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#Fatos e
Notas

BRASIL: DEMANDAS SEM ATENDIMENTOÉ bem possível que em 2018, por meio do voto nas urnas, este Brasil comece a pensar e mudar de rumo

Que país é esse que faltam creches e medicamentos básicos para os que não pode comprar? A gente começa o dia logo se indignando com o que assisti pela televisão. É só ligar e o café fica indigesto. É melhor nem tentar buscar notícia boa porque não vai achar.

Hoje, por exemplo, foi dia do noticiário nos mostrar a realidade de um país que não anda. Permanece nos desgovernos que existem pelo Brasil afora, a partir da esfera federal, passando pela estadual e estendendo-se ao âmbito municipal.

O Bom Dia Brasil nos traz um retrato do descaso governamental: "Metade das creches que governo financia tem obra parada ou atrasada", baseada em levantamento da Transparência Brasil.

Quase 7,5 mil obras em andamento no Brasil, 29% estão paradas e 17% atrasadas. Pior é saber que, desta forma, em dez anos, o governo gastou pelo menos R$ 1,5 bilhão só com obras paradas. Enquanto isso, mães pobres que precisam trabalhar não encontram creche para deixar seus filhos.

Outro drama brasileiro é a falta de medicamentos e material básico nas farmácias da rede pública em vários Estados para tratar doenças como a diabetes. Como disse a apresentadora do Bom Dia Brasil, isso põe em risco a vida de milhares de pacientes.

A insulina é um desses medicamentos em falta que deixa as pessoas desesperadas, assim como o material para monitorar a doença.  E isso já acontece há meses. Cadê a responsabilidade pública para quem não pode comprar o que está faltando?

É bem possível que em 2018, por meio do voto nas urnas, este Brasil comece a pensar e mudar de rumo. Ninguém aguenta mais políticos descompromissados com o bem comum.

O Congresso (deputados e senadores) em vez de ouvir a voz das ruas vira as costas para o povo. Ah, Suas Excelências precisam receber o troco, que virá mais dias, menos dias.


ALPARGATAS: À ESPERA DO NOVO DESTINOGalpões em imenso terreno da extinta fábrica no bairro de Neópilis, em Natal, aguardam destino

por José Aécio Costa

Toda vez que passo em frente ao conjunto de galpões do prédio onde funcionou a extinta fábrica da Alpargatas (foto), no bairro de Neópolis, em Natal, zona sul, fico a imaginar com certa curiosidade qual o destino a ser dado àquele terrenão de área imensa.

Talvez não demore muito, já que a J&F, do grupo empresarial Joesley Batista, o do escândalo político com o presidente  Michel Temer (PMDB), está vendendo sua participação à Cambuhy Investimentos (uma gestora de recursos), Itaúsa e Brasil Warrant.

A estimativa é que o negócio custará R$ 3,5 bilhões aos três novos acionistas. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) já aprovou a venda sem restrições, decisão que estava ainda pendente, mas já resolvida.

Há várias especulações em torno do destino a ser dado ao local, uma delas é de construção de um shopping center. Mas pode ser também um projeto habitacional de casas ou apartamentos, como também uma grande instituição de ensino, além de outras opções.

O próprio grupo poderá investir se tiver interesse ou passar adiante em negócio para quem se interessar pela área, por sinal, bem localizada, à margem da BR 101.


Aqui funcionou a extinta fábrica da Apargatas, bairro de Neópolis, há anos fechada. O local é guardado por vigilantes
BRASIL: GOVERNO TEMER EM CRISE BRABAO déficit nas contas deste ano (2017) é de R$ 139 bilhões

por José Aécio Costa

A crise que antes só atingia fortemente os Estados e municípios, agora chegou pra valer ao governo Michel Temer (PMDB) e com certeza refletirá em todo o país.

O déficit nas contas deste ano (2017) é de R$ 139 bilhões. Por conta desse rombo o governo estuda cortes de gastos, mais aumento de impostos e até da contribuição previdenciária do servidor público.

É interessante! Mas para a compra de votos com emendas parlamentares para sustentar Temer e seu grupo no poder nada foi poupado.


