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Quem é de direita toma cloroquina, quem é de esquerda, Tubaína, diz BolsonaroO presidente ressaltou que se fosse o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, tomaria a substância.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, assinará na manhã da quarta-feira (20) novo protocolo que permitirá a utilização da cloroquina em pacientes em estágio inicial de contágio do coronavírus.

Em live com o jornalista Magno Martins nesta terça (19), o presidente ressaltou que o documento não obrigará nenhum paciente a ser medicado com a substância, mas dará a liberdade para que ele faça uso do remédio caso julgue necessário.

“O que é a democracia? Você não quer? Você não faz. Você não é obrigado a tomar cloroquina”, disse. “Quem é de direita toma cloroquina. Quem é de esquerda toma Tubaína”, ironizou, referindo-se a uma marca de refrigerante.

O presidente ressaltou que se fosse o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, tomaria a substância. O político do PSB, que tem criticado a postura de Bolsonaro diante da crise sanitária, anunciou na segunda-feira (18) que foi diagnosticado com a doença.

"Eu acho que quem falou que era veneno, não pode tomar [cloroquina]. Eu sou cristão. O governador pode tomar a cloroquina. Pode ser que não precise. Mas, no seu lugar, eu tomaria", afirmou.

Bolsonaro reconheceu que, no futuro, podem concluir que a substância serviu apenas como uma espécie de placebo no combate à doença. Ele, no entanto, observou que a comunidade médica também pode chegar à descoberta de que ela foi útil na cura de pacientes.

A utilização da cloroquina para o tratamento do coronavírus ainda não tem evidências científicas que apontem eficácia e vai na contramão de estudos recentes.

Atualmente, o protocolo adotado pela pasta prevê o uso do medicamento apenas por pacientes graves e críticos.

A divergência em torno do uso da cloroquina é apontada como o principal motivo da saída do oncologista Nelson Teich do comando da Saúde, na semana passada.


(Foto: O Globo)
Movimento do comércio cai 26,6% em abril ante marçoO desempenho do movimento no varejo brasileiro, conforme a Boa Vista, reflete a fragilidade do mercado de trabalho

O índice da Boa Vista que mede o movimento do comércio no Brasil registrou a terceira queda consecutiva em abril e a tendência é de piora, devido aos impactos da quarentena adotada no País para conter a disseminação do novo coronavírus. No quarto mês do ano ante março, o indicador já dessazonalizado recuou 26,6%, acumulando declínio de 1,3% em 12 meses e variação negativa de 6,4% no ano.

O desempenho do movimento no varejo brasileiro, conforme a Boa Vista, reflete a fragilidade do mercado de trabalho, que tem provocado crescimento fraco da renda dos consumidores. Esses fatores, cita a nota, estão sendo duramente impactados pelos efeitos das restrições pela pandemia da covid-19.

"Dadas as adversidades provocadas pela chegada do novo vírus e pelas medidas de isolamento social, pode-se esperar uma piora no emprego e no nível de consumo em 2020", avalia, completando que este cenário, por sua vez, aponta para queda da atividade econômica e do movimento do comércio nos próximos meses.

Segmentos

A categoria de supermercados, alimentos e bebidas foi a única a evitar perdas, ao apresentar leve alta de 0,1% no mês, acumulando 1,6% em 12 meses.

Em abril, o segmento de móveis e eletrodomésticos foi o que registrou a maior queda, de 83,3%, no confronto com março (-13,5%), com ajuste sazonal. No acumulado em 12 meses, o setor passou para o campo negativo, recuando 7,9%.

A categoria de tecidos, vestuários e calçados recuou 2,9% no mês, com a taxa acumulada em 12 meses mostrando elevação de 7%.

Já o setor de combustíveis e lubrificantes apresentou retração de 18,2% em abril, ante março, e recuo de 2,5% no acumulado de 12 meses.


