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Educação Especial é um caminho para a inclusão socialRN é pioneiro no cargo de professor de educação especial, dispondo de 495 profissionais dessa área

Modalidade de ensino direcionada exclusivamente à pessoa com deficiência, seja qual for a limitação: transtorno do espectro autista (TEA), física, intelectual, auditiva, visual, múltipla, entre outras, a Educação Especial (EE) trata-se de uma ferramenta de inclusão social que garante àqueles com necessidades específicas o direito à educação. 

Tendo isso em vista o estado do Rio Grande do Norte dispõe, desde abril de 2016, do cargo pioneiro de professor de educação especial, possuindo atualmente 495 professores para essa modalidade. Inserida nesse número, a educadora Eliza Dias é umas dessas professoras que, além de dedicar-se à educação, assume o compromisso de contribuir com a inclusão social, trabalhando para que as barreiras encontradas pelos alunos com necessidades especiais sejam superadas. 

“O aluno está na escola para participar de tudo que a escola promover. Então, para mim é muito importante estar falando sobre o professor de educação especial pois, as escolas e a sociedade precisam entender que o profissional da EE é um direito e uma necessidade das pessoas com deficiências, das escolas, e da nova realidade educacional”, destaca a educadora. 

Pedagoga e professora de educação especial da escola estadual Manoel Vilaça, localizada no bairro de Lagoa Nova, em Natal, Eliza ajudar a compor o quadro de professores de EE do estado que, ao todo, oferecem apoio pedagógico especializado a 925 alunos da rede estadual de ensino. 

Educação Especial em ambiente escolar

Há dois anos trabalhando na escola estadual Manuel Vilaça, pertencente a 1ª Diretoria Regional de Educação e Cultura (Natal), Eliza atua ao lado de um aluno que possui encefalopatia crônica não progressiva, conhecida como paralisia cerebral. Ela explica que sua função, em ambiente escolar, é mediar o processo de aprendizagem desse aluno diante dos conteúdos expostos em sala de aula pelos professores titulares. 

“Para certas disciplinas regulares nós utilizamos exemplos do cotidiano da vida dos alunos para explicar o assunto. Dessa forma, ao invés de ele partir para cálculo ou coisas mais abstratas que talvez ele não alcance naquele momento, a gente tenta aproximar do aluno de assuntos mais simples. Por exemplo, ensinar somas matemática partindo, por exemplo, de porções de ingredientes em uma receita de bolo. Ou seja, restringimos o assunto para que ele entenda, pois ele tem esse direito [de aprender]”, conta a professora. 

Eliza ainda esclarece que cada aluno com necessidade especial requer de um Plano Educacional Individualizado (PEI), proposta curricular pedagógica construída de forma conjunta com o professor regular e elaborada a partir das especificidades de cada aluno. Além do PEI, a professora também destaca que recebe todo apoio da equipe interdisciplinar da escola, como por exemplo o profissional da sala de recursos e da cuidadora. 

“O ideal para que o processo de inclusão aconteça é que todos esses atores se aproximem. O nosso trabalho [de professor de educação especial], se a gente for fazer sozinho ele vai acontecer. Mas, quando ele acontece com a colaboração de ambos os profissionais, professor titular e de EE, cuidador, entre outros, ele se efetiva, garantindo de fato o direito do aluno à educação”, aponta. 

Números 

De acordo com dados da Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC), além dos professores de educação especial, o estado potiguar dispõe de 369 salas de recursos multifuncionais instaladas nas escolas estaduais, 275 professores no Atendimento Educacional Especializado (AEE), 104 cuidadores, 121 profissionais intérpretes/instrutores de Libras e 24 professores de Libras. 

Esses números contemplam escolas que oferecem as modalidades de ensino Fundamental e Médio em diversos municípios do RN. A escola na qual Eliza trabalha conta, até o momento, com cinco professores de EE que atendem cinco alunos com necessidades específicas.

