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TRABALHO: É O JOGO DO PODERDaqui em diante é esperar pelos empregos prometidos que a reforma acena gerar para o mercado

por José Aécio Costa

j.aeciocosta@gmail.com

Por fim, depois de muito bate-boca, pressões parlamentares e protesto, a reforma trabalhista que altera a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) teve aprovação do Senado. Antes passou pelo crivo da Câmara dos Deputados e agora segue para sanção do presidente Michel Temer.

Defendida pelo setor produtivo e contestada pela maioria da classe trabalhadora, o primeiro segmento diz que a reforma significa a modernização do mercado de trabalho; a corrente contrária, no entanto, afirma que as mudanças beneficiarão apenas quem a defende.

Seja como for, daqui em diante é esperar pelos empregos prometidos que a reforma acena gerar para o mercado, amenizando o estoque de quase 14 milhões de desempregados no país que a crise produz.

Na verdade, para a área empresarial não resta dúvida que se beneficiará no enxugamento de custos e no afastamento de pressões sindicais nas negociações entre patrões e empregados.

É sabido também que muito mais difícil para o setor patronal seria conseguir dos governos uma reforma tributária que simplifique impostos e reduza a voracidade governamental por mais. Então, a saída viável foi seguir pela alternativa conveniente e ter o governo como aliado.

O governo, por seu lado, é claro, também respira aliviado de pressões da elite econômica, pela urgência de uma reforma tributária, ao menos por enquanto. Assim segue o jogo!


JOSÉ AÉCIO COSTA / A DOR DE CABEÇA DO EX-MAGISTRADOÉ verdadeiramente uma bomba política que escancara o jogo de bastidores do ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro

Esta não é uma bomba junina. É verdadeiramente uma bomba política que escancara o jogo de bastidores do ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça do governo Bolsonaro, e os procuradores.

Conversas sigilosas sobre condução da Lava Jato com propósitos político-partidários que vieram a público reveladas pelo site TheIntercepBr. Revelações estão causando o maior barulho de Brasília a Curitiba, assim como em todo o país.

A imagem do ex-magistrado herói da Lava Jato é arranhada feiosamente e lhe causa um grande estrago político em sua biografia. Se ficar comprovada as conversas entre Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol, é caso de renúncia.

Mas no Brasil não se tem caráter para renúncia. Com raras exceções. Fica tudo na base do disse-não-disse. Porém, na mídia tradicional e nas redes sociais não se fala de outro assunto. A bomba estourou no colo de Moro.

Além dos filhos de Bolsonaro, é lógico, poucos são os bolsominions que estão saindo em defesa do ex-juiz, que trocou muito cedo a toga pela política partidária da extrema direita. Está se saindo mal, muito mal.


JOSÉ AÉCIO COSTA / LOUCURA DE UM PRESIDENTEBolsonaro e seus filhos são um desastre em ideias para o país. Pensamentos que atrapalham sem dúvida a governança da direita ideológica

Ainda bem que o presidente Jair Messias Bolsonaro resolveu engatar marcha à ré em sua loucura de licenciar o uso de armas como fuzil para o cidadão comum.

A pressão da sociedade freou a obsessão presidencial de uma das suas prioridades atuais, talvez a mais forte de todas. Liberar fuzil, daqui a pouco por que não canhão para quem quiser e puder.

Bolsonaro e seus filhos são um desastre em ideias para o país. Pensamentos que atrapalham sem dúvida a governança da direita ideológica, que defende a classe dominante.

Este é um governo que não avança, mas que teima no vaivém. Parece cada vez mais apostar no caos, para ver no que termina. Diz uma coisa hoje e amanhã desfaz diante das reações.

Como pode um governo assim seguir em frente? Só o fanatismo doentio, a cegueira e o ódio ao imaginário consegue apoiar um governo sem rumo, sem sintonia com o país, desorientado.

Talvez passe quatro anos e não consiga desmontar o país ao seu modo, porque até isso dá trabalho. Bolsonaro é um problema em vez de ser um governante para a solução dos graves problemas.

