jovens do país.

O tema da redação do concurso de redação desse ano foi “Cidadão que acompanha o orçamento público dá valor ao Brasil”, e para a estudante Laila, o diferencial do Programa Jovem Senador é dar oportunidade de expressão aos estudantes. “Minha principal bandeira é fazer com que a voz do jovem seja ouvida, porque muitas vezes nós falamos, mas não somos levados a sério”, enfatiza a jovem. 

O Projeto Jovem Senador foi criado em 2011 e dá aos estudantes do ensino médio de escolas públicas estaduais com idade até 19 anos a chance de conhecer de perto o processo legislativo brasileiro. Para concorrer, os jovens fazem redações sobre um assunto determinado a cada ano.

Etapas de seleção

No âmbito estadual, o processo de seleção para o programa é coordenado pela Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC), através da Subcoordenadoria de Educação Profissional, que selecionou 45 redações do estado potiguar, oriundas das Diretorias Regionais de Educação e Cultura (DIRECs). Esses textos foram enviados ao Senado Federal e analisados por especialistas, que classificaram os três primeiros colocados de cada estado. 

Além da redação de Laila, que atingiu o primeiro lugar a nível estadual, o segundo e o terceiro lugar são ocupados, respectivamente, pelos alunos Alice Dayara Baracho e Francisco Fernando Café, alunos, nessa ordem, da Escola Estadual Padre Sinval Laurentino de Medeiros, localizada no município de Tenente Laurentino Cruz, e da Escola Estadual de Ensino Médio em Tempo Integral Tristão de Barros, situada na cidade de Currais Novos. 

 

Como última etapa do processo de seleção que define os participantes do programa, o Senado Federal escolhe dentre as 81 redações submetidas (1º, 2º e 3º colocados de cada estado), uma de cada unidade federativa, totalizando 27 redações escolhidas


(Foto: Agencia Senado)
Morre o apresentador Gugu Liberato aos 60 anosApresentador estava internado desde quarta-feira (20), quando sofreu acidente em casa em Orlando, nos EUA, e bateu a cabeça.

Gugu Liberato morreu aos 60 anos em Orlando, nos Estados Unidos, segundo anunciou nesta sexta-feira (22) a sua assessoria. O apresentador estava internado desde quarta-feira (20), quando sofreu uma queda em casa e bateu a cabeça.

A morte encefálica foi confirmada pelo Prof. Dr. Guilherme Lepski, neurocirurgião brasileiro chamado pela família, segundo nota divulgada pela assessoria (leia abaixo). Lepski chegou a Orlando nesta sexta.

Antônio Augusto Moraes Liberato nasceu em São Paulo, em 10 de abril de 1959. Filho caçula de portugueses, Gugu tinha dois irmãos, Amandio Liberato e a numeróloga Aparecida Liberato. O apresentador tinha três filhos com a médica Rose Miriam di Matteo: João Augusto, de 18 anos, e as gêmeas Marina e Sofia, de 15 anos.

Gugu foi um dos principais apresentadores da TV brasileira. Entre 1981 e 2003, foi destaque no SBT no comando de programas de auditório. Em 1982, passou a apresentar seu primeiro grande sucesso, o programa "Viva a noite”, atração que alavancou a carreira do apresentador e era destaque por trazer números musicais de artistas em alta.

Na emissora, ele também comandou outros programas e quadros de auditório com gincanas, famosos e atrações musicais, como "Sabadão sertanejo" e "Corrida maluca", além do game show “Passa ou repassa”.

Em 1993 estreou outro grande sucesso, "Domingo legal", programa que comandou por 16 anos.

Nele, o apresentador esteve à frente de quadros como “Táxi do Gugu”, “Banheira do Gugu” e “Gugu na minha casa”, além de apresentar números musicais e comandar brincadeiras de palcos com artistas. Na atração, Gugu também eternizou a música “Pintinho amarelinho”, cantando e dançando repetidas vezes no palco da atração.


(Foto: Divulgação)
Estudantes do RN ganham a 13ª Mostra Brasileira de FoguetesA mostra tem por objetivo estimular entre os alunos o interesse pela Física, Astronáutica, Astronomia e ciências afins

Alunos da Escola Estadual em Tempo Integral José Fernandes de Melo, localizada na cidade de Pau dos Ferros - no Alto Oeste Potiguar – receberam o título de campeões na 13ª edição da Mostra Brasileira de Foguetes (Mobfog), evento nacional organizado pela Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBAA), que aconteceu entre os dias 12 e 15 de novembro na cidade de Barra do Piraí (RJ). 

Envolvendo estudantes dos ensinos médio e fundamental de diversos estados brasileiros, a mostra tem por objetivo estimular entre os alunos o interesse pela Física, Astronáutica, Astronomia e ciências afins. Além disso,  para ser selecionada e participar presencialmente do evento na Barra do Piraí, cada equipe  teve que projetar e lançar um foguete capaz de voar, no mínimo, 150 metros.