“É um orgulho saber que o Estado do RN é precursor nisso, pois a gente não ouve falar do professor de EE que seja funcionário do estado em nenhum lugar do país fora aqui - pelo menos não com esse nome. Nós somos esse profissional que está sempre em formação e buscando ter suporte para trabalhar com as deficiências e que nunca atua sozinho, pois contamos com o apoio de uma equipe multidisciplinar. Além de trabalhar sempre com as potencialidades do aluno ”, afirma a professora. 


(Foto: Assessoria)
Balé do Sesc apresenta espetáculo no Teatro RiachueloEspetáculo "Alice no país Navarro" acontece no dia 23 deste mês mobilizando 375 alunos das turmas de balé

O Teatro Riachuelo recebe no próximo dia 23 o espetáculo “Alice no país Navarro”, marcando o encerramento do ano das turmas de balé do Sesc (Serviço Social do Comércio do Rio Grande do Norte). Ao todo, 375 alunos do balé Sesc contarão o inusitado encontro de Alice no País das Maravilhas com o dramaturgo, poeta, desenhista e pintor potiguar, Newton Navarro.

 

Alice no País Navarro é uma adaptação livre com seis cenas e mais de 20 coreografias, e mistura a clássica história com as obras do artista plástico potiguar, Newton Navarro, e no enredo também é inserido o contexto tecnológico, onde é feita uma crítica ao uso excessivo das mídias sociais. A estória explora o poder criativo do artista e da menina Alice, quando seus caminhos se encontram, resultando num final inesperado.

 

Os ingressos encontram-se disponíveis na bilheteria do teatro até o dia 23, ao valor de inteira R$ 60,00 e R$ 30,00 meia entrada. Terá direito a 50% de desconto quem apresentar o cartão do Sesc na categoria de trabalhador do comércio e conforme lei da meia entrada.

 

Sobre o balé no Sesc

 

As aulas de balé começaram no então Sesc Centro em 1987 com um número limitado de alunas. Hoje, dispõe de cerca de 370 vagas nas unidades Sesc Cidade Alta e Sesc Zona Norte, ambas em Natal. As aulas são voltadas a crianças a partir dos 4 anos de idade (baby class) e também atende ao público adulto.

 

As vagas são prioritárias para dependentes de comerciários, e os valores subsidiados das mensalidades variam conforme a categoria no cartão de associado Sesc. As matrículas 2020 para veteranos (as) acontecerão em janeiro e, para novatos (as), terão início em fevereiro. Para mais informações, basta ir à central de relacionamento das unidades ou entrar em contato pelos telefones ou (84) 3133-0360 (Cidade Alta) e (84) 3214-7350 (Zona Norte).


Professor da rede pública impulsiona ensino de matemáticaO professor Marcelo Lemos cria laboratório de Matemática e conduz os estudantes ao desenvolvimento de materiais, objetos e equipamentos eletrônicos

A Matemática é com sobra matéria essencial para a formação do estudante e para seu futuro em um mercado de trabalho cada vez mais competiltivo e de catáter técnico. É também a matéria vista como a mais difícil pela maioria dos alunos. Consciente disso, o professor Marcelo Lemos, da Escola Estadual Desembargador Licurgo Nunes, de Marcelino Vieira, Alto Oeste do Rio Grande do Norte, criou o projeto "Laboratório de Matemática Josefa Lúcia Rodrigues Cesário" e passou a trabalhar com os alunos temas relacionados à matemática de forma prática e inovadora.

Os alunos que participam do projeto, que são da 3ª série do Ensino Médio, têm a condição de aplicarem conhecimentos teóricos diretos nos desenvolvimeto de materiais e objetos, desde jogos de quebra-cabeça que envolvem números e lógica até equipamentos eletrônicos. 

Criado em 2013, o laboratório surgiu de uma necessidade identificada pelo professor Marcelo, que não via em sua rotina muitas opções de materiais didáticos atrativos aos alunos. Ele explica ainda que o laboratório foi batizado em homenagem à uma antiga professora, que o incentivou a gostar da matemática. No âmbito do laboratório, os estudantes dividem-se em grupos e trabalham o tema sugerido pelo professor, que a cada ano indica uma temática diferente que envolva matemática. 