Graças a Deus até a direita moderada tem se insurgido contra desmandos do governo bolsonarista. Ninguém é maluco para apoiar tudo que sai da cabeça do clã Bolsonaro. Deu pra se ligar?


JOSÉ AÉCIO COSTA / URBANISMO: DEVAGAR, PARANDO Padre Nunes critica entrave burocrático da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo por reter obra da igreja

Na missa de domingo (5/05) passado, o padre Nunes (Antônio Nunes de Araújo) fez uma crítica na celebração das 17h, na Igreja São Judas Tadeu, aqui em Natal, que deixou fieis indignados.

São cerca de dois anos que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo retém um projeto de ampliação da igrejinha local, na comunidade do Jiquí, bairro de Neópolis, onde o padre é responsável pela paróquia local.

Espera até hoje, passado esse tempo, pela licença retida pelo entrave burocrático. Vejam bem que se trata de obra de uma igreja, fez ver o padre Nunes. Talvez "se fosse uma boate" já teriam liberado.

Realmente essa demora é um absurdo, quando tudo que foi exigido está atendido, e se tratando de uma obra de reforma de uma igreja católica.

Afinal, questiona-se: o que estaria por trás de tanta morosidade? Mas não é de agora que tenho ouvido críticas ao trabalho dessa pasta municipal na liberação de licenças.


(Foto: Jeansouza.com.br)
JOSÉ AÉCIO COSTA / O QUE LI NESTE DOMINGOCarluxo tem dito a pessoas próximas "que não quer mais saber de política e nem do Rio". Li na coluna de Lauro Jardim

Parece que Carlos Bolsonaro, o Carluxo, filho mais trabalhoso do presidente Jair Bolsonaro, vai desistir da política mais cedo do que se prevê.

Tem dito a pessoas próximas "que não quer mais saber de política e nem do Rio", conforme li neste domingo na coluna do jornalista Lauro Jardim, de O Globo.

Por sinal, o Flávio, seu irmão, tem falado que Carluxo não disputará a prefeitura do Rio, em 2020, quando se especula o cenário eleitoral do próximo ano.

Se assim ocorrer, o vereador carioca Carlos Bolsonaro está desistindo cedo, sem topar a um novo teste nas urnas.

Carlos pretende até mesmo deixar o Rio e ir morar em Santa Catarina. Boa viagem!


JOSÉ AÉCIO COSTA / ISSO É DESPREPARONunca vi na vida republicana que acompanho, um presidente da República tão despreparado como esse da extrema direita brasileira

Francamente! – como diria o velho Brizola em suas críticas aos adversários. Nunca vi na vida republicana que acompanho, um presidente da República tão despreparado como esse da extrema direita brasileira, Jair Bolsonaro. Não acerta uma sequer!

Seja em seu país, seja lá fora, o homem só faz lambança, coisa desastrada, que leva o país ao ridículo. É assim! Depois de criar um clima de desavença aqui dentro, em vez de buscar consenso para as reformas que diz que quer fazer, ressuscita um assunto arquivado que incomoda até o Exército.

Havia necessidade de mandar os quartéis comemorar a ditadura militar, de 31 de março de 1964, triste página virada deste Brasil? Não, só seus fanáticos ideológicos aplaudem tal atitude sem um mínimo de reflexão, responsabilidade e bom senso. Resultado: insuflou uns contra outros.

Cada vez que sai do país para visita ao exterior, deixa o país mal. É de dar gargalhadas se não fosse tão irrisível o que acabou de fazer em Israel. Resultado: desagradou os dois lados daquela região do Oriente Médio, pondo em situação difícil o comércio exterior do Brasil.

Quer dizer, nem mudou a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém, como promessa de campanha e havia reafirmado em seus compromissos, e reduziu sua intenção a um escritório comercial. Resultado: frustrou israelenses e desagradou palestinos.

O que significa isso? Ameaça ao mercado exportador brasileiro de carnes para os muçulmanos. Francamente – vá ser inteligente assim para seus eleitores doentes de fanatismo. Por que abrir feridas no que está cicatrizado, é passado!?

Por que não evitar se meter aonde não deve. O Brasil já tem problemas demais, na segurança pública, na educação, na saúde do povo, entre muitos outros de miséria e fome. Basta de insanidades!