A equipe potiguar que participou do evento, composta pelos estudantes da terceira série do ensino médio Ana Beatriz, Mychelly Queiroz e Nilson Gomes, lançou um foguete construído a partir da reutilização de duas garrafas pets, empregando como combustível vinagre e bicarbonato de sódio. Além do foguete, os alunos também construíram a base de lançamento, composta por madeira e  canos de PVC. 

O lançamento da equipe do RN atingiu a distância de 188,5 metros, o que conferiu aos alunos envolvidos um troféu de ouro com o título de “campeão” da mostra. 

Mostra  

Durante o evento, além do momento de lançamento dos foguetes, as equipes - compostas por até três alunos e um professor orientador - participaram de atividades formativas como oficinas e palestras. A viagem da equipe potiguar para o Rio de Janeiro recebeu o financiamento da Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC). 

Responsável pela orientação da equipe potiguar, o docente Gerlanio Cavalcante explica que cada escola que atinge a meta dos 150 metros é titulada como campeã e ganha um troféu. “O resultado não é dado em 1º, 2º ou 3º lugares. Os troféus de ouro, prata e bronze são dados a partir de uma meta de alcance, ou seja, de acordo com a meta atingida pelos candidatos os troféus são apresentados”, explica. 

Para o professor, a conquista reflete o esforço dos alunos em conjunto com o empenho da escola. “A escola trabalha visando o projeto de vida do aluno, sempre apoiando e incentivando o estudante a despertar o interesse científico. Os sonhos dos meus alunos são os meus também. Quando vejo eles correndo atrás, pesquisando, cumprindo as etapas uma após a outra, o sentimento que tenho é de gratidão. São momentos assim que mostram que a profissão de professor vale muito a pena”, avalia o docente. 


(Foto: Cedida)
Árvore de Mirassol é acesa e dá largada oficial no NatalA estrutura é composta por dois cones, um interno e outro externo, que fazem um movimento luminoso giratório

Já é Natal em Natal. A largada oficial para as comemorações natalinas foram dadas na noite desta quarta-feira, 20, com o acendimento da Arvore de Mirassol, a maior do país – com 110 metros de altura e mais de 400 mil micro-lâmpadas de LED.

O monumento chama atenção pela beleza, mas está diferente em comparação com os últimos anos. A estrutura é composta por dois cones, um interno e outro externo, que fazem um movimento luminoso giratório, nas cores dourado e prata. E nem é esse o principal diferencial. A árvore tem o acompanhamento de músicas natalinas, sincronizadas com os movimentos luminosos, algo inédito na cidade.

A árvore faz jus à decoração deste ano, que tem como tema “Natal de Som & Luz”. Em sua base, há um conjunto de partituras e notas musicais que aparentam estar flutuando.

As mudanças também chegaram a todo o entorno da árvore. A Praça de Mirassol se transformou em um grande complexo cultural. A Prefeitura oferece diversas atrações artísticas e musicais gratuitas, além de ferinha gastronômica e de artesanato. No local, os visitantes também podem aproveitar um túnel luminoso e a Casinha do Papai Noel. Com informações do portal Agora RN.

 


(Foto: Alex Régis)
Estrada do Melão será reiniciada nos próximos dias

As obras da Estrada do Melão serão retomadas nos próximos dias. O secretário de Gestão de Metas e Projetos, Fernando Mineiro, se reuniu na última quinta-feira (14) com a construtora CLC e a supervisora da obra ATP Engenharia para anunciar o reinício de reconstrução da estrada. Com 15% executada, a obra teve sua ordem de serviço expedida em 2018, mas passou por entraves nas desapropriações e precisou ser paralisada. O Governo do RN está investindo R$ 20 milhões com recursos do acordo de empréstimo do Banco Mundial.

“A ordem de serviço foi dada ano passado e a empresa chegou a iniciar a obra, mas este ano detectamos um erro na publicação do decreto de desapropriações, o que nos obrigou a rever todo o processo. Corremos atrás de regularizar tudo, fizemos acordo com os proprietários e, aqueles que decidiram pelo litígio, tiveram as decisões homologadas esta semana. Agora finalmente poderemos recomeçar a obra sem qualquer insegurança jurídica”, destacou Mineiro.

Serão recuperados os 19 quilômetros do trecho III da Estrada do Melão, que vão complementar importantes roteiros econômicos no escoamento dos produtos locais - da exploração do sal até a cadeia produtiva do caju, já que liga Baraúna à BR-437, no trecho identificado como Estrada do Cajueiro.