(Foto: Tribuna do Norte)
Por apoio, Bolsonaro amplia exposição e segurançaA maior exposição tem preocupado os integrantes da estrutura responsável pela segurança presidencial

Em busca de apoio popular diante das crises política e sanitária, o presidente Jair Bolsonaro aumentou sua exposição ao público, o que obrigou o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) a reforçar a proteção pessoal do chefe do Executivo e a elevar a rigidez no cumprimento de protocolos de segurança.

Além de aumentar o controle no acesso ao Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente, a equipe tem testado a utilização de drones e feito modificações nos procedimentos adotados no Palácio do Planalto, que passou a ser usado como camarote do presidente.

Apesar dos riscos de contaminação pelo novo coronavírus", Bolsonaro tem feito questão de se aproximar de aglomerações, adotou como novo hábito aparições na rampa do Planalto e tem feito caminhadas na residência oficial, quando se aproxima da área de visitantes.A maior exposição tem preocupado os integrantes da estrutura responsável pela segurança presidencial.

Além do comportamento intempestivo de Bolsonaro, a equipe do presidente identificou o aumento do clima de animosidade ao governo nas redes sociais e de manifestações pontuais contra a atual gestão na frente tanto do Planalto como do Alvorada.

Durante a semana, Bolsonaro criou a rotina de, no meio do expediente, ir ao topo da rampa do Planalto para acenar a apoiadores que se concentram na Praça dos Três Poderes. Questionado em uma dessas ocasiões, respondeu que estava só tomando um ar, embora estivesse com cinegrafista e fotógrafo oficiais.

Nos finais de semana, Bolsonaro aparece no local para estimular a militância que grita palavras de apoio a ele, mas contra o Legislativo, o STF (Supremo Tribunal Federal) e governadores.Nesses momentos, a uma altura de quatro metros, Bolsonaro tem se superexposto diante da praça que mede 120 metros por 220 metros. Para protegê-lo no novo cenário, a segurança presidencial tem se dividido em três grupos.


(Foto: O Globo)
Após divulgação, Bolsonaro publica trecho de lei de abusoAinda não há confirmação se ele vai pousar próximo ao local para acompanhar o ato, mas Bolsonaro postou um vídeo de dentro do helicóptero

O presidente Jair Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada por volta das 11h30 de helicóptero e fez um sobrevoo pela Esplanada dos Ministérios, onde ocorre neste domingo mais uma manifestação pró-governo.

Ainda não há confirmação se ele vai pousar próximo ao local para acompanhar o ato, mas Bolsonaro postou um vídeo de dentro do helicóptero, mostrando a movimentação no local. "Brasília agora. Ordem e progresso", postou o presidente.

Muitos carros ocupam as seis faixas da Esplanada em direção à Praça dos Três Poderes, onde há manifestantes de verde e amarelo em frente ao Palácio do Planalto. Desta vez, no entanto, eles estão na grade de proteção na Praça, mais distantes do Planalto.


(Foto: O Globo)
Bolsonaro e a reunião ministerial da baixariaO Brasil estupefato viu o vídeo de uma reunião ministerial comandada por Bolsonaro que mais parece discussão em botequim de quinta categoria

Sérgio Moro sabia muito o que fazia quando incluiu a reunião ministerial do dia 22 de abril como uma das provas de suas afirmações feitas quando de sua despedida do Ministério da Justiça e Segurança. A reunião não só evidencia o desejo obsessivo do presidente em interferir na Polícia Federal para ter informações, como a espécie de liderança que o Brasil tem hoje.

Moro assistiu constrangido a reunião, o vídeo do fatídico evento comprova isso, e entendeu que aquele autêntico "barraco" reunindo o alto escalão do executivo federal estava direcionado contra ele. Outro ministro, novato no momento, que se sentiu totalmente constrangido e até estupefato com a baixaria da reunião foi o Nelson Teich, então titular da pasta da Saúde.

Na reunião, Moro percebeu isso, o presidente Jair Bolsonaro fez um desabafo por não ter conseguido, até aquele momento, dobrá-lo para que aceitasse interferência na Polícia Federal. Jair Bolsonaro, o que agora se tornou público e notório, costuma falar palavrões quando lhe falta palavra durante uma argumentação, e como isso acontece sempre, os palavrões se multiplicam. Bolsonaro também não tem apreço por ninguém que, de alguma forma, não aceite seus caprichos e não reze em sua cartilha.