JOSÉ AÉCIO COSTA / VISÕES DIFERENTES Kotscho entende que acabou "o governo dos Bolsonaros" com exoneração do ministro Gustavo Bebianno. Jânio de Freitas, diz que "batalhão de generais no governo cresceu, mas seu poder enfraqueceu".

Dois pontos de vista diferentes sobre mesmo episódio. Jornalista Ricardo Kotscho entende que acabou "o governo dos Bolsonaros" com exoneração do ministro Gustavo Bebianno. Começa o dos generais  da "turma do Haiti" com mais um general do grupo para o lugar do ex-ministro civil.

Outro jornalista, Jânio de Freitas, diz que "batalhão de generais no governo cresceu, mas seu poder enfraqueceu". O que quer dizer, generais não conseguiram se impor diante do desejo de ver Bebianno se manter no ministério. O capitão Jair Bolsonaro impôs a sua vontade e o ministro caiu.

Assim, optou pela vontade do filho Carlos Bolsonaro desafeto de Bebianno, a quem o chamou de mentiroso e foi endossado pelo pai, presidente da República.

Prevaleceu a decisão de demissão do ex-secretário geral  da Presidência, o que demonstra na prática fortalecimento do poder do presidente.

Os generais do Exército ao menos desta vez não conseguiram emplacar a vontade, a partir do vice Hamilton Mourão. São pontos de vista diferenciados de analistas sobre a mesma questão. O que acontecerá daqui pra frente ninguém sabe.

Para tirar de foco a crise política do Planalto com o caso Bebianno, o governo sem perda de tempo jogou para o Congresso a reforma da Previdência, mesmo ainda sem uma base consolidada na Casa.

Seja como for, vem aí muita discussão e questionamentos com o confronto de interesses até tudo se resolver. Antes o governo vai ter que mostrar articulação política e isso não é missão para generais.


JOSÉ AÉCIO COSTA / O DRAMA DOS NATALENSESCom efetivo policial defasado, os natalenses vivem um drama frequente com assaltantes invadindo residências para roubar.

Com efetivo policial defasado, os natalenses vivem um drama frequente com assaltantes invadindo residências para roubar. Tipo de crime aterrorizante e muito comum na capital potiguar. Exemplo visto no noticiário: "Assaltantes invadem condomínio, rendem moradores e fazem arrastão em sete casas". Foi num condomínio fechado em São Gonçalo do Amarante, município da Grande Natal, esta semana, onde fica o principal aeroporto do Estado. Quer dizer, esses assaltantes tiveram tempo de invadir sete casas sem que a polícia desse conta do serviço. É uma pena a Grande Natal ter se tornado num inferno, dominada pelo crime e o tráfico de drogas pesadas. Há muito se espera um trabalho conjunto entre Estado, governo federal e municípios, para combater o crime.


JOSÉ AÉCIO COSTA / NA SOMBRA DO PODERSai de cena o MDB e, ao que parece, entra devagarinho em seu lugar o DEM de ACM Neto, prefeito de Salvador

Houve um tempo, que o PMDB, hoje novamente MDB, sugou, fortaleceu-se e desfrutou de mordomias do Planalto, sempre à sombra de governos que o partido apoiava, até dar uma rasteira segura em seu último aliado o PT.

O resto todo mundo sabe. Derrubou o então governo petista para ficar em seu lugar até terminar o mandato de dois anos que restavam da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que sofreu impeachment. O vice Michel Temer (MDB) esperava a vez e a substituiu. Esta história é bem conhecida e recente.

Neste novo governo Bolsonaro (PSL), que se instalou em 1º de janeiro, sai de cena o MDB e, ao que parece, entra devagarinho em seu lugar o DEM de ACM Neto, prefeito de Salvador.

Tudo indica que seu partido fará a vez do MDB como apoiador no âmbito do governo bolsonarista. Pelo menos tem tudo para desfrutar dessa nova condição, como descreveu um dia desses o blog do jornalista Gerson Camarotti, no portal G1.