Participaram da reunião o engenheiro da CLC Francisco de Assis, o engenheiro da ATP Andrev Fornazier, o fiscal da obra pelo DER George Ferreira, o gerente do DER dentro do projeto Governo Cidadão, Nicodemus Ferreira, e o coordenador do setor de engenharia do projeto, Sérgio Araújo.


Foto: Jornal de Fato
Educação Especial é um caminho para a inclusão socialRN é pioneiro no cargo de professor de educação especial, dispondo de 495 profissionais dessa área

Modalidade de ensino direcionada exclusivamente à pessoa com deficiência, seja qual for a limitação: transtorno do espectro autista (TEA), física, intelectual, auditiva, visual, múltipla, entre outras, a Educação Especial (EE) trata-se de uma ferramenta de inclusão social que garante àqueles com necessidades específicas o direito à educação. 

Tendo isso em vista o estado do Rio Grande do Norte dispõe, desde abril de 2016, do cargo pioneiro de professor de educação especial, possuindo atualmente 495 professores para essa modalidade. Inserida nesse número, a educadora Eliza Dias é umas dessas professoras que, além de dedicar-se à educação, assume o compromisso de contribuir com a inclusão social, trabalhando para que as barreiras encontradas pelos alunos com necessidades especiais sejam superadas. 

“O aluno está na escola para participar de tudo que a escola promover. Então, para mim é muito importante estar falando sobre o professor de educação especial pois, as escolas e a sociedade precisam entender que o profissional da EE é um direito e uma necessidade das pessoas com deficiências, das escolas, e da nova realidade educacional”, destaca a educadora. 

Pedagoga e professora de educação especial da escola estadual Manoel Vilaça, localizada no bairro de Lagoa Nova, em Natal, Eliza ajudar a compor o quadro de professores de EE do estado que, ao todo, oferecem apoio pedagógico especializado a 925 alunos da rede estadual de ensino. 

Educação Especial em ambiente escolar

Há dois anos trabalhando na escola estadual Manuel Vilaça, pertencente a 1ª Diretoria Regional de Educação e Cultura (Natal), Eliza atua ao lado de um aluno que possui encefalopatia crônica não progressiva, conhecida como paralisia cerebral. Ela explica que sua função, em ambiente escolar, é mediar o processo de aprendizagem desse aluno diante dos conteúdos expostos em sala de aula pelos professores titulares. 

“Para certas disciplinas regulares nós utilizamos exemplos do cotidiano da vida dos alunos para explicar o assunto. Dessa forma, ao invés de ele partir para cálculo ou coisas mais abstratas que talvez ele não alcance naquele momento, a gente tenta aproximar do aluno de assuntos mais simples. Por exemplo, ensinar somas matemática partindo, por exemplo, de porções de ingredientes em uma receita de bolo. Ou seja, restringimos o assunto para que ele entenda, pois ele tem esse direito [de aprender]”, conta a professora. 

Eliza ainda esclarece que cada aluno com necessidade especial requer de um Plano Educacional Individualizado (PEI), proposta curricular pedagógica construída de forma conjunta com o professor regular e elaborada a partir das especificidades de cada aluno. Além do PEI, a professora também destaca que recebe todo apoio da equipe interdisciplinar da escola, como por exemplo o profissional da sala de recursos e da cuidadora. 

“O ideal para que o processo de inclusão aconteça é que todos esses atores se aproximem. O nosso trabalho [de professor de educação especial], se a gente for fazer sozinho ele vai acontecer. Mas, quando ele acontece com a colaboração de ambos os profissionais, professor titular e de EE, cuidador, entre outros, ele se efetiva, garantindo de fato o direito do aluno à educação”, aponta. 

Números 

De acordo com dados da Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC), além dos professores de educação especial, o estado potiguar dispõe de 369 salas de recursos multifuncionais instaladas nas escolas estaduais, 275 professores no Atendimento Educacional Especializado (AEE), 104 cuidadores, 121 profissionais intérpretes/instrutores de Libras e 24 professores de Libras. 

Esses números contemplam escolas que oferecem as modalidades de ensino Fundamental e Médio em diversos municípios do RN. A escola na qual Eliza trabalha conta, até o momento, com cinco professores de EE que atendem cinco alunos com necessidades específicas.

“É um orgulho saber que o Estado do RN é precursor nisso, pois a gente não ouve falar do professor de EE que seja funcionário do estado em nenhum lugar do país fora aqui - pelo menos não com esse nome. Nós somos esse profissional que está sempre em formação e buscando ter suporte para trabalhar com as deficiências e que nunca atua sozinho, pois contamos com o apoio de uma equipe multidisciplinar. Além de trabalhar sempre com as potencialidades do aluno ”, afirma a professora. 