A reunião, certamente inusitada em todo o território nacional e na própria arte de se fazer política no Brasil, degenerou a partir do próprio chefe, absolutamente despreparado para argumentar com equiíbrio em defesa do que acredita. O vídeo dela tem um componente de força política imbatível, o de estabelecer junto às pessoas uma aversão pelo Bolsonaro e pelas figuras falantes no verdadeiro "barraco" realizado em plena onda da pandemia do Coronavirus que se alastra pelo país.

Entre essas figuras lamentáveis da reunião, nas quais se incluem o Paulo Guedes, o Abraham Weintraub, o Ricardo Salles, o Onyx Lorenzoni, vale destacar a presença da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, que se sentiu bem cômoda no evento apesar da baixaria predominante. Não apenas se sentiu confortável com os palavrões do presidente e com a baixaria reinante, mas Damares Alves, que é líder evangélica, chegou até a intervir na reunião de forma vibrante pedindo a prisão de governadores e prefeitos que defendem o isolamento social  na crise do coronavirus.


A reunião ministerial da baixaria (Foto: Pleno News)
Lei que suspende validade de concursos no RN é aprovadaDe acordo com o texto, ficarão suspensas as contagens de tempo da validade de concursos realizados que englobem a administração direta e indireta, independente de serem ou não já homologados,

O projeto de lei que suspende imediatamente os prazos de validades dos concursos públicos no Rio Grande do Norte por causa da pandemia do coronavírus foi aprovado nesta quarta-feira (20) na Assembleia Legislativa. A matéria, de autoria do deputado Hermano Morais (PSB) e relatada pelo deputado Souza Neto (PSB), teve aprovação unânime entre os parlamentares durante sessão ordinária remota.

De acordo com o texto, ficarão suspensas as contagens de tempo da validade de concursos realizados que englobem a administração direta e indireta, independente de serem ou não já homologados, em todo o Estado do RN iniciados antes da promulgação do Decreto Legislativo nº 29.534, de 19 de março de 2020, que reconhece o estado de calamidade pública. A recontagem do prazo de validade dos concursos poderá  ser vinculada com o término da vigência do decreto, quando as seleções passam a ter prazos correntes.

“Essa matéria tem causado muita ansiedade entre os aprovados nos concursos e que temem ser prejudicados nas suas respectivas nomeações ao vencer o prazo de validade em breve de alguns certames. Defensoria Pública, Polícia Penal, Saúde e Educação são as áreas que têm os prazos mais próximos do fim. O Estado pode recorrer a esses profissionais assim que precisar em momentos futuros após a retomada da contagem deste tempo após validade do decreto, representando economicidade neste momento de pandemia”, disse Hermano.

No projeto, foi encartada uma emenda aditiva do Coronel Azevedo (PSC) na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) no sentido de garantir a realização de convocações de candidatos, de acordo com eventuais necessidades públicas na área da saúde, durante o prazo de vigência do decreto de calamidade. A matéria segue à sanção do Poder Executivo.


(Foto: Reprodução)
STF autoriza acesso a vídeo de reunião ministerialO decano autorizou, ainda, o acesso à íntegra da degravação do vídeo.

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou o acesso ao vídeo da reunião ministerial realizada no dia 22 de abril, no Palácio do Planalto. A decisão foi tomada no Inquérito 4831, em que se apuram declarações feitas pelo ex-ministro Sérgio Moro acerca de suposta tentativa do presidente Jair Bolsonaro de interferir politicamente na Polícia Federal. Com a decisão, qualquer cidadão poderá ter acesso ao conteúdo do encontro de ministros com o presidente Jair Bolsonaro. O vídeo está no site do STF.

O decano autorizou, ainda, o acesso à íntegra da degravação do vídeo. A única restrição imposta foi a trechos específicos em que há referência a dois países com os quais o Brasil mantém relação diplomática.