ENERGIA: FORÇA DAS EÓLICAS NO NORDESTEPelo menos num setor o Rio Grande do Norte está bem, liderando o ranking. É o da energia eólica

por José Aécio Costa

Bons ventos estão a nos ajudar em meio a tanta desgraça que acontece hoje em dia. Para não se dizer que se fala apenas de notícia ruim, aqui vai uma boa informação, que dá para comemorar. Pelo menos num setor o Rio Grande do Norte está bem, liderando o ranking.

É o da energia gerada pelos ventos, em parques eólicos (foto), de acordo com os números positivos que reforçam a produtividade eólica no país, conforme informações do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne). Esse já é um setor que surpreende.

O Rio Grande do Norte, Bahia e Ceará são os Estados com maior número de empreendimentos em construção ou com capacidade já contratada. Nesse setor o RN tornou-se líder nacional em produção de energia pela força dos ventos com 3.3GW (Giga Watts) de capacidade instalada num total de 127 parques em operação. 

Isso representa quase o dobro dos números registrados pela Bahia, segunda colocada no ranking, com 1,7GW de capacidade instalada em 71 usinas eólicas, segundo dados do Cerne. De forma geral, as usinas eólicas do país mantêm produtividade em alta, enquanto a região Nordeste puxa o volume de produção e movimenta o setor.


ACADEMIAS: O PROPÓSITO ATÉ QUE É NOBREUsar equipamentos sem que você saiba fazer correto o treinamento e sem saber qual a finalidade é um risco físico para a saúde

por José Aécio Costa

Depois que me submeti a uma cirurgia e tive que passar meses em recuperação fora das academias de musculação, fui voltando aos poucos às minhas caminhadas na praça. Até que chegou o tempo de retornar às atividades físicas mais intensas.

Antes de voltar à antiga academia próxima de onde moro, resolvi manter minhas caminhadas e fazer os exercícios físicos na Academia da Terceira Idade da praça central aqui do bairro. Fui ficando por lá, fazendo amizades, e até este mês de julho não voltei à academia de antes e nem nenhuma outra.

O problema é que senti pela própria experiência que essas academias da terceira idade (ATIs), também conhecidas por academias ao ar livre, pois são frequentadas por pessoas de todas as idades,  faltam uma complementação indispensável. Trata-se do profissional orientador dos exercícios.

Usar equipamentos sem que você saiba fazer correto o treinamento e sem saber qual a finalidade é um risco físico para a saúde. Além de que antes de qualquer exercício, até mesmo as caminhadas, devemos passar por consulta médica que vai nos dizer se estamos realmente em condições.

Todos nós, reconhecemos o bom propósito das prefeituras que instalam essas academias, contudo, pecam pela falta complementar das outras ações que deveriam acompanhar.

A rigor, eu só me dei conta de que faltam essas medidas complementares, quando surgiu na ATI da praça, daqui do bairro de Neópolis, zona sul natalense, um professor de educação física aposentado.

Tem sido com muita boa vontade que o veterano professor vai nos ensinando a usar adequadamente cada equipamento e alertando para o risco quando fazemos de forma errada.

Pesquisei no Google o assunto e por lá encontrei artigos que tratam do tema e que focam as falhas dessas prefeituras, como a de Natal, ao instalar tais academias públicas.

Quer dizer, não é só inaugurar a academia com seus equipamentos e deixar à mercê da sorte de cada um, como a dizer: está aí, quem quiser que se vire!  É preciso tornar a obra completa.

Graças a Deus houve coincidência de horário e disposição do veterano professor a nos dar uma mãozinha todas manhãs.


POLÍTICA: CRISE SEM FIM PREVISÍVELTalvez Temer torne o fim da crise imprevisível se não renunciar

por José Aécio Costa

Prolongar mais tempo no poder, retardando o máximo sua saída, seria hoje a intenção do presidente Michel Temer (PMDB). Pouco importa que o país "sangre" até lá.

Talvez Temer torne o fim da crise imprevisível. Até mesmo se a denúncia do procurador geral da República, Rodrigo Janot, não passar pelo plenário da Câmara, obrigando o STF (Supremo Tribunal Federal) enterrar a acusação da PGR contra o presidente.

 Rodrigo Maia (foto),  presidente da Câmara, já adiantou que pode aceitar pedido de impeachment contra Temer. Promete agir muito mais como presidente da Casa e menos como aliado.