A iniciativa deu tão certo que os trabalhos realizados pelos alunos foram ganhando destaque na unidade de ensino, até que o grupo envolvido no laboratório, junto ao professor, resolveu criar uma “Mostra de Matemática” na escola Desembargador Licurgo Nunes, para a exposição dos trabalhos feitos.

“A ideia inicial era desenvolver materiais para se trabalhar matemática. Mas, produzir materiais não era o suficiente, o aluno deveria ser o protagonista. Então tive a ideia de transformar esses trabalhos em projetos e expor na ‘Mostra Matemática’. Hoje nós temos um acervo de mais de 1000 trabalhos em exposição, entre jogos de lógica, projetos envolvendo conceitos de física, desafios, réplicas em escalas de grandes invenções do passado, materiais para se trabalhar em sala de aula e muitos outros”.

Aplicabilidade social 

Dentre os trabalhos desenvolvidos ao longo do projeto a grande maioria é formada de materiais lúdicos, como jogos que envolvem raciocínio lógico e quebra-cabeças. Diante disso, o grupo de alunos resolveu abrir as portas do laboratório e convidar a comunidade local para conhecer e utilizar as produções. 

“No nosso projeto temos muitos trabalhos lúdicos, como jogos de lógica. Então, junto com os alunos, convidamos os idosos da comunidade e, todas as terças-feiras, a gente propõe com eles desafios como o de quebra-cabeças e jogos de memória, tudo para que eles possam desenvolver as capacidades cognitivas e exercitarem a memória.  Com isso, a ideia é que esses materiais não fiquem somente para o meio acadêmico. Dessa forma, pensamos no bem-estar da comunidade, porque não adianta ter um laboratório equipado se não damos um uso social para isso”, explica o professor.

Para a aluna voluntária no projeto, Amanda Monique, 18 anos, participar do Laboratório constitui-se em uma “experiência extremamente gratificante”, pois lhe confere a oportunidade de desprender-se dos componentes curriculares padrões e apreender os conteúdos didáticos de forma inovadora. 

“É muito gratificante poder participar de um projeto tão importante no qual nós alunos de rede pública temos a oportunidade de aprender bem mais do que nossa grade curricular nos permite. Eu me sinto lisonjeada em poder mostrar o que já sei e aprender com o nosso professor que deposita em nós confiança”, disse a aluna.

Resultados 

Marcelo explica que, apesar do projeto não contar com nenhuma colaboração externa e ser executado integralmente por voluntários, o Laboratório já alcançou resultados significativos, como é o caso das últimas avaliações do Sistema Integrado de Monitoramento e Avaliação Institucional (Simais), avaliação realizada periodicamente pelo Governo do Estado do RN que permite a elaboração de um panorama do ensino estadual.

“Nossa escola vem sempre ultrapassando as metas estabelecidas pelo Simais. A Desembargador Licurgo Nunes, desde 2016, vem aparecendo sempre acima dessa meta e, nesses últimos anos tivemos um aumento significativo no número de aprovações no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio)”, detalha o professor. 

Oportunidade 

Para Marcelo, que é professor de matemática há 16 anos, o laboratório é uma oportunidade para os alunos conhecerem outros campos do saber e não permanecerem limitados aos conteúdos dos livros didáticos. Ainda de acordo com o professor, a educação se refere à uma forma de mudar as realidades. 

“A educação é o único ‘caminho sólido’ para o desenvolvimento de um indivíduo e de uma nação. O papel do educador é dar suporte e condições aos seus alunos, além de mostrar caminhos a serem trilhados. Não é dizer o que deve ser feito, mas mostrar o que o  que ele ganha e o que perde, com e sem, a educação. O professor é a maior arma contra esse sistema opressor que ainda separa os indivíduos por classe social”, afirma o educador.