O vídeo e a degravação reunião ministerial foram disponibilizados através de links no site do STF, mas apresentaram problemas. A decisão de Celso de Mello conta com 55 páginas. Veja na íntegra clicando aqui.

A reunião ministerial foi citada pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro em depoimento à Polícia Federal, no início do mês, como suposta prova da interferência. A defesa do ex-ministro havia se manifestado pedindo a divulgação do vídeo. 


(Foto: O Globo)
GSI: consequências imprevisíveis se celular de Bolsonaro for apreendidoGeneral Heleno,em nota divulgada na tarde desta sexta-feira, criticou o ato do ministro Celso de Mello, do STF.

O chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Augusto Heleno, disse que uma eventual apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) poderá ter "consequências imprevisíveis".

Em nota divulgada na tarde desta sexta-feira (22), o general criticou o ato do ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), que encaminhou à PGR (Procuradoria-Geral da República) pedidos de partidos e parlamentares de oposição para que o celular do presidente seja apreendido e periciado.

Em nota, o general Heleno considerou o pedido do decano, que se trata de uma praxe, algo "inconcebível" e "inacreditável".

Para ele, "seria uma afronta à autoridade máxima do Poder Executivo e uma interferência inadmissível de outro Poder, na privacidade do Presidente da República e na segurança institucional do país".

"O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República alerta as autoridades constituídas que tal atitude é uma evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes e poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional", diz o general.


(Foto: O Globo)
Fátima e Bolsonaro: As divergências foram deixadas de ladoPara a governadora, a reunião ocorreu num clima institucional respeitoso

A governadora do Rio Grande do Norte Fátima Bezerra (PT) comentou pontos da reunião virtual que aconteceu na manhã desta quita-feira (21) entre o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e os governadores dos Estados brasileiros, como a discussão do veto integral da presidência ao projeto de reajuste dos servidores. "Esse assunto não é consenso entre os governadores, mas, como já dito em outras oportunidades, sou contrária à medida. Não porque não reconheça as dificuldades concretas que enfrentamos, mas porque considero uma interferência da União nos Estados e Municípios", disse ela.

Para a governadora, a reunião ocorreu "num clima institucional respeitoso" e que "as divergências foram deixadas de lado para que pudéssemos focar na união de todos em defesa da saúde do povo brasileiro e na superação da crise".
Fátima Bezerra afirmou que "em plena pandemia, temos acumulado dificuldades orçamentárias e financeiras do passado com vultosos gastos, que agora se revelam inevitáveis".
Segundo a governadora, esse aporte federativo, "na verdade, é um dever do Governo Federal para ajudar estados e municípios a cumprirem as tantas obrigações básicas junto à população". Com informações da Tribuna do Norte.


(Foto: Assecom)
Pedidos de seguro-desemprego aumentam 76,2% em maioSegundo dados do Ministério da Economia, referentes à primeira quinzena deste mês, foram 218 mil pedidos a mais do o número registrado no mesmo período de 2019.

A Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia informou nesta quinta-feira (21) que o número de pedidos de seguro-desemprego subiu 76,2% na primeira quinzena de maio na comparação com o mesmo período de 2019. Ao todo, foram 218.041 pedidos a mais.

Segundo a secretaria, foram 504.313 pedidos para seguro-desemprego na primeira quinzena de maio de 2020.

Nos primeiros quinze dias de maio de 2019, foram 286.272. Com relação à segunda quinzena de abril, houve aumento de 4,9%.

Crise na economia

O aumento dos pedidos acontece em meio à crise na economia provocada pelo avanço da pandemia do coronavírus.

De janeiro até a primeira quinzena de maio de 2020, foram feitos 2,841 milhões de pedidos de seguro desemprego, um aumento de 9,6% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram 2,592 milhões de pedidos.

Em nota, a Secretaria de Trabalho estimou que até 250 mil pedidos ainda devem ser feitos nos meses seguintes por não poderem ter sido feitos de forma presencial. Isso porque o trabalhador formal que tem direito ao seguro desemprego tem até 120 dias para pedir o benefício.