Pelo visto, como Temer insiste em não renunciar, tome crise política pela frente e instabilidade. Até quando? Só Deus sabe!


Rodrigo Maia (DEM/RJ), presidente da Câmara, adianta que poderá aceitar pedido de impeachment contra Temer
CIDADES SOB O MEDO DA VIOLÊNCIANinguém está à salvo da violência que toma conta da cidade, em Natal, arredores e outros municípios do interior do RN

por José Aécio Costa

Ninguém está a salvo da violência que toma conta da cidade. Em Natal, capital potiguar, são assaltos a carros fortes, salões de corte de cabelo, farmácias, restaurantes, lojas de shoppings, assim como a transeuntes nas ruas ou em pontos de ônibus, quando não dentro do próprio transporte coletivo.

O que fazer para viver numa cidade assim? Confesso que não sei e talvez ninguém saiba, a não ser dizer o que quase todo mundo já faz. Procurar rezar, proteger-se e arriscar-se menos por aí. Deixar de trabalhar e se dedicar aos fazeres do cotidiano lá fora para ficar trancado em casa, isso é que não pode, nem se deve fazer.

Então, é encarar a realidade, tomando-se as precauções, é claro. A polícia, com seus efetivos militares e civis baixos, deficitários até de estrutura de armamento e carros, guarda pouco a cidade, que vai se deixando mais e mais ser tomada pelo medo.

O governo promete fazer mais pela segurança pública, mas muitas promessas ficam apenas nas ideias e não chegam a tempo de evitar tragédias como a de Micaela Ferreira Avelino, de 26 anos.

Baleada na cabeça depois que virou refém de um dos assaltantes dentro de um shopping do bairro de Nova Parnamirim, na Grande Natal, nesta quinta-feira, 13 de julho, em meio a um tiroteio entre vigilantes de um carro forte e bandidos, ela não resistiu e morreu no hospital.

Triste fim o de Micaela que, segundo contam, a loja (uma barbearia) em que trabalhava havia até se mudado da rua para dentro de um pequeno shopping, como forma de se proteger melhor de assaltos.

E tantas outras tragédias que vêm acontecendo na região metropolitana natalense, aterrorizando a população pacata e ceifando vidas repentinamente. Esse é o clima de guerra urbana em Natal, cidades do seu entorno e até municípios do interior do RN, como Mossoró e outros. Está difícil viver.


JUSTIÇA: NINGUÉM ACIMA DA LEIO país espera pela condenação de um primeiro ex-presidente e de um primeiro presidente no exercício do cargo

por José Aécio Costa

Soa bem a frase: "Ninguém acima da lei" para qualquer país que se respeite, tenha o mínimo de dignidade e de decência. É o que se espera, certamente.

Pois bem, agora que saiu a condenação do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a nove anos e seis meses, sentenciado pelo juiz de primeira instância, Sérgio Moro, deixando em êxtase a corrente da direita, que venham merecidas outras.

É a vez do presidente Michel Temer (PMDB), acusado por corrupção passiva, a começar pela Câmara dos Deputados autorizando o STF (Supremo Tribunal Federal) a seguir em frente com a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) e abrir processo.

Nesse caso, se a maioria dos ministros aceitar a denúncia, Temer se tornará réu e será afastado por 180 dias da Presidência até o julgamento do caso. Se condenado, perderá o cargo em definitivo.

É hora, então, da sociedade brasileira reconhecer que a justiça foi feita, sem dois pesos e duas medidas. Condenação de um primeiro ex-presidente e de um primeiro presidente no exercício do cargo. O que quer dizer: ninguém está a salvo se praticar ilícitos.


TRABALHO: É O JOGO DO PODERDaqui em diante é esperar pelos empregos prometidos que a reforma acena gerar para o mercado

por José Aécio Costa

j.aeciocosta@gmail.com

Por fim, depois de muito bate-boca, pressões parlamentares e protesto, a reforma trabalhista que altera a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) teve aprovação do Senado. Antes passou pelo crivo da Câmara dos Deputados e agora segue para sanção do presidente Michel Temer.

Defendida pelo setor produtivo e contestada pela maioria da classe trabalhadora, o primeiro segmento diz que a reforma significa a modernização do mercado de trabalho; a corrente contrária, no entanto, afirma que as mudanças beneficiarão apenas quem a defende.