(Foto: Assessoria)
Balé do Sesc apresenta espetáculo no Teatro RiachueloEspetáculo "Alice no país Navarro" acontece no dia 23 deste mês mobilizando 375 alunos das turmas de balé

O Teatro Riachuelo recebe no próximo dia 23 o espetáculo “Alice no país Navarro”, marcando o encerramento do ano das turmas de balé do Sesc (Serviço Social do Comércio do Rio Grande do Norte). Ao todo, 375 alunos do balé Sesc contarão o inusitado encontro de Alice no País das Maravilhas com o dramaturgo, poeta, desenhista e pintor potiguar, Newton Navarro.

 

Alice no País Navarro é uma adaptação livre com seis cenas e mais de 20 coreografias, e mistura a clássica história com as obras do artista plástico potiguar, Newton Navarro, e no enredo também é inserido o contexto tecnológico, onde é feita uma crítica ao uso excessivo das mídias sociais. A estória explora o poder criativo do artista e da menina Alice, quando seus caminhos se encontram, resultando num final inesperado.

 

Os ingressos encontram-se disponíveis na bilheteria do teatro até o dia 23, ao valor de inteira R$ 60,00 e R$ 30,00 meia entrada. Terá direito a 50% de desconto quem apresentar o cartão do Sesc na categoria de trabalhador do comércio e conforme lei da meia entrada.

 

Sobre o balé no Sesc

 

As aulas de balé começaram no então Sesc Centro em 1987 com um número limitado de alunas. Hoje, dispõe de cerca de 370 vagas nas unidades Sesc Cidade Alta e Sesc Zona Norte, ambas em Natal. As aulas são voltadas a crianças a partir dos 4 anos de idade (baby class) e também atende ao público adulto.

 

As vagas são prioritárias para dependentes de comerciários, e os valores subsidiados das mensalidades variam conforme a categoria no cartão de associado Sesc. As matrículas 2020 para veteranos (as) acontecerão em janeiro e, para novatos (as), terão início em fevereiro. Para mais informações, basta ir à central de relacionamento das unidades ou entrar em contato pelos telefones ou (84) 3133-0360 (Cidade Alta) e (84) 3214-7350 (Zona Norte).


Professor da rede pública impulsiona ensino de matemáticaO professor Marcelo Lemos cria laboratório de Matemática e conduz os estudantes ao desenvolvimento de materiais, objetos e equipamentos eletrônicos

A Matemática é com sobra matéria essencial para a formação do estudante e para seu futuro em um mercado de trabalho cada vez mais competiltivo e de catáter técnico. É também a matéria vista como a mais difícil pela maioria dos alunos. Consciente disso, o professor Marcelo Lemos, da Escola Estadual Desembargador Licurgo Nunes, de Marcelino Vieira, Alto Oeste do Rio Grande do Norte, criou o projeto "Laboratório de Matemática Josefa Lúcia Rodrigues Cesário" e passou a trabalhar com os alunos temas relacionados à matemática de forma prática e inovadora.

Os alunos que participam do projeto, que são da 3ª série do Ensino Médio, têm a condição de aplicarem conhecimentos teóricos diretos nos desenvolvimeto de materiais e objetos, desde jogos de quebra-cabeça que envolvem números e lógica até equipamentos eletrônicos. 

Criado em 2013, o laboratório surgiu de uma necessidade identificada pelo professor Marcelo, que não via em sua rotina muitas opções de materiais didáticos atrativos aos alunos. Ele explica ainda que o laboratório foi batizado em homenagem à uma antiga professora, que o incentivou a gostar da matemática. No âmbito do laboratório, os estudantes dividem-se em grupos e trabalham o tema sugerido pelo professor, que a cada ano indica uma temática diferente que envolva matemática. 

A iniciativa deu tão certo que os trabalhos realizados pelos alunos foram ganhando destaque na unidade de ensino, até que o grupo envolvido no laboratório, junto ao professor, resolveu criar uma “Mostra de Matemática” na escola Desembargador Licurgo Nunes, para a exposição dos trabalhos feitos.

“A ideia inicial era desenvolver materiais para se trabalhar matemática. Mas, produzir materiais não era o suficiente, o aluno deveria ser o protagonista. Então tive a ideia de transformar esses trabalhos em projetos e expor na ‘Mostra Matemática’. Hoje nós temos um acervo de mais de 1000 trabalhos em exposição, entre jogos de lógica, projetos envolvendo conceitos de física, desafios, réplicas em escalas de grandes invenções do passado, materiais para se trabalhar em sala de aula e muitos outros”.

Aplicabilidade social 

Dentre os trabalhos desenvolvidos ao longo do projeto a grande maioria é formada de materiais lúdicos, como jogos que envolvem raciocínio lógico e quebra-cabeças. Diante disso, o grupo de alunos resolveu abrir as portas do laboratório e convidar a comunidade local para conhecer e utilizar as produções. 