"Articulador das candidaturas de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para o comando da Câmara e de Davi Alcolumbre (DEM-AP) para a presidência do Senado, o prefeito de Salvador, ACM Neto, virou um dos principais interlocutores políticos do novo governo.", diz Camarotti.

É isso aí, na política brasileira não pense que tem almoço grátis. Com certeza a conta vai ser cobrada mais dias, menos dias. Segue o baile!


JOSÉ AÉCIO COSTA / Governo e o SACO DE MALDADESO governo Bolsonaro (PSL) prepara-se para atacar outra vez a vulnerável classe trabalhadora em seus direitos trabalhistas

Começou com a extinção do Ministério do Trabalho. Agora, novamente, o governo Bolsonaro (PSL) prepara-se para atacar outra vez a vulnerável classe trabalhadora em seus direitos trabalhistas.

Quer dizer, em vez de fortalecer conquistas já existentes na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), o que quer este governo que se instalou em 1º de janeiro? Acabar com todos esses avanços no país, e certamente escravizar a mão de obra brasileira.

Esta é uma ideologia de extrema direita, mesmo dissimulada de política econômica liberal e moderna do novo governo, que tenta assim manipular a opinião pública, para favorecer a quem? Ora, ora! Os ricos, a chamada classe elitizada dominante em detrimento do trabalhador.

O superministro da Economia, Paulo  Guedes, já soltou o balão de ensaio para a sociedade brasileira. Remover férias e 13º salário para facilitar o emprego formal nas empresas.

Isso viria por meio de duas carteiras do trabalho. A tradicional que garantiria direitos, mas não vagas formais, e a verde-amarelo que abriria o mercado formal flexibilizando as regras.

Parece até aquela música cantada pelo Jackson do Bandeiro: "O diabo quando não vem, manda o secretário" – né mesmo? Quem for otário que entre nessa.

Tem mais, pois o governo do PSL ensaia em inserir tal pacote maldoso na reforma da Previdência Social, conforme li nas notícias da grande mídia nacional.

Com certeza muito mais virá por aí com restrições aos salários dos servidores públicos, perda da estabilidade e o diabo a quatro. Obviamente, serão anos difíceis, muito difíceis, senão terríveis, para uma categoria que luta por mais conquistas e uma sociedade justa, igualitária, desenvolvida.

Numa sociedade já tão desigual como a do Brasil, onde estaria o bom senso desses governantes? Cruz-credo! – ora pro nobis! Não dá pra ficar calado.


JOSÉ AÉCIO COSTA: NINGUÉM ESCAPAMais um na mira da Justiça Eleitoral. É ele nada mais, nada menos que o novo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM).

Parece que neste país, entre políticos, raros são os que escapam das lambanças, falcatruas e corrupção.

Mais um na mira da Justiça Eleitoral.

É ele nada mais, nada menos que o novo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), o queridinho do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, do governo Bolsonaro (PSL), conforme divulgou Veja.

Contudo, poderá ser mais um caso que terminará em pizza, como se costumava dizer. O processo sobe para análise do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


JOSÉ AÉCIO COSTA | JUSTIÇA: CONTA COBRADASerá que a punição a Robinson Faria serve de exemplo para outros políticos com mandatos? É o que pelo menos se espera...

Diz a notícia do fim de semana que a Justiça do Rio Grande do Norte determinou "bloqueio de R$ 6,3 milhões" do ex-governador Robinson Faria (PSD). 

A punição é a indisponibilidade de bens determinada pela 6ª Vara da Fazenda Pública, conforme processo que investiga uso de servidores "fantasmas" na Assembleia Legislativa do Estado do RN. 

Pelo visto, a conta começa a ser cobrada dos desmandos do ex-governador, quando presidiu a Casa parlamentar, antes de governar o Estado. 

Atualmente, Robinson, pai do deputado federal Fábio Faria (PSD), está sem mandato eletivo, já que não conseguiu sequer passar para o segundo turno nas eleições recente, e o pior ainda pode vir.

Será que a punição a Robinson Faria serve de exemplo para outros políticos com mandatos? É o que pelo menos se espera, embora ainda haja muitos que aguardam punições no país inteiro, se realmente a lei é pra todos como se afirma por aí. Tomara que sim.