Seja como for, daqui em diante é esperar pelos empregos prometidos que a reforma acena gerar para o mercado, amenizando o estoque de quase 14 milhões de desempregados no país que a crise produz.

Na verdade, para a área empresarial não resta dúvida que se beneficiará no enxugamento de custos e no afastamento de pressões sindicais nas negociações entre patrões e empregados.

É sabido também que muito mais difícil para o setor patronal seria conseguir dos governos uma reforma tributária que simplifique impostos e reduza a voracidade governamental por mais. Então, a saída viável foi seguir pela alternativa conveniente e ter o governo como aliado.

O governo, por seu lado, é claro, também respira aliviado de pressões da elite econômica, pela urgência de uma reforma tributária, ao menos por enquanto. Assim segue o jogo!


HOSPITAIS: TRANSFORMAÇÃO EM UNIDADES BÁSICASA rede estadual de saúde do RN vai ser reavaliada e adaptada ao que realmente pode cumprir

por José Aécio Costa

j.aeciocosta@gmail.com

O governo Robinson Faria (PSD/RN) pretende transformar, a princípio, sete hospitais do Rio Grande do Norte em unidades básicas de saúde, pelo fato de o Estado não dar condições de funcionamento como unidade hospitalar. Outros poderão ser ou não readaptados a essa transformação posteriormente.

Trata-se de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e Ministério Público do Estado (MPE) com o governo do RN para que a rede  estadual de saúde seja reavaliada e adaptada ao que realmente pode cumprir.

É claro que, sem pensar duas vezes, o Estado muito mal das pernas, concordou sem hesitar. Ora, com isso, serão feitos enxugamento de custos, reduzindo problemas estruturais e de procedimentos.

Até porque, segundo documento do MPT e MPE, na verdade "o Estado demonstrou descumprir em todos os seus hospitais regionais e unidades de saúde, as normais laborais referentes à proteção da saúde, segurança e higiene dos profissionais que neles laboram".

Como ainda, descumpre "determinações contidas na Norma Regulamentadora nº 32 do Ministério do Trabalho e Emprego", diz o documento, divulgado na mídia local.

Diante de tal situação, para dar condições ao governo do RN cumprir com seus deveres na assistência à saúde pública, os representantes do MPT e MPE sugeriram uma readaptação da rede. Isso permitirá que o Estado concentre seus esforços em hospitais maiores de regiões-polo.

A ideia é que cada um desses hospitais que não apresenta condições estruturais de atendimento, seja convertido em um desses sistemas: unidade básica de saúde (UBS), unidade de pronto-atendimento, sala de estabilização ou outro formato adequado.

Até aí, apesar do retrocesso, é compreensível de certa forma o encolhimento da rede de hospitais. Ou seja, trocar quantidade por qualidade.  A questão é se, nem assim, o governo Robinson cumprir o acordo. Assim caminhará (ou não) o RN.


O hospital de Angicos, na foto, deve virar unidade de saúde
TEMER: UM PULO LÁ E OUTRO CÁMichel Temer ainda pensa que consegue enganar a opinião pública

por José Aécio Costa

j.aeciocosta@gmail.com

Como dizem lá no interior, foi "um pulo lá e outro cá", a viagem de Temer (foto), primeiro presidente acusado de corrupção, à reunião do G-20, em Hamburgo, na Alemanha, neste fim de semana.

Os sinais dessa pressa e preocupação com a marcha dos acontecimento políticos no país, estão no tipo de transporte que Michel Temer usou: um 767 da FAB, com mais autonomia de voo e que não precisa fazer escalas para reabastecer.

No entanto, para aparentar despreocupação com clima de crise grave que o país enfrenta, o presidente Temer sapecou para a mídia que estava "tranquilíssimo".

Ora, ora! Temer ainda pensa que consegue enganar a opinião pública. Se de fato estivesse tranquilo, não teria voltado antes do término dos trabalhos da reunião, no sábado.

Também não andaria cometendo gafes em sua fala, ao dizer que estaria, conforme noticiado, "fazendo voltar o desemprego". Sinal de desconcentração no que vai falar. Não foi a primeira.