“No nosso projeto temos muitos trabalhos lúdicos, como jogos de lógica. Então, junto com os alunos, convidamos os idosos da comunidade e, todas as terças-feiras, a gente propõe com eles desafios como o de quebra-cabeças e jogos de memória, tudo para que eles possam desenvolver as capacidades cognitivas e exercitarem a memória.  Com isso, a ideia é que esses materiais não fiquem somente para o meio acadêmico. Dessa forma, pensamos no bem-estar da comunidade, porque não adianta ter um laboratório equipado se não damos um uso social para isso”, explica o professor.

Para a aluna voluntária no projeto, Amanda Monique, 18 anos, participar do Laboratório constitui-se em uma “experiência extremamente gratificante”, pois lhe confere a oportunidade de desprender-se dos componentes curriculares padrões e apreender os conteúdos didáticos de forma inovadora. 

“É muito gratificante poder participar de um projeto tão importante no qual nós alunos de rede pública temos a oportunidade de aprender bem mais do que nossa grade curricular nos permite. Eu me sinto lisonjeada em poder mostrar o que já sei e aprender com o nosso professor que deposita em nós confiança”, disse a aluna.

Resultados 

Marcelo explica que, apesar do projeto não contar com nenhuma colaboração externa e ser executado integralmente por voluntários, o Laboratório já alcançou resultados significativos, como é o caso das últimas avaliações do Sistema Integrado de Monitoramento e Avaliação Institucional (Simais), avaliação realizada periodicamente pelo Governo do Estado do RN que permite a elaboração de um panorama do ensino estadual.

“Nossa escola vem sempre ultrapassando as metas estabelecidas pelo Simais. A Desembargador Licurgo Nunes, desde 2016, vem aparecendo sempre acima dessa meta e, nesses últimos anos tivemos um aumento significativo no número de aprovações no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio)”, detalha o professor. 

Oportunidade 

Para Marcelo, que é professor de matemática há 16 anos, o laboratório é uma oportunidade para os alunos conhecerem outros campos do saber e não permanecerem limitados aos conteúdos dos livros didáticos. Ainda de acordo com o professor, a educação se refere à uma forma de mudar as realidades. 

“A educação é o único ‘caminho sólido’ para o desenvolvimento de um indivíduo e de uma nação. O papel do educador é dar suporte e condições aos seus alunos, além de mostrar caminhos a serem trilhados. Não é dizer o que deve ser feito, mas mostrar o que o  que ele ganha e o que perde, com e sem, a educação. O professor é a maior arma contra esse sistema opressor que ainda separa os indivíduos por classe social”, afirma o educador.


Estudantes no laboratório de matemática em Marcelino Vieira, RN
Costura: Energia Solar ajuda a ampliar competitividadeUnidades de confecção instaladas no interior do Rio Grande do Norte estão adotando a energia solar como fonte energética

Com um índice alto de luminosidade natural praticamente o ano todo, o semiárido do Rio Grande do Norte tem as características ideais para o desenvolvimento da energia solar e pelo menos um segmento está aproveitando esse potencial: o setor têxtil. Estimuladas pelo Sebrae no Rio Grande do Norte, 16 oficinas de costura que participam do projeto de apoio a essas unidades já adotaram a matriz energética fotovoltaica e os empreendedores garantem que a mudança traz economia e aumenta a competitividade e capacidade de reinvestimento do negócio. Atualmente, estado conta com 124 unidades de confecções que produzem peças sob demanda para grandes empresas do setor têxtil, principalmente Hering e Guararapes.

Os empresários que adotaram o sistema fotovoltaico em substituição a energia elétrica fornecida pela companhia energética não se arrependem. “Até agora o resultado tem sido excelente. Estou economizando 200%”, entusiasma-se Joselito Santos, proprietário da JS Silva Confecções, uma oficina que funciona há mais de cinco anos na cidade de Parelhas (distante 246 quilômetros de Natal), na região do Seridó, uma das mais áridas do estado. A conta de energia da empresa estava entre os principais custos e pesava nos cálculos mensais da oficina. Por isso, há pouco mais de um ano, o empresário decidiu apostar na energia solar.

“Havia meses em que a conta de energia da empresa chegava a até R$ 1,4 mil dependendo da bandeira. Financiamos a implantação dos painéis e ainda assim reduzi muito a conta. Estou pagando parcelas de R$ 490 por mês durante três, mas tenho sobra de energia”. Com essa economia, Joselito Santos consegue reunir recursos para reinvestir no negócio. “Estamos planejando ampliação e melhorias no prédio só com essa sobra”.