JOSÉ AÉCIO COSTA: TRANSFERINDO RESPONSABILIDADEPrimeira medida do governo Bolsonaro, sem pestanejar, foi a de armar a população sob o pretexto de assim ela vai poder se defender.

Entrei num recesso de fim de ano demorado, que já faz mais de mês ausente. A vida é dinâmica e corre rápido entre um ano e outro que  acabou de chegar. Já estamos na segunda quinzena de janeiro.

De lá para cá muitos fatos aconteceram e acontecem sem cessar, sucedendo-se um após outro ou simultaneamente. Assim é nossa realidade, e desse jeito vamos avançando no tempo.

A realidade mudou com o novo governo nacional? Se mudou, não notei. É a mesma até aqui. Ah, alguém pode dizer que governo e ano novo ainda estão começando. É preciso esperar. Sim, esperar!

Mas, na verdade, o ano em si não tem culpa em nada. Se existe algum mau sinal de que tudo continua na mesmice, este vem da própria humanidade, dos governos e dos fatos que testemunhamos.

A violência continua a ameaçar a paz pública, a trazer insegurança, a destruir vidas, e nenhuma medida concreta no país até aqui foi adotada de forma a satisfazer a sociedade. Tudo, como antes.

Primeira medida do governo Bolsonaro, sem pestanejar, foi a de armar a população sob o pretexto de assim ela vai poder se defender. Pareceu aí uma transferência de responsabilidade perigosa.

Ora, bandos criminosos investem cotidianamente mais e mais na busca de armas nas mãos de policiais, seguranças e cidadãos. Quanto mais grosso o calibre melhor.

Como vão temer enfrentar famílias, donos de comércio e amadores armados. Ademais, ao contrário da ideia, é dever do Estado manter a segurança e desarmar quem ameaça – ou não?

A rigor, quem ganha com isso não é a população, e sim as indústrias do lobby de armas. Mas se é pra seguir o exemplo dos Estados Unidos no que existe de pior, estamos no caminho certo. 


(Foto: Revista Comunhão)
JOSÉ AÉCIO COSTA: ATOLEIRO GOVERNAMENTALCom um rombo de mais de R$ 1 bilhão só em folhas de pessoal sem pagamento, essa herança maldita vai ser repassada ao novo governo

Ao que parece na história governamental potiguar, nunca um governo em quatro anos deu tão errado, sem conseguir sair da crise financeira em que se enfiou desde o início até chegar ao fim. Assim ficará registrado historicamente o governo Robinson Faria (PSD) no Rio Grande do Norte.

Com um rombo de mais de R$ 1 bilhão só em folhas de pessoal sem pagamento, essa herança maldita vai ser repassada ao novo governo a ser encarado pela petista Fátima Bezerra a partir de 1º de janeiro.

O rombo nas contas estaduais contabiliza duas folhas completas sem pagamento, referentes ao mês de dezembro e o 13º salário de 2018, somando aí mais de R$ 700 milhões.

Acrescente nesse montante mais uma parte da folha do 13º salário de 2017 não paga a quem ganha mais de R$ 5.000, e o a folha incompleta de novembro, as duas em torno de quase R$ 150 mil cada.

Fiasco governamental, não por falta de arrecadação suficiente, mas por problema administrativo, que o governador Robinson Faria e secretário estadual de Planejamento e Finanças, Gustavo Nogueira, não conseguiram contornar até hoje, fim de gestão pública.

Responsabilizar apenas a crise financeira que se abateu sobre as gestões públicas é injustificável. Até porque outros governos estaduais do próprio Nordeste passaram pelo mesmo e superaram.

A realidade aponta para falta de gestão em tempo hábil como saída de superação. Agora é esperar o que fará o próximo governo a fim de sanar as finanças do Estado, com tamanho rombo nas contas. 


JOSÉ AÉCIO COSTA: O FIM DO MINISTÉRIO DO TRABALHOA extinção do Ministério do Trabalho é considerada como "incompatível com a Constituição", segundo autoridades do governo Michel Temer.