Por essas e outras, Temer tenta aparentar uma falsa normalidade, vivendo um clima infernal no país. Mais dias, menos dias, o desfecho dessa crise se consumirá.


OBRAS: IMOBILIDADE GOVERNAMENTAL NO ESTADO O governo do RN foi nocauteado pela crise financeira e não consegue reagir

por José Aécio Costa

j.aeciocosta@gmail.com

É uma situação crítica a do governo Robinson Faria (PSD/RN) no Rio Grande do Norte desde seu início, há dois anos e meio, imobilizado diante da crise financeira que atingiu o Estado.  O governo foi nocauteado e não consegue reagir.

O estrago se avalia pela quantidade de obras públicas paralisadas. São ao todo 313 obras paradas e inacabadas, que estão sendo auditadas por uma comissão criada pelo Tribunal de Contas do Estado.


Tais obra estariam localizadas em pelo menos cem dos 167 municípios potiguares, conforme diz reportagem publicada pelo jornal Tribuna do Norte no final de junho. Há exemplos, portanto, espalhados por todo o RN.

Isso até onde a inspetoria de controle externo do TCE conseguiu realizar levantamento preliminar dos projetos nessa situação. Um montante de R$ 308 milhões investidos de um total de R$ 600 milhões.

Acrescente-se a essa paralisia, o mau funcionamento de hospitais públicos estaduais, a criminalidade e violência urbana sem controle e uma educação muito aquém da desejável.

Pelo sinais, não será surpresa de um final de governo com administração zero. O governo Robinson Faria apenas toca o trivial do dia a dia de qualquer gestão.

Aliás, o que faz muito mal, pois até aqui sem conseguir repor o calendário de pagamento em dia do funcionalismo. E assim segue candidato a uma das piores colocações no ranking das administrações governamentais do país.


Obra inacabada do Terminal Pesqueiro Público em Natal
GOVERNADOR: MAIS UMA PEDRA NO CAMINHORobinson agora passa a ser um dos investigados pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot.

por José Aécio Costa

j.aeciocosta@gmail.com

O governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, até aqui permanece sem dizer para que veio. Afinal, já percorreu mais da metade de seu mandato e não consegue deslanchar em nada.

Além de fazer um mau governo, sempre culpando a crise financeira, Robinson agora passa a ser um dos investigados pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot.

O pedido de abertura de inquérito para investigação foi feito ao Supremo Tribunal Federal (STF), depois de ele, Robinson, e seu filho, deputado federal Fábio Faria (ambos do PSD/RN), terem sido alvo das delações de executivos da JBS. Que enrascada!

Segundo essas delações, o governador do RN e seu filho deputado pegaram propina da empresa JBS, algo em torno de R$ 10 milhões, na época em que ele era candidato ao governo no Estado.

Em contrapartida, ainda segundo as delações, Robinson prometia facilitações ao grupo empresarial na futura privatização da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern).

O governador nega que haja ilegalidade, fato comum em casos de delações à Justiça, mas não deverá escapar pelo menos das investigações da PGR.

Diz o governador potiguar que foi tudo devidamente lícito. Para provar isso, Robinson Faria vai ter que apresentar consistente defesa jurídica.


ROBINSON defende-se dizendo que foi tudo devidamente lícito
BRASIL: PAÍS DE PROFUNDAs DESIGUALDADES

por José Aécio Costa

j.aeciocosta@gmail.com

Esta é uma preocupante notícia e ao mesmo tempo triste. "O Brasil é o décimo país mais desigual do mundo", segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano da ONU, escreveu Marcelo Sakate na revista Veja desta semana.

Baseada em informações de Tendências Consultoria, com dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE e, também, da Receita Federal, a revista semanal nos traz um retrato da realidade de hoje no país.

Para começar, logo abaixo da manchete, o subtítulo diz que "Estudos revelam que o desequilíbrio de renda no Brasil é maior do que o estimado anteriormente". Não é só. Afirma também que a retomada na economia, a princípio, deverá alargar o fosso.

As novas análises nos deixa perplexos, pois mostram que a classe A (mais rica) representa 3,8% das famílias, porém fica com 38% da renda total no país, porcentual superior ao estimado anteriormente.