De acordo com a gestora do projeto de apoio às oficinas de costura do Sebrae, Verônica Melo, a implementação de tecnologias que minimizem os custos fabris, desde que não afetem negativamente a eficiência do processo produtivo, é extremamente necessária para o setor de confecções devido à elevada competitividade existente. “Devido ao grande potencial do nosso estado, a adoção de energia solar se apresenta tanto técnica quanto economicamente atrativa para os pequenos negócios de setor. Essa substituição possibilita, em alguns casos, a gerar uma diminuição de 90% do valor do custo de energia elétrica numa oficina de costura”, assegura a gestora.

Potência excedente

O empresário Felippe Oliveira percebeu os benefícios que traria a substituição da matriz elétrica não apenas no negócio, mas também na residência. Ele é sócio de uma oficina de costura no município de Brejinho, que fica a 48 quilômetros da capital, que gera um consumo mensal médio de 1000 KW. Depois de sete anos, o empreendedor viu que poderia economizar e, em junho do ano passado, implantou os painéis fotovoltaicos na empresa, que hoje geram uma potência de 1,4 mil KW por mês, um excedente de 400 KW, que são utilizados nas residências dos dois sócios.


(Foto: Agencia Sebrae)
Jornalistas em Educação discutem caminhos do ensinoO encontro, realizado pelo Consed, aconteceu em Brasília

Na última semana, em Brasília, jornalistas que atuam com a Educação estiveram reunidos no segundo encontro da Frente de Comunicação e Engajamento do Conselho Nacional de Secretários de Educação, Consed. Reunido comunicadores que atuam como assessores de comunicação das secretarias estaduais de educação e representantes da União dos Dirigentes Municipais de Educação, o RN foi representado por Danilo Bezerra, coordenador de comunicação da Secretaria de Educação do RN.

As atividades do encontro aconteceram entre os dias 30 de setembro a 2 de outubro sob a coordenação da secretária de Educação do Estado do Amapa Goreth Souza. A programação começou com a participação do gerente geral do Canal Futura, José Brito. Em seguida, aconteceu uma oficina sobre gerenciamento de crise, com o professor Chico Daher, da UFOP.

“Educar é um ato de comunicar. Precisamos estreitar laços entre os estados para termos uma educação igualitária para todos. Como jornalista, é bom conhecer as histórias de outros estados e realizar o planejamento estratégico com outros comunicadores enriquecesse esse processo”, declarou Danilo Bezerra.

A formação dos assessores de comunicação contou também com a oficina de língua portuguesa e produção textual, conduzida pela professora Sandra Portugal, da Fundação Roberto Marinho. Sandra foi uma das responsáveis pelo módulo de português do Telecurso 2000, programa exibido pela Rede Globo.

O encontro contou com o apoio da Fundação Lemann, do Movimento Pela Base, do Instituto Inspirare e da Fundação Roberto Marinho.


(Foto: Consed)
Ceres da UFRN faz encontro de Educação Infantil em CaicóEvento reuniu pesquisadores, professores e estudantes de vários municípios do RN e de outros estados

O Centro de Ensino Superior do Seridó (Ceres) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) faz encontro de pesquisadores e trata de práticas pedagógicas voltadas para a Educação Infantil. O 2º Encontro de Pesquisas e Prática Pedagógicas na Educação Infantil aconteceu na quinta-feira (26) e sexta (27) no auditório do Ceres – Campus de Caicó, tendo como tema principal: “Educação Infantil em Tempos de resistência: embates e desafios”. O evento, voltado para os educadores que atuam no âmbito do ensino infantil, contou com a presença de pesquisadores, professores, alunos e futuros professores, gestores educacionais, e profissionais da pedagogia.

A professora e pesquisadora da UFRN, Marly Amarilha, fez a palestra de encerramento do encontro, na tarde da sexta-feira, falando sobre o tema “Literatura Infantil e a construção da identidade na infância”. A mediação foi da professora Nazineide Brito (Ceres/UFRN).

O evento contou também com mesas redondas sobre temas como “Pensamento e Linguagem na Educação Infantil” e “Identidade e diversidade na infância: valorizando as diferenças”; rodas de conversas; e diálogos pedagógicos. A conferência de abertura foi feita pela professora Patrícia Corsino, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mediação da professora Jacicleide Ferreira T. da Cruz Melo (UFRN).


Educadores tratam do ensino infantil em evento do Ceres em Caicó
Material permitirá que deficientes visuais doem sangueA Secretaria de Educação do RN produziu 50 cartilhas em braile e dou para o Hemonorte

Com foco na inclusão social e na garantia da qualidade de serviços prestados as pessoas com deficiência visual, a Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC), em atendimento à uma solicitação do Hemocentro Dalton Barbosa Cunha (Hemonorte), produziu e entregou, na sexta-feira, 20, a transcrição para o sistema Braile de 50 informes voltados ao atendimento de pessoas com deficiência visual. A entrega ocorreu nas dependências do Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual (CAP), localizado no bairro de Dix-Sept Rosado, em Natal.