(Foto: Reuters)
Brasil bate recorde e registra 1188 novas mortesOs cinco estados mais afetados pelo novo coronavírus (São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco e Pará) concentram mais de metade do total de mortos.

O Brasil bateu recorde e registrou 1.188 novas mortes por coronavírus nas últimas 24 horas, segundo dados do Ministério da Saúde.

O recorde anterior era de 1.179, na terça-feira. No dia seguinte, foram 888 óbitos.

Com 20.047 mortes no total e 310.087 casos confirmados, o Brasil continua sendo o terceiro com mais casos no mundo. Na segunda (18), o país ultrapassou o Reino Unido, que tinha 244.995 casos naquela data e hoje tem 252.234 casos – um incremento de 7.239. Já o Brasil teve um aumento de mais de 37 mil casos no mesmo período.

Os dois países à frente do Brasil em número de casos são EUA (cerca de 1,5 milhão) e Rússia (317 mil), segundo a Universidade Johns Hopkins (EUA), que monitora dados da pandemia de Covid-19. No fim de semana, o Brasil ultrapassou Espanha (233 mil casos) e Itália (228 mil).

Os cinco estados mais afetados pelo novo coronavírus (São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco e Pará) concentram mais de metade do total de mortos.

Os cinco primeiros países com mais mortes são EUA (93 mil), Reino Unido (36 mil), Itália (32 mil), França (28 mil) e Espanha (27 mil). O Brasil vem em seguida. No entanto, a Rússia, o segundo país com mais casos, lista pouco mais de 3.000 mortes, o que gera desconfiança interna e externa.


(Foto: O Globo)
Governo decide adiar Enem em pelo menos 30 diasAs datas serão adiadas de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais.

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (20) que o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) será adiado em pelo menos 30 dias devido ao impacto da pandemia de Covid-19. 

Segundo nota oficial do Inep, órgão do Ministério da Educação responsável pela aplicação da prova, "as datas serão adiadas de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais."

A data do Enem estava inicialmente prevista para os dias 1º e 8 de novembro. Já a versão digital do exame seria aplicada em 22 e 29 de novembro. As inscrições terminam às 23h59 desta sexta-feira (22).

Mais cedo, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, havia sugerido o adiamento do Enem por 30 a 60 dias. 

"Diante dos recentes acontecimentos no Congresso e conversando com líderes do centro, sugiro que o Enem seja adiado de 30 a 60 dias. Peço que escutem os mais de 4 milhões de estudantes já inscritos para a escolha da nova data de aplicação do exame", escreveu Weintraub no Twitter.


(Foto: Reprodução)
Regina Duarte deixa Cultura após 60 dias de polêmicasBolsonaro confirmou a demissão da atriz pelas redes sociais

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira (20) a saída da atriz Regina Duarte do cargo de secretária especial de Cultura. Em publicação nas redes sociais, o presidente afirmou que ela assumirá a Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

A Cinemateca Brasileira é a instituição responsável pela preservação da produção audiovisual brasileira e é vinculada à Secretaria da Cultura.

Regina Duarte assumiu a pasta em 4 de março, com a missão de "pacificar" o embate entre a classe artística e a indústria da cultura com o governo federal.

"Regina Duarte relatou que sente falta de sua família, mas para que ela possa continuar contribuindo com o Governo e a Cultura Brasileira assumirá, em alguns dias, a Cinemateca em SP. Nos próximos dias, durante a transição, será mostrado o trabalho já realizado nos últimos 60 dias", afirmou Bolsonaro nas redes sociais.


(Foto: O Globo)
Covid-19: Brasil passa da marca de mil mortes por diaO resultado marcou um acréscimo de 6,8% em relação a ontem, quando o número de pessoas infectadas estava em 254.220

OBrasil bateu recorde de mortes registradas em um dia em razão da covid-19, com 1.179. No total, 17.971 pessoas já perderam a vida em por causa da doença. O resultado representou um aumento de 7% em relação a ontem (18), quando foram contabilizados 16.792 mil falecimentos pela covid-19. A letalidade (número de mortes por quantidade de casos confirmados) ficou em 6,6% e a mortalidade (número de óbitos pela quantidade da população) foi de 8,6%.