Estudantes no laboratório de matemática em Marcelino Vieira, RN
Costura: Energia Solar ajuda a ampliar competitividadeUnidades de confecção instaladas no interior do Rio Grande do Norte estão adotando a energia solar como fonte energética

Com um índice alto de luminosidade natural praticamente o ano todo, o semiárido do Rio Grande do Norte tem as características ideais para o desenvolvimento da energia solar e pelo menos um segmento está aproveitando esse potencial: o setor têxtil. Estimuladas pelo Sebrae no Rio Grande do Norte, 16 oficinas de costura que participam do projeto de apoio a essas unidades já adotaram a matriz energética fotovoltaica e os empreendedores garantem que a mudança traz economia e aumenta a competitividade e capacidade de reinvestimento do negócio. Atualmente, estado conta com 124 unidades de confecções que produzem peças sob demanda para grandes empresas do setor têxtil, principalmente Hering e Guararapes.

Os empresários que adotaram o sistema fotovoltaico em substituição a energia elétrica fornecida pela companhia energética não se arrependem. “Até agora o resultado tem sido excelente. Estou economizando 200%”, entusiasma-se Joselito Santos, proprietário da JS Silva Confecções, uma oficina que funciona há mais de cinco anos na cidade de Parelhas (distante 246 quilômetros de Natal), na região do Seridó, uma das mais áridas do estado. A conta de energia da empresa estava entre os principais custos e pesava nos cálculos mensais da oficina. Por isso, há pouco mais de um ano, o empresário decidiu apostar na energia solar.

“Havia meses em que a conta de energia da empresa chegava a até R$ 1,4 mil dependendo da bandeira. Financiamos a implantação dos painéis e ainda assim reduzi muito a conta. Estou pagando parcelas de R$ 490 por mês durante três, mas tenho sobra de energia”. Com essa economia, Joselito Santos consegue reunir recursos para reinvestir no negócio. “Estamos planejando ampliação e melhorias no prédio só com essa sobra”.

De acordo com a gestora do projeto de apoio às oficinas de costura do Sebrae, Verônica Melo, a implementação de tecnologias que minimizem os custos fabris, desde que não afetem negativamente a eficiência do processo produtivo, é extremamente necessária para o setor de confecções devido à elevada competitividade existente. “Devido ao grande potencial do nosso estado, a adoção de energia solar se apresenta tanto técnica quanto economicamente atrativa para os pequenos negócios de setor. Essa substituição possibilita, em alguns casos, a gerar uma diminuição de 90% do valor do custo de energia elétrica numa oficina de costura”, assegura a gestora.

Potência excedente

O empresário Felippe Oliveira percebeu os benefícios que traria a substituição da matriz elétrica não apenas no negócio, mas também na residência. Ele é sócio de uma oficina de costura no município de Brejinho, que fica a 48 quilômetros da capital, que gera um consumo mensal médio de 1000 KW. Depois de sete anos, o empreendedor viu que poderia economizar e, em junho do ano passado, implantou os painéis fotovoltaicos na empresa, que hoje geram uma potência de 1,4 mil KW por mês, um excedente de 400 KW, que são utilizados nas residências dos dois sócios.


(Foto: Agencia Sebrae)
Jornalistas em Educação discutem caminhos do ensinoO encontro, realizado pelo Consed, aconteceu em Brasília

Na última semana, em Brasília, jornalistas que atuam com a Educação estiveram reunidos no segundo encontro da Frente de Comunicação e Engajamento do Conselho Nacional de Secretários de Educação, Consed. Reunido comunicadores que atuam como assessores de comunicação das secretarias estaduais de educação e representantes da União dos Dirigentes Municipais de Educação, o RN foi representado por Danilo Bezerra, coordenador de comunicação da Secretaria de Educação do RN.

As atividades do encontro aconteceram entre os dias 30 de setembro a 2 de outubro sob a coordenação da secretária de Educação do Estado do Amapa Goreth Souza. A programação começou com a participação do gerente geral do Canal Futura, José Brito. Em seguida, aconteceu uma oficina sobre gerenciamento de crise, com o professor Chico Daher, da UFOP.