Já as classes D e E (mais pobres) que representam 54,3%, portanto, a maioria da população, ficam com apenas 16,3% da renda nacional.

É fato que vem sendo assim há décadas no Brasil, apesar de alguma melhora em anos recentes, conforme nos lembra a reportagem.

A piora desse quadro, como de um paciente de doença crônica, tem no diagnóstico uma causa apontada: a recessão econômica que o país enfrenta.


CONTRASTE Edifícios ricos e favelas na vizinhança
IMÓVEIS: SETOR AINDA SOFRE COM CRISEProprietários de casas e apartamentos estão enfrentando dificuldades para locação

por José Aecio Costa

j.aeciocosta@gmail.com

Embora a Abecip (Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) informe que o financiamento do setor avançou em maio, atingindo R$ 3,56 bilhões, ainda há crise a vencer na recuperação deste mercado.

Proprietários de casas e apartamentos estão enfrentando dificuldades para locação. Tanto é que no Rio o preço do aluguel caiu 5,74% em um ano e lá existem 14,4% de imóveis vagos.

Em razão dessa dificuldade, aqui mesmo em Natal, donos de imóveis estão deixando de reajustar o imóvel no período, para mantê-lo ocupado se o inquilino é bom pagador. A tentativa de reajustar o aluguel pode deixar o imóvel desocupado por tempo indefinido.

Há até proprietários que reduzem as exigências, com dispensa do fiador, e aceita um preço menor do que o inicialmente pedido para conseguir alugar o imóvel.

Contudo, afirma a Abecip, respaldado nos indicadores do financiamento imobiliário, que em maio o volume de crédito foi melhor que em abril, como também em unidades financiadas.


PLANOS: LUCRO VERSUS CLIENTELAOperadoras compensam queda com reajustes que chegam a 40%

por José Aécio Costa

j.aeciocosta@gmail.com

Notícia dá conta de que planos de saúde mesmo perdendo clientes hoje em dia, conseguem lucro que sobe mais de 66%, conforme foi destaque da edição de O Globo deste domingo, 2 de julho.

Ora, operadoras compensam queda com reajustes que chegam a 40%. Mas reajustes mais altos só podem ocorrer em contratos por adesão coletiva, que são realizados por associações de classe, sindicatos e categorias funcionais, por exemplo, ou por planos de empresas.

Há casos, em que esses planos de saúde coletivos chegam a representar hoje 80% do mercado, segundo a reportagem do jornal. Tornou-se, portanto, o filé dos planos, porque são reajustados de acordo com os custos e o governo não se intromete.

Já os planos de saúde individuais, esses são regulados pelo governo, via Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), cuja alta recente atingiu só 13,55%.

Eis porque fica cada vez mais difícil a adesão por planos individuais no mercado. Há operadoras que está torcendo o nariz para essa demanda.

Na verdade, para que esse mercado de planos individuais seja mais aberto, as operadoras sugerem regulação menor do setor, reajuste baseado na alta dos custos e redução de cobertura. Empresas operadoras alegam que enfrentam alta insustentável de custos.

Diante dessa questão, há quem preveja, que marchamos para que planos de saúde se tornem serviço de elite, como disse ao Globo Leandro Fonseca da Silva, diretor-presidente substituto da ANS.

Aliás, pode-se afirmar que isso já vem acontecendo, enquanto que o Sistema Único de Saúde (SUS) permanece mais sobrecarregado e sem dar resposta satisfatória à demanda pública.


REFORMA: TÁTICA DO VALE-TUDO NO SENADO Lamentável que tenha de ser assim para temas tão sérios e da maior responsabilidade

por José Aécio Costa

É mais do que um absurdo as manobras que o governo Temer (PMDB) utiliza para aprovar a reforma trabalhista no Senado. É enfiar goela abaixo da população uma reforma com manobras à base do vale-tudo. Foi o que aconteceu na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

Trata-se de algo decepcionante como agiram o presidente da comissão, senador Edison Lobão (PMDB-MA) e o líder do governo no Senado e relator da reforma, senador Romero Jucá (PMDB-RR). Tudo à base do golpe surpresa. 

Lamentável que tenha de ser assim para temas tão sérios e da maior responsabilidade.