O balanço diário do Ministério da Saúde registrou também recorde de novos casos confirmado em 24 horas, com 17.408. No total, 271.628 pessoas foram infectadas. O resultado marcou um acréscimo de 6,8% em relação a ontem, quando o número de pessoas infectadas estava em 254.220.

Do total de casos confirmados, 146.863 (54%) estão em acompanhamento e 106.794 (39,3%) foram recuperados. Há ainda 3.319 mortes em investigação. O número marca um aumento em relação aos últimos números para este indicador, que davam entre 2.000 e 2.300 falecimentos em investigação. 

 


(Foto: O Globo)
Ramagem tratava trocar PF do RJ antes da nomeaçãoO comando do órgão no Rio está no centro do inquérito que apura se o presidente Bolsonaro tentou interferir na PF para ter acesso a investigações

O diretor-executivo da Polícia Federal, Carlos Henrique Oliveira de Souza, disse em novo depoimento, prestado nesta terça (19), que o diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Alexandre Ramagem, já tratava da troca da chefia da superintendência da PF no Rio de Janeiro antes mesmo de ser nomeado para a Diretoria-Geral da Corporação.

O comando do órgão no Rio está no centro do inquérito que apura se o presidente Bolsonaro tentou interferir na PF para ter acesso a investigações com potencial de atingir sua família e aliados.

Oliveira era o superintendente no Rio e assumiu recentemente a Diretoria-Executiva, segundo cargo na hierarquia da PF. Ele prestou depoimento da semana passada, mas pediu para ser reinquirido.

Na primeira oitiva, questionado se algum cotado para a Diretoria-Geral da PF o havia sondado para o cargo que ocupa atualmente, ele disse que não.

Nesta terça, mudou a versão e afirmou que, "na verdade", foi procurado por Ramagem em 27 de abril, o qual lhe perguntou se aceitaria ser o Diretor-Executivo em sua gestão. Oliveira afirmou ter aceitado o convite.


(Foto: Istoé Dinheiro)
STF decide nesta semana se retira sigilo de reunião ministerialO ministro recebeu um HD externo da própria PF com as imagens da reunião e deve assistir à íntegra nesta noite.

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), informou hoje (18) que deve decidir sair até o fim desta semana sobre a retirada do sigilo da gravação audiovisual de reunião no Palácio do Planalto, realizada no dia 22 de abril.

O ministro, que é relator da investigação sobre a suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal (PF), recebeu um HD externo da própria PF com as imagens da reunião e deve assistir à íntegra nesta noite. A reunião foi citada pelo ex-ministro Sergio Moro durante depoimento no início do mês. Desde a exoneração de Moro, o presidente nega que tenha pedido para o então ministro interferir em investigações da Polícia Federal.

"Recebi a equipe da Polícia Federal, chefiada pela Dra. Christiane Correa Machado, em meu gabinete, na data de hoje, que me atualizou sobre o andamento das investigações criminais e entregou-me um pen drive contendo vídeo e áudio da reunião ministerial de 22/4/2020. Após esse encontro, comecei, agora, a assistir ao vídeo, devendo liberar minha decisão até esta próxima 6a. feira, dia 22/05, talvez antes!", diz nota divulgada pelo gabinete do ministro.

Na semana passada, o procurador-geral da República, Augusto Aras, defendeu no STF a divulgação das falas do presidente Jair Bolsonaro que estiverem relacionadas com a investigação. No parecer, Aras afirma que a divulgação na íntegra da reunião ministerial contraria às regras e os princípios constitucionais de investigação.

A Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu a divulgação de todas as falas do presidente, exceto falas de outras autoridades que estavam presentes sobre "nações amigas” e comentários “potencialmente sensíveis” do ministro das Relações Exteriores e da Autoridade Monetária (Banco Central).

A defesa de Moro também enviou sua manifestação e defendeu a divulgação da reunião na íntegra.