“Educar é um ato de comunicar. Precisamos estreitar laços entre os estados para termos uma educação igualitária para todos. Como jornalista, é bom conhecer as histórias de outros estados e realizar o planejamento estratégico com outros comunicadores enriquecesse esse processo”, declarou Danilo Bezerra.

A formação dos assessores de comunicação contou também com a oficina de língua portuguesa e produção textual, conduzida pela professora Sandra Portugal, da Fundação Roberto Marinho. Sandra foi uma das responsáveis pelo módulo de português do Telecurso 2000, programa exibido pela Rede Globo.

O encontro contou com o apoio da Fundação Lemann, do Movimento Pela Base, do Instituto Inspirare e da Fundação Roberto Marinho.


(Foto: Consed)
Ceres da UFRN faz encontro de Educação Infantil em CaicóEvento reuniu pesquisadores, professores e estudantes de vários municípios do RN e de outros estados

O Centro de Ensino Superior do Seridó (Ceres) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) faz encontro de pesquisadores e trata de práticas pedagógicas voltadas para a Educação Infantil. O 2º Encontro de Pesquisas e Prática Pedagógicas na Educação Infantil aconteceu na quinta-feira (26) e sexta (27) no auditório do Ceres – Campus de Caicó, tendo como tema principal: “Educação Infantil em Tempos de resistência: embates e desafios”. O evento, voltado para os educadores que atuam no âmbito do ensino infantil, contou com a presença de pesquisadores, professores, alunos e futuros professores, gestores educacionais, e profissionais da pedagogia.

A professora e pesquisadora da UFRN, Marly Amarilha, fez a palestra de encerramento do encontro, na tarde da sexta-feira, falando sobre o tema “Literatura Infantil e a construção da identidade na infância”. A mediação foi da professora Nazineide Brito (Ceres/UFRN).

O evento contou também com mesas redondas sobre temas como “Pensamento e Linguagem na Educação Infantil” e “Identidade e diversidade na infância: valorizando as diferenças”; rodas de conversas; e diálogos pedagógicos. A conferência de abertura foi feita pela professora Patrícia Corsino, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mediação da professora Jacicleide Ferreira T. da Cruz Melo (UFRN).


Educadores tratam do ensino infantil em evento do Ceres em Caicó
Material permitirá que deficientes visuais doem sangueA Secretaria de Educação do RN produziu 50 cartilhas em braile e dou para o Hemonorte

Com foco na inclusão social e na garantia da qualidade de serviços prestados as pessoas com deficiência visual, a Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC), em atendimento à uma solicitação do Hemocentro Dalton Barbosa Cunha (Hemonorte), produziu e entregou, na sexta-feira, 20, a transcrição para o sistema Braile de 50 informes voltados ao atendimento de pessoas com deficiência visual. A entrega ocorreu nas dependências do Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual (CAP), localizado no bairro de Dix-Sept Rosado, em Natal.

A ação foi conduzida, no âmbito da SEEC, pela Subcoordenadoria de Educação Especial (Suesp) e realizada pelo CAP. A entrega contou com a presença de autoridades ligadas a educação, saúde e planejamento do Estado. O subsecretário de Educação do RN, Marcos Lael, destacou, durante a entrega, a importância do material, que fará parte da cartela de serviços prestados pelo Hemonorte. “Trata-se de um trabalho que todos nós devemos nos comprometer. A inclusão das pessoas com deficiência é um direito e o Governo do RN, por seu caráter popular, tem buscando ampliar os espaços onde a inclusão acontece”, frisou o subsecretário.