No vaivém do governo Bolsonaro (PSL), que ainda nem começou, mas que já esboça o desenho de como vai ser, a extinção do Ministério do Trabalho é considerada como "incompatível com a Constituição", segundo autoridades do governo Michel Temer (atual MDB).

O atual ministro do Trabalho, Caio Vieira de Mello, que vai deixar a pasta, diz que o fim do órgão trabalhista é "incompatível com a Constituição", conforme reportagem que está na Folha de S. Paulo.

Tanto é que, o ministro Vieira de Mello aprovou parecer jurídico que considera "ilusório argumento" o qual justifica a extinção da pasta a fim de tornar as relações econômica "mais livres" no Brasil, de acordo com o que escreveu a Folha.

Ao mesmo tempo em que retira o status de Ministério do Trabalho, o governo Bolsonaro fragmenta as atribuições dessa pasta remetendo aos ministérios da Economia, Justiça e Cidadania.

É o advogado da União Moacir Barros, ainda segunda a Folha, que no texto  publicado no Diário Oficial da União, de sexta feira 30, afirma que o fim de pasta é "incompatível com a Constituição", destacando os artigos que são violados.

Segundo ele, isso repercutirá "negativamente na eficiência da promoção de políticas públicas de trabalho e emprego no país", contrariando o artigo 37 da Constituição.

Também atenta contra o artigo 10 em que a Constituição estabelece a participação de trabalhadores e empregadores nos colegiados dos órgãos públicos para discutir e deliberar sobre interesses profissionais ou previdenciários.

Por fim, diz Barros, o artigo 1º da Constituição também é atingido, pois o fim da pasta, tal como quer o governo Bolsonaro, vai contrariamente a um dos fundamentos da República, que é "o valor social do trabalho".


JOSÉ AÉCIO COSTA: SOCIEDADE DOS HOMENSComeçou a desmoralização. Magistratura consegue elevar salários às alturas num país que se diz ainda em crise econômica. Mas que crise é essa que só uns são chamados a pagar a conta?

Começou a desmoralização. Magistratura consegue elevar salários às alturas num país que se diz ainda em crise econômica. Mas que crise é essa que só uns são chamados a pagar a conta?

O Brasil é assim, sempre desigual. Será que o dizer popular se eternizou por aqui. Pois é, Brasil é pau que nasceu torto, permanecerá torto e não desentortará jamais. Quem quiser que se dane!

Para um país que quer lascar a classe trabalhadora com uma reforma previdenciária para sair do buraco, vem agora o STF (Supremo Tribunal Federal) e impõe o aumento de juízes que quer.

E os governos o velho ( do presidente Temer) e o novo (do eleito Bolsonaro), que vai tomar posse em janeiro, engolem coniventes e calados. Mas é assim que querem consertar este país? É piada para matar de rir.

O aumento de salários do STF pode gerar gasto extra de até R$ 1,6 bilhão para a União. Além, é claro, do chamado efeito cascata que vai desencadear país afora em Estados já afundados.

Mas é poder que pode, e os governos dependem deles para seus interesses. Assim é o Brasil de ontem, de hoje e do amanhã, se essa mentalidade corporativista não mudar.

Como prêmio de consolação para a sociedade, o ministro Luiz Fux, do STF, relator do tema, oferece como contrapartida a extinção do auxílio-moradia dos juízes.

Ora! ora! para um salário de ministro que vai beirar agora quase R$ 40 mil mensais, se ainda exigisse o tal auxílio-moradia, era rir da cara dos governantes e de todos nós sem dó.

Os magistrados tiveram aumento de 16,38% e passarão de R$ 33,7 mil mensais para R$ 39,2 mil.


JOSÉ AÉCIO COSTA: O BRASIL DO MAIS MÉDICOSÀ parte a questão ideológica, o que se sabe sobre esse programa, criado no governo da petista Dilma Rousseff, é a importância dele para o Brasil, conforme mostra reportagem da BBC News Brasil.

À parte a questão ideológica, o que se sabe sobre esse programa, criado no governo da petista Dilma Rousseff, é a importância dele para o Brasil, conforme mostra reportagem da BBC News Brasil.