(Foto: O Globo)
Vídeo: Titular da Educação do RN explica reajuste do pisoO reajuste será aplicado na remuneração de ativos, aposentados e pensionistas, sem distinção.

O Governo do Estado chegou a um acorodo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do RN (Sinte/RN) para aprovar as diretrizes para implantação do novo piso salarial do magistério potiguar.

O reajuste será aplicado na remuneração de ativos, aposentados e pensionistas, sem distinção. O pagamento será parcelado da seguinte forma: 3% no mês de junho, 3% em outubro e 6.36% em dezembro, totalizando o acumulado de 12,84%. A proposta havia sido apresentada em reunião na última quinta-feira (07), pela gestão da Secretaria de Estado da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer (SEEC) em reunião com a direção do sindicato.

No vídeo, o secretário da Educação, da Cultura, do Esporte e do Lazer do RN, Getúlio Marques, explica como será realizado o reajuste dos professores e o caminho na negociação. 


(Foto: Assessoria)

Nelson Teich pede demissão do Ministério da SaúdeUma coletiva de imprensa será marcada nesta tarde, de acordo com a pasta

O ministro da Saúde, Nelson Teich, deixou o cargo na manhã desta sexta-feira (15), antes de completar um mês à frente do Ministério da Saúde. Em nota, a pasta informou que o médico pediu demissão.

O secretário executivo, general Eduardo Pazuello, assume interinamente.

Nelson Teich assumiu o cargo no dia 17 de abril. Logo após Luiz Henrique Mandetta ter sido exonerado pelo presidente Jair Bolsonaro.  

Mandetta e o presidente Jair Bolsonaro divergiam sobre os caminhos para o combate à pandemia do novo coronavírus no país, como as medidas de isolamento social e o uso da hidroxicloroquina no tratamento de pacientes.

Na segunda (11), Teich foi informado pela imprensa da decisão do presidente de aumentar a lista de atividades essenciais com salões de beleza, academias e barbearias e se mostrou surpreso.

Também foi enquadrado por Bolsonaro a ampliar o uso da cloroquina também para pacientes com quadros leves da Covid-19, apesar da falta de evidências científicas do medicamento para o novo coronavírus.

No comunicado, a pasta não esclarece o motivo da saída, mas informa que uma coletiva de imprensa será marcada para esta tarde.


(Foto: O Globo)
Maior comprometimento com isolamento pode evitar lockdownAlgumas medidas devem ser tomadas agora para evitar a necessidade de o Estado ter que decretar o isolamento total obrigatório.

Para evitar a necessidade de o Estado ter que decretar o isolamento total obrigatório, algumas medidas devem ser tomadas agora. Para o coordenador do Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) do Hospital Onofre Lopes, da UFRN, e representante do RN no Comitê Científico do Consórcio Nordeste, Ricardo Valentim, a pactuação e um maior comprometimento das prefeituras, instituições e cidadãos comuns com as regras de proteção previstas no decreto do Governo do Estado para o enfrentamento à pandemia do coronavírus são condições que antecedem a decretação de lockdown.

"Antes de decidirmos por medidas mais duras, o Governo do Estado deve obter maior comprometimento das prefeituras, instituições e pessoas com o cumprimento das regras de isolamento social e das medidas protetivas - como evitar filas em bancos e órgão públicos, por exemplo" afirmou Ricardo Valentim em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira, 14, na Escola de Governo, no Centro Administrativo do Estado.

O especialista insiste que a sociedade como um todo precisa compreender a importância do isolamento social. "A taxa de isolamento está baixando, o que é extremamente preocupante. Ficar em casa deve ser compromisso de todos para preservar a sua vida e das outras pessoas. É uma oportunidade de salvar vidas, o que é super importante neste momento e significa a contribuição de cada um com a defesa da saúde pública, do setor produtivo e da coletividade. Só a partir daí poderemos começar a pensar em retornarmos à normalidade".

Valentim destacou ainda que as filas nos bancos têm relação direta com o contágio e a consequente lotação dos leitos. Ele defende uma mudança na logística dos pagamentos como forma de criar