A inciativa solicitada pelo Hemonorte atende a norma do Ministério da Saúde que estabelece aos hemocentros o dever de garantir o acesso à doação de sangue aos portadores de necessidades especiais, dentre estes a deficiência visual, disponibilizando materiais informativos adaptados a essas carências. “Estamos felizes em dispor desse material. A acessibilidade vai além de promover a melhoria dos espaços físicos, mas por construir caminhos rumo a um exercício pleno dos direitos de cada um”, explicou Márcia Capistrano, diretora de Apoio Técnico do Hemonorte.

Destacando os trabalhos desenvolvidos pelo CAP, o secretário de Estado de Planejamento e Finanças do RN, Aldemir Freire, também prestigiou a entrega dos materiais. “Os educadores que atuam no CAP são exemplo de profissionais que atuam de forma dedicada. Neste governo, temos a oportunidade de tornar, este centro, um espaço de referência em qualidade no Nordeste, unindo toda essa experiência aqui demonstrada”, argumentou o secretário.

Para a subcoordenadora de educação especial, Maria do Carmo, a transcrição e disponibilização dos informes é de extrema relevância, pois garante o direito daqueles com deficiência visual. “A ação assegura o direito à pessoa com deficiência visual o acesso às informações, promovendo a acessibilidade e assim a inclusão social. Também é importante evidenciarmos os apoios possíveis presentes na rede educacional do estado do RN e estabelecer diálogos entre as secretarias ampliando as possibilidades de participação educacional e social da pessoa com deficiência na sociedade”, pontuou a subcoordenadora.

Gestora do CAP, Edilayne Cavalcanti destacou que a inciativa trata-se também de uma oportunidade para “estreitar laços” entre as entidades e serviços públicos. “Podemos dizer que além da possibilidade de atendermos às necessidades de acessibilidade da PcDV (pessoa com deficiência visual), cidadã potiguar, também vemos a possibilidade de podermos prestar um serviço especializado à nossa rede de serviços públicos, além de estreitarmos os laços entre as entidades”, afirmou a gestora.


(Foto: Danilo Bezerra)
Serviço Social do Comércio celebra 73 anos de atividadesNo RN, a instituição ligada a Fecomércio RN, possui 12 unidades fixas e três móveis.

Nesta sexta-feira, 13, o Sesc Brasil completa 73 anos promovendo educação, saúde, cultura, lazer, assistência com ações que transformam a realidade da comunidade de cada região em que uma unidade Sesc é instalada.

Nessas sete décadas de atuação, a missão da instituição mais do que promover ações socioeducativas que contribuam para o bem-estar social e a qualidade de vidas dos trabalhadores do comércio e de seus familiares, estende seus serviços à comunidade com ações inovadoras e de acolhimento para uma sociedade justa e democrática.

São mais de 580 unidades e cerca de 36 mil funcionários nas unidades Sesc pelo Brasil, dedicados a oferecer serviços e ações que melhoram a qualidade de vida dos brasileiros.

No Rio Grande do Norte, o Sesc, instituição do Sistema Fecomércio contempla uma estrutura de 13 unidades fixas distribuídas pelas cidades de Natal, Macaíba, Nova Cruz, Caicó, Mossoró e São Paulo do Potengi; e três unidades móveis: OdontoSesc, Sesc Saúde Mulher e BiblioSesc.

Todos os projetos da instituição são provenientes da contribuição compulsória dos empresários de médio e grande porte do comércio de bens, serviços e turismo, portanto nenhum tem participação da iniciativa pública.

São essas contribuições que permitem que o Serviço Social do Comércio RN atue em cinco programas. Na educação, são 2.250 alunos matriculados nas turmas do ensino infantil ao fundamental, em sete escolas Sesc, localizadas em Natal, Macaíba, São Paulo do Potengi, Nova Cruz, Caicó e Mossoró.

Na saúde, o Sesc RN atua com saúde bucal em três unidades fixas (Natal, Mossoró e Macaíba), além da unidade móvel, OdontoSesc, que percorre pelo Rio Grande do Norte, para atender nas localidades onde não temos unidade fixa. Na nutrição, a previsão para este ano é servir cerca de um milhão de lanches e refeições nos restaurantes do Sesc.