Basta um descuido da oposição e pronto. Que mágico! Está aprovado o que os governistas querem. Isso não unirá o país, nem muito menos dará sustentação a um governo de baixa popularidade. Pelo contrário, divide o Brasil muito mais e engrossa a corrente dos descontentes.

Com receio de perder cada vez mais a base aliada no Congresso (Senado e Câmara), o governo Michel Temer corre contra o tempo, agindo com estratégias que não convence do consenso nem de decisões democratizadas. 

A impressão é que Temer vendeu sua alma ao diabo e agora quer honrar por cima de pau e pedra o compromisso do apoio recebido para chegar ao poder maior da República.

Hoje temos um Brasil confuso, desorientado e apático diante das reformas do Trabalho e da Previdência. Há a maioria do povo que não concorda com reformas no atual momento de crise política  e grita o "fora Temer". 

Outra corrente é a favor das reformas, como os meios de comunicação mais influentes, mas contra o governo Temer por causa da corrupção e quer sua saída urgente.

Uma terceira corrente, esta muito mais fraca de políticos agarrados ao poder, que ainda defende o presidente do país e as reformas do jeito que estão no texto. Existe também, ia esquecendo, uma quarta corrente de empresários, que quer as reformas não importando se com Temer ou não.

Nesse contexto de divisões, segue o país em sua marcha preocupante e sem rumo definido.


Plenário do Senado em dia de sessão
COMBUSTÍVEIS: Aumento em estudoA inflação começa a ceder, um aumento de combustíveis, que refletirá no custo de vida, dará mais fôlego ao dragão

por José Aécio Costa

j.aeciocosta@gmail.com

O governo Michel Temer (PMDB) busca uma forma de ampliar as receitas.

Depois de desistir de reter o FGTS dos trabalhadores, diante de uma chuvarada de críticas, agora estuda elevar a Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico (a Cide), cobrada sobre a venda da gasolina e do diesel. É para salvar a meta fiscal do governo ameaçada de não ser cumprida.

Tal possibilidade de aumento, às favas a inflação, foi admitida pelo ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, na audiência da Comissão Mista do Orçamento do Congresso, noticiou o site Veja.com. A elevação da Cide seria, então, uma das alternativas para aumentar as receitas do governo.

O ministro Dyogo, no entanto, reconhece que o cenário é difícil na atual conjuntura.

"Nós vamos fazer as medidas adequadas e necessárias no seu momento", teria dito. "Antecipar medida não contribui em nada para o cenário".

É verdade, logo agora, que a inflação começa a ceder, um aumento de combustíveis, que refletirá no custo de vida, dará mais fôlego ao dragão.


CONSUMO: BRASILEIROS DESCRENTESO Indicador de Confiança do Consumidor (ICC) segue em baixo patamar

por José Aécio Costa

j.aeciocosta@gmail.com

Ainda agora em junho, 48% de consumidores descrentes com a economia brasileira culparam a corrupção e o mau uso do dinheiro público como principais causas do descrédito.

Por isso, o Indicador de Confiança do Consumidor (ICC) segue em baixo patamar. Nesse ritmo, oito em cada dez brasileiros avaliam de forma negativa a situação econômica do país.

O desemprego é o maior temor, uma vez que 33% temem ser demitidos, de acordo com informações de pesquisa do SPC Brasil e da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL).

Essa pesquisa, do final da primeira quinzena de junho, também revela que 82% dos consumidores entrevistados dizem que a economia ainda não está em boas condições, ante apenas 2% que consideram o quadro positivo. Só 15% consideram a situação regular.

A pesquisa revela que, além da corrupção e e mau uso do dinheiro, outros fatores contribuem para o humor dos brasileiros: desemprego (27%), aumento dos preços (13%) e juros altos (5%).

Então, devagar com o entusiasmo dos Meirelles e Temeres. Por enquanto, ainda não  há motivos para grande otimismo. O momento é de crise política evidente que também atrapalha e muito.


REFRIGERANTE: Ainda na dieta de muitosOs refrigerantes são duros na queda, milhares não largam o hábito de consumir a bebida

por José Aécio Costa

j.aeciocosta@gmail.com

Pensei que, com um batalhão de nutricionistas condenando os refrigerantes na dieta contra os males à saúde humana, os refrigerantes tivessem em queda acentuada na preferência das pessoas mundo afora.