Basta dizer que, além de atender lugares longínquos onde a assistência médica nunca chegou antes, o programa transformou-se numa economia valiosa para o país.

"Como programa 'economizou' um terço do orçamento ao diminuir as internações", diz o título da reportagem do site da BBC, com texto de Matheus Magenta.

Lançado em 2013, pela então presidente Dilma Rousseff, o programa conseguiu produzir muito mais consultas, uma relação mais próxima entre médicos e pacientes, bem como economia de dinheiro público ao reduzir internações hospitalares com a chegada dos médicos cubanos.

Essas são conclusões apontadas pelos mais de 200 estudos que se dedicaram a entender e mapear o programa Mais Médicos, desde que foi criado para cobrir o país com assistência médica.

Vale salientar ainda, que esse relacionamento médico e paciente se deu de forma excelente, que mesmo com a inexistência de recursos materiais, a assistência dada por Cuba funcionou.

"Os problemas identificados em geral se assemelham àqueles enfrentados por profissionais que atuam no âmbito do Sistema Únicos de Saúde (SUS)", diz a reportagem da BBC.

Agora, cabe ao governo eleito de Jair Bolsonaro (PSL) a responsabilidade de mantê-lo e avançar nessas áreas tão carentes de assistência médica, com a participação dos próprios médicos brasileiros.


JOSÉ AÉCIO COSTA: DÉFICIT ASSISTENCIALSó o Rio Grande do Norte, em particular, perde 142 médicos com a saída dos profissionais cubanos, que atuam em 67 municípios potiguares.

Com a saída dos profissionais da saúde cubanos do programa Mais Médicos, que atingirá mais de 8.000 vagas no país, a partir do próximo ano, aumentará o déficit assistencial nessa área nos municípios brasileiros situados em lugares longínquos das capitais.

Essa pelo menos é a expectativa por enquanto com a decisão do governo eleito de Jair Bolsonaro (PSL) em relação ao programa, pelo fato de o governo cubano não aceitar as condições impostas. O Mais Médicos foi criado no governo petista da ex-presidente Dilma Rousseff.

Só o Rio Grande do Norte, em particular, perde 142 médicos com a saída dos profissionais cubanos, que atuam em 67 municípios potiguares. Tal situação preocupa prefeitos e população desses municípios atingidos, que deverão ficar à mercê de outra solução.

Em vez de romper apressadamente, melhor não seria realizar esse rompimento por etapas gradativas, até ter todo o déficit coberto de outra forma por profissionais brasileiros ou de outros países? Isso evitaria, é claro, deixar desassistidos os municípios beneficiados pelo Mais Médicos.

Para ir para lugares mais longínquos trabalhar no programa, médicos brasileiros exigem melhores salários e condições de trabalho nesses municípios. Importar médicos de outros países também não é nada fácil sem oferecer contrapartidas vantajosas.


JOSÉ AÉCIO COSTA: NOS PONTOS DE ÔNIBUSTenho visto muita crítica aqui em Natal da ineficiência do transporte coletivo em si. Mas nenhuma reclamação com relação à desorganização nos pontos de ônibus.

Tenho visto muita crítica aqui em Natal da ineficiência do transporte coletivo em si, que não oferece qualidade no serviço prestado nas linhas entre bairros da cidade.

Questões de frequência na linha, superlotação e desconforto da frota de ônibus. Além de abrigos de passageiros sem melhorias para a espera do ônibus.

Mas nenhuma reclamação com relação à desorganização nos pontos de ônibus. Primeiro os ônibus chegam e saem da parada como bem querem, ou seja, desordenadamente.

Outro dia estive observando isso num ponto de ônibus da rua Ulisses Caldas, em pleno centro da cidade, local de grande movimentação de usuários do transporte de ônibus urbano.

Não existe qualquer fiscalização por parte da prefeitura e seus órgãos competentes. O motorista chega à parada, fica o tempo que quiser ou para o ônibus em fila paralela atrapalhando o trânsito.

As pessoas correm de um lado para outro feitas baratas tontas, na tentativa de checar se é o ônibus da sua linha para deslocamento, sem que exista sequer fila de usuários para subir no veículo.