A ação foi conduzida, no âmbito da SEEC, pela Subcoordenadoria de Educação Especial (Suesp) e realizada pelo CAP. A entrega contou com a presença de autoridades ligadas a educação, saúde e planejamento do Estado. O subsecretário de Educação do RN, Marcos Lael, destacou, durante a entrega, a importância do material, que fará parte da cartela de serviços prestados pelo Hemonorte. “Trata-se de um trabalho que todos nós devemos nos comprometer. A inclusão das pessoas com deficiência é um direito e o Governo do RN, por seu caráter popular, tem buscando ampliar os espaços onde a inclusão acontece”, frisou o subsecretário.

A inciativa solicitada pelo Hemonorte atende a norma do Ministério da Saúde que estabelece aos hemocentros o dever de garantir o acesso à doação de sangue aos portadores de necessidades especiais, dentre estes a deficiência visual, disponibilizando materiais informativos adaptados a essas carências. “Estamos felizes em dispor desse material. A acessibilidade vai além de promover a melhoria dos espaços físicos, mas por construir caminhos rumo a um exercício pleno dos direitos de cada um”, explicou Márcia Capistrano, diretora de Apoio Técnico do Hemonorte.

Destacando os trabalhos desenvolvidos pelo CAP, o secretário de Estado de Planejamento e Finanças do RN, Aldemir Freire, também prestigiou a entrega dos materiais. “Os educadores que atuam no CAP são exemplo de profissionais que atuam de forma dedicada. Neste governo, temos a oportunidade de tornar, este centro, um espaço de referência em qualidade no Nordeste, unindo toda essa experiência aqui demonstrada”, argumentou o secretário.

Para a subcoordenadora de educação especial, Maria do Carmo, a transcrição e disponibilização dos informes é de extrema relevância, pois garante o direito daqueles com deficiência visual. “A ação assegura o direito à pessoa com deficiência visual o acesso às informações, promovendo a acessibilidade e assim a inclusão social. Também é importante evidenciarmos os apoios possíveis presentes na rede educacional do estado do RN e estabelecer diálogos entre as secretarias ampliando as possibilidades de participação educacional e social da pessoa com deficiência na sociedade”, pontuou a subcoordenadora.

Gestora do CAP, Edilayne Cavalcanti destacou que a inciativa trata-se também de uma oportunidade para “estreitar laços” entre as entidades e serviços públicos. “Podemos dizer que além da possibilidade de atendermos às necessidades de acessibilidade da PcDV (pessoa com deficiência visual), cidadã potiguar, também vemos a possibilidade de podermos prestar um serviço especializado à nossa rede de serviços públicos, além de estreitarmos os laços entre as entidades”, afirmou a gestora.


(Foto: Danilo Bezerra)
Serviço Social do Comércio celebra 73 anos de atividadesNo RN, a instituição ligada a Fecomércio RN, possui 12 unidades fixas e três móveis.

Nesta sexta-feira, 13, o Sesc Brasil completa 73 anos promovendo educação, saúde, cultura, lazer, assistência com ações que transformam a realidade da comunidade de cada região em que uma unidade Sesc é instalada.

Nessas sete décadas de atuação, a missão da instituição mais do que promover ações socioeducativas que contribuam para o bem-estar social e a qualidade de vidas dos trabalhadores do comércio e de seus familiares, estende seus serviços à comunidade com ações inovadoras e de acolhimento para uma sociedade justa e democrática.

São mais de 580 unidades e cerca de 36 mil funcionários nas unidades Sesc pelo Brasil, dedicados a oferecer serviços e ações que melhoram a qualidade de vida dos brasileiros.

No Rio Grande do Norte, o Sesc, instituição do Sistema Fecomércio contempla uma estrutura de 13 unidades fixas distribuídas pelas cidades de Natal, Macaíba, Nova Cruz, Caicó, Mossoró e São Paulo do Potengi; e três unidades móveis: OdontoSesc, Sesc Saúde Mulher e BiblioSesc.

Todos os projetos da instituição são provenientes da contribuição compulsória dos empresários de médio e grande porte do comércio de bens, serviços e turismo, portanto nenhum tem participação da iniciativa pública.

São essas contribuições que permitem que o Serviço Social do Comércio RN atue em cinco programas. Na educação, são 2.250 alunos matriculados nas turmas do ensino infantil ao fundamental, em sete escolas Sesc, localizadas em Natal, Macaíba, São Paulo do Potengi, Nova Cruz, Caicó e Mossoró.