No entanto, não é bem assim pelo visto. Pode até ser que mais consumidores hoje em dia estejam abandonando o hábito do refrigerante, porém, milhares não conseguem largá-lo.

Tanto é assim que, na coluna do jornalista Ancelmo Góis, no Globo, leio que a Coca-Cola andina abrirá nova fábrica aqui no Brasil, para produzir 1,2 bilhão de litros da bebida por ano.

A fábrica vai ser em Caxias, no Rio de Janeiro, no terreno que foi da Nova América.

Logo se conclui que os refrigerantes são duros na queda, assim como o hábito de fumar que milhares não largam, apesar de saberem os riscos mortais do fumo.


QUE BRASIL! NADA REPUBLICANOAté nos TCEs do país há investigação de conselheiros

por José Aécio Costa

Deu no Globo que Tribunais de Contas dos Estados (TCEs) têm 15% dos conselheiros investigados. Quer dizer são estes tais conselheiros responsáveis por fiscalizar o gasto público. Pode isso, gente? Sei não!!!


ARROZ : Roubo de cargas As ocorrências de roubos de cargas em rodovias estão entrando na lista dos principais desafios do setor produtivo do país.

por José Aécio Costa

Até nosso feijão com arroz do dia a dia anda difícil de chegar à mesa nestes tempos de insegurança. Temos falta de segurança para combater a violência urbana, assaltos ao varejo e também em estradas deste meu Brasil.

Recebo informação de que as ocorrências de roubos de cargas em rodovias estão entrando na lista dos principais desafios do setor produtivo do país.

No setor de arroz, os ataques já se consolidaram como problema urgente a ser resolvido. Basta dizer que levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Arroz (Abiarroz)  mostra que somente no primeiro trimestre do ano, os roubos deste cereal em rodovias já somam R$ 1 milhão em prejuízos, com quase 500 toneladas roubadas de caminhões de entrega.

A entidade destaca que este não é um problema pontual, embora o crescimento expressivo deste tipo de ocorrência esteja mais concentrado no Rio de Janeiro.


CEREAL Transportes de entrega sofrem assaltos
CORRUPÇÃO: O país da propina

por José Aécio Costa

Francamente, estou pasmo. Já ouvi falar muito de corrupção, mas nunca vi tanta propina distribuída entre empresários e políticos brasileiros, em delações e entrevistas dadas. Parece que por aqui não se sabe fazer política e governar de outro jeito. Ao mesmo tempo continuamos a ser um país de subdesenvolvimento secular, com falta de recursos financeiros, desvios e entraves burocráticos para fazer funcionar bem hospitais, escolas e garantir a segurança pública.

Desde as delações da Odebrecht até as mais recentes do empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, são montanhas incontáveis de dinheiro envolvendo empresas e partidos políticos Brasil afora e inúmeros protagonistas dessa história nacional de arrepiar.

Nem o atual presidente da República, Michel Temer (PMDB), e ex-presidentes do país são poupados dessa vergonhosa realidade que vem à tona com força avassaladora desde o chamado caso Mensalão, da época do PT. Está provado que a política brasileira é movida a propina pra todo lado, dinheiro ilegal que sangram sem parar os cofres públicos e promovem enriquecimentos ilícitos.

A partir do PT, que segundo Joesley Batista foi quem "institucionalizou a corrupção", passando pelo PMDB e chegando ao PSDB, os três principais partidos, pouca gente escapa desse redemoinho.

Parece que não existe santinhos nessa história real talvez inimaginável como ficção. São grupos de partidos diversos que se envolvem com a chamada "corrupção sistêmica" – como denominou Sérgio Moro, juiz da operação Lava-Jato. Sistêmica porque se tornou parte do sistema de se fazer política (melhor seria politicagem) no Brasil. Quem perde com isso, claro, é a nação, somos todos nós brasileiros e brasileiras, enfim, o bem comum.

É bom mesmo que se escancare tudo de podridão que ainda tiver de vir a público, para que se tente uma faxina geral já retarda demais, e daqui em diante se possa fazer política com "P" maiúsculo mesmo. A nós cabe passar este país a limpo, aproveitando o momento, para que futuras gerações se encarreguem de fazer política séria e um país melhor.


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