Fica lá aquele amontoado de gente correndo em massa para cima do ônibus, e salve-se quem puder. Diferentemente de outras capitais onde as filas organizadas facilitam o acesso.

Percebe-se que Natal ainda permanece num estágio de atraso, ainda nada civilizatório ou avançado. Bastava um guarda de trânsito municipal para disciplinar o embarque organizado.

Por se tratar de questão cultural, com o tempo as pessoas aprenderiam a se organizar em filas e aguardarem com calma o ônibus de sua linha urbana.

Até quando se vai conviver assim nesse caos, não sei. Só sei que permanecemos num atraso da idade da pedra. Com paradas em calçadas de lojas sem nenhuma estrutura adequada.  


JOSÉ AÉCIO COSTA: O DESMONTE À BOLSONAROSeria mesmo necessário a extinção do Ministério do Trabalho como pasta ministerial, anunciado pelo futuro governo do presidente eleito Jair Bolsonaro?

Seria mesmo necessário a extinção do Ministério do Trabalho como pasta ministerial, anunciado pelo futuro governo do presidente eleito Jair Bolsonaro? 

Tudo indica que não pelo que representa de imprescindível nas relações entre trabalhadores e empregadores no país, principalmente agora numa conjuntura de desemprego elevado e de reforma trabalhista ainda em andamento.

Seu papel na fiscalização é por demais importante, mantendo o equilíbrio nas relações entre classes, bem como cobrando de quem deve ao governo e falhou nas suas obrigações.

Senão vejamos o que tem feito o Ministério do Trabalho no seu papel fiscalizatório:

Basta dizer que, nos três primeiros trimestres de 2018, a fiscalização do Ministério do Trabalho recolheu mais de R$ 4,1 bilhão para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por meio de autuações realizadas pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT).

O resultado é 19% superior ao alcançado no mesmo período de 2017, que totalizou à época R$ 3,43 bilhões de FGTS e de Contribuição Social, conforme dados do próprio ministério.

Isso é 53% superior ao valor de R$ 2,67 bilhões, arrecadado no mesmo período de 2016.

Além disso, com a chegada do e-Social, a SIT prepara alterações em seus sistemas de fiscalização, para que seja possível a realização de um acompanhamento ainda mais efetivo dos débitos do FGTS.

No entanto, o propósito do novo governo eleito parece ser bem diferente desse, e só o tempo nos mostrará as consequências de uma iniciativa no mínimo precipitada como a anunciada.
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Postagens novas sempre às terças feiras e sábados de cada semana


JOSÉ AÉCIO COSTA: LEMBRANDO RONALD GURGELAntes que o luto termine, quero deixar aqui um pouco das minhas lembranças do empresário Ronald Gurgel, fundador da Saci, loja de material de construção, que fez nome no mercado potiguar.

Antes que o luto termine, quero deixar aqui um pouco das minhas lembranças do empresário Ronald Gurgel, fundador da Saci, loja de material de construção, que fez nome no mercado potiguar.

Lamentei a morte de Ronald Gurgel, aos 83 anos, no domingo, 4 de novembro, com quem convivi em várias ocasiões, ele como líder empresarial lojista e eu na minha profissão de jornalista.

Sempre tive estima pelo empresário e dirigente de entidades de classe que ele foi, ainda quando era dono da Saci. Ronald passou por várias delas deixando seu legado de serviços prestados.

Sério, ponderado em suas palavras e de trato fino, essa foi a impressão que ele me passou quando ia entrevistá-lo em alguns encontros que tivemos no passado.

Como assessor que fui da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL/Natal), estivemos juntos em eventos aqui mesmo em Natal e quando viajávamos para fora do Estado, como nas convenções do comércio.

Sua seriedade não impedia que nos fizesse rir aqui e acolá com uma brincadeira. Era um homem simples que tratava a todos bem. Cumpriu sua missão e se foi nos deixando boas lembranças.

Como diz a nota de seu falecimento, "O que fica na vida não é o ponto de partida nem o ponto de chegada, são as sementes que plantamos ao longo do caminho". Grande verdade.


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