A atuação móvel da Sesc Saúde Mulher é outra ação de destaque na saúde. A unidade móvel é uma extensão dos cuidados com às mulheres, por meio da realização de preventivos, mamografias e ações de educação em saúde. O projeto foi implantado no Rio Grande do Norte em 2012, à época um projeto piloto. Desde então, já foram realizadas 47.914 exames de mamografias e preventivos, além de 153.221 ações de educação em saúde.

Das 54.088 mulheres atendidas pela unidade em 29 municípios potiguares, foram detectadas alterações em 990 delas a partir dos exames ofertados pelo projeto, sendo encaminhadas ao serviço público de saúde para dar continuidade ao tratamento.

No programa cultura os aplausos são destinados ao talento artístico, com projetos de incentivo as diversas manifestações artísticas, como os editais da Galeria Sesc, Mostra Sesc de Arte e Cultura, Aldeia Sesc Seridó, Cine Sesc, Palco Giratório, Selo Sesc com lançamento de livros, inclusive a obra “O poeta Câmara Cascudo – um livro no inferno da biblioteca”, do escritor Dácio Galvão, que além de Natal foi lançado na FLIP 2019, em Paraty/RJ. Só em 2019, 165 mil pessoas serão beneficiadas com as ações culturais.

O bem-estar e a qualidade de vida passa pelo esporte, seja com a oferta de modalidades esportivas em suas unidades ou em eventos, o Sesc estimula uma mudança de hábito mais saudável. Um dos exemplos é o tradicional Circuito Sesc de Corridas e os Jogos dos Comerciários, um dos maiores eventos esportivos do estado.

No programa Assistência, o Mesa Brasil é um dos destaques por ser uma rede nacional de solidariedade que recebe alimentos em condições de consumo doados por empresas cadastradas e tem como destino as 126 instituições beneficiadas. A previsão para 2019 é arrecadar e distribuir 1.372.000 kg de alimentos.

São muitos números e histórias de transformações na vida de milhões de pessoas pelo país. Para saber mais sobre os projetos e ações do Sesc RN, a instituição disponibiliza um site (www.sescrn.com.br) para consulta e interação com o público.


(Foto: Divulgação)
Aluno da rede pública é classificado para Jornada de FoguetesO aluno embarcará para o Rio de Janeiro, em novembro, para representar o RN na competição.

O estudante Weverton Ruan Aleixo, da escola estadual Paulo Freire, localizada em Baía Formosa, conquistou uma vaga na 23ª edição da Jornada dos Foguetes após ter batido a média nacional na Mostra Brasileira de Foguetes 2019. O aluno embarcará para o Rio de Janeiro, em novembro, para representar o RN na competição. 

Através dos conhecimentos obtidos no projeto desenvolvido em sua escola, com o título “Lendo sobre a História da Ciência também se aprende Física”, o estudante Weverton Ruan Aleixo da Silva de Alexandria, aluno da 1ª série do ensino médio, pode se preparar para a mostra, o que levou a classificação na jornada. “Eu nunca pensei que iria ter uma experiência dessas, é um projeto maravilhoso e permite melhorar a nossa aprendizagem”, enfatiza o estudante. 

Em Baía Formosa, cerca de 160 alunos do ensino médio da escola Paulo Freire participaram da Olimpíada de Lançamento de Foguetes, uma atividade da Mostra Brasileira de Foguetes. 

O projeto responsável pela melhoria na qualidade do ensino e consequentemente, no interesse às aulas, está no 3º ano de execução e segue sob orientação do professor José Venício, que compreende a importância do projeto para o desenvolvimento dos estudantes. “O projeto desperta no aluno o interesse pelos estudos e a busca pelo conhecimento”, explica.

O projeto

Desenvolvido na escola consiste em duas etapas, a primeira parte do projeto é propor questionamentos aos estudantes sobre a física que gerem interesse nos alunos, que neste caso, é falar sobre astronomia. Em seguida, inicia-se a prática de desenvolver os foguetes.  