Na saúde, o Sesc RN atua com saúde bucal em três unidades fixas (Natal, Mossoró e Macaíba), além da unidade móvel, OdontoSesc, que percorre pelo Rio Grande do Norte, para atender nas localidades onde não temos unidade fixa. Na nutrição, a previsão para este ano é servir cerca de um milhão de lanches e refeições nos restaurantes do Sesc.

A atuação móvel da Sesc Saúde Mulher é outra ação de destaque na saúde. A unidade móvel é uma extensão dos cuidados com às mulheres, por meio da realização de preventivos, mamografias e ações de educação em saúde. O projeto foi implantado no Rio Grande do Norte em 2012, à época um projeto piloto. Desde então, já foram realizadas 47.914 exames de mamografias e preventivos, além de 153.221 ações de educação em saúde.

Das 54.088 mulheres atendidas pela unidade em 29 municípios potiguares, foram detectadas alterações em 990 delas a partir dos exames ofertados pelo projeto, sendo encaminhadas ao serviço público de saúde para dar continuidade ao tratamento.

No programa cultura os aplausos são destinados ao talento artístico, com projetos de incentivo as diversas manifestações artísticas, como os editais da Galeria Sesc, Mostra Sesc de Arte e Cultura, Aldeia Sesc Seridó, Cine Sesc, Palco Giratório, Selo Sesc com lançamento de livros, inclusive a obra “O poeta Câmara Cascudo – um livro no inferno da biblioteca”, do escritor Dácio Galvão, que além de Natal foi lançado na FLIP 2019, em Paraty/RJ. Só em 2019, 165 mil pessoas serão beneficiadas com as ações culturais.

O bem-estar e a qualidade de vida passa pelo esporte, seja com a oferta de modalidades esportivas em suas unidades ou em eventos, o Sesc estimula uma mudança de hábito mais saudável. Um dos exemplos é o tradicional Circuito Sesc de Corridas e os Jogos dos Comerciários, um dos maiores eventos esportivos do estado.

No programa Assistência, o Mesa Brasil é um dos destaques por ser uma rede nacional de solidariedade que recebe alimentos em condições de consumo doados por empresas cadastradas e tem como destino as 126 instituições beneficiadas. A previsão para 2019 é arrecadar e distribuir 1.372.000 kg de alimentos.

São muitos números e histórias de transformações na vida de milhões de pessoas pelo país. Para saber mais sobre os projetos e ações do Sesc RN, a instituição disponibiliza um site (www.sescrn.com.br) para consulta e interação com o público.


(Foto: Divulgação)
Aluno da rede pública é classificado para Jornada de FoguetesO aluno embarcará para o Rio de Janeiro, em novembro, para representar o RN na competição.

O estudante Weverton Ruan Aleixo, da escola estadual Paulo Freire, localizada em Baía Formosa, conquistou uma vaga na 23ª edição da Jornada dos Foguetes após ter batido a média nacional na Mostra Brasileira de Foguetes 2019. O aluno embarcará para o Rio de Janeiro, em novembro, para representar o RN na competição. 

Através dos conhecimentos obtidos no projeto desenvolvido em sua escola, com o título “Lendo sobre a História da Ciência também se aprende Física”, o estudante Weverton Ruan Aleixo da Silva de Alexandria, aluno da 1ª série do ensino médio, pode se preparar para a mostra, o que levou a classificação na jornada. “Eu nunca pensei que iria ter uma experiência dessas, é um projeto maravilhoso e permite melhorar a nossa aprendizagem”, enfatiza o estudante. 

Em Baía Formosa, cerca de 160 alunos do ensino médio da escola Paulo Freire participaram da Olimpíada de Lançamento de Foguetes, uma atividade da Mostra Brasileira de Foguetes. 

O projeto responsável pela melhoria na qualidade do ensino e consequentemente, no interesse às aulas, está no 3º ano de execução e segue sob orientação do professor José Venício, que compreende a importância do projeto para o desenvolvimento dos estudantes. “O projeto desperta no aluno o interesse pelos estudos e a busca pelo conhecimento”, explica.

O projeto

Desenvolvido na escola consiste em duas etapas, a primeira parte do projeto é propor questionamentos aos estudantes sobre a física que gerem interesse nos alunos, que neste caso, é falar sobre astronomia. Em seguida, inicia-se a prática de desenvolver os foguetes.  

Dessa forma, o projeto desenvolve no aluno o hábito pela leitura e o aproxima do conhecimento científico, em especial, da física. Assim, mostrando pra ele que a física está presente em nosso dia a dia. Ou seja, é importante a apropriação do conhecimento científico para entender e transformar a realidade onde vivemos. 

A atividade conta com a participação dos estudantes do terceiro ano do ensino médio, que já fizeram parte do projeto e agora auxiliam os novatos na atividade de confecção de foguetes e esse auxilio é fundamental na eficácia da execução do projeto. 


(Foto: Cedida)
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