Dessa forma, o projeto desenvolve no aluno o hábito pela leitura e o aproxima do conhecimento científico, em especial, da física. Assim, mostrando pra ele que a física está presente em nosso dia a dia. Ou seja, é importante a apropriação do conhecimento científico para entender e transformar a realidade onde vivemos. 

A atividade conta com a participação dos estudantes do terceiro ano do ensino médio, que já fizeram parte do projeto e agora auxiliam os novatos na atividade de confecção de foguetes e esse auxilio é fundamental na eficácia da execução do projeto. 


(Foto: Cedida)
Alunos da rede pública resgatam símbolo cultural de São GonçaloPela iniciativa de resgate de um monumento emblemático da cultura do município do RN, os estudantes foram premiados com uma viagem à Itália.

Uma iniciativa protagonizada por alunos do Centro Estadual de Educação Profissional Dr. Ruy Pereira dos Santos (CEEP), localizado em São Gonçalo do Amarante (RN), está ultrapassando os limites da escola e ganhando o mundo. Intitulada de Projeto Missão Galo a iniciativa, realizada pelos estudantes do centro, foi um dos projetos vencedores do “Desafio Criativos da Escola 2019”, cujo prêmio é uma viagem à Roma, na Itália. 

Ação vinculada ao Design for Change, movimento internacional presente em 65 países, o “Desafio Criativos da Escola” tem por objetivo encorajar educadores e educandos (do ensino fundamental I e II ao ensino médio) a transformarem suas realidades por meio de projetos que envolvam a educação, e já contemplou mais de 2,2 milhões de crianças e jovens no mundo todo. 

Concorrendo com 1.443 propostas oriundas de diversos estados do Brasil, o Missão Galo está entre um dos sete selecionados brasileiros à vigem, que acontece em dezembro deste ano e contará com a presença do líder mundial da Igreja Católica, o Papa Francisco. 

Sobre o Missão Galo 

O Projeto Missão Galo surgiu há pouco mais de um ano e nasceu de uma inquietação dos próprios alunos que, no caminho feito diariamente à escola, observaram o monumento de 12 metros, de um galo branco, mas não sabiam o seu significado ou o porquê de estar instalado em um ponto central da cidade. 

“O monumento sempre nos rendeu uma curiosidade e foi basicamente essa curiosidade que nos motivou a iniciar nossas investigações. E com isso, nós começamos a pesquisar sobre a história do município, entrevistamos os moradores para saber o que eles sabiam sobre o monumento. Começamos a juntar as peças e assim conseguimos resgatar a história que até então era desconhecida por grande parte da população da cidade”, conta a aluna e integrante do Projeto Missão Galo, Maria Bruna Acciole, de 17 anos. 

A iniciativa, que começou com um pequeno grupo de estudantes, foi ganhando adeptos e hoje conta com oito integrantes, todos alunos do 3º ano do ensino médio do CEEP.  Depois das pesquisas iniciais, consultando fontes como moradores antigos da cidade, os alunos descobriram que o monumento instalado no caminho da escola é inspirado em antigas “quartinhas”, jarrinhas de barro em formato de galo que também eram utilizadas como objeto de decoração. 

Essas quartinhas foram adaptadas ao longo dos anos, ganhando, inclusive, a contribuição de uma artesã local, Dona Neném, que decorou o galo com flores vermelhas em adornamento. A partir dessa descoberta, os integrantes do Missão Galo entenderam que o galo tratava-se de um item folclórico e cultural de São Gonçalo e decidiram, por meio de um jogo lúdico de tabuleiro, levar a descoberta à população local. 

“Nesse momento nós percebemos que não conhecer o significado do galo significava que a população não conhecia a própria história da cidade. Então, nós fizemos um jogo no qual os alunos percorrem um jogo de tabuleiro e vão conhecendo mais sobre a história da cidade”, destaca um dos professores que orientadores dos alunos do projeto, Wesley Petrosa. 

A metodologia para disseminar o resgate da história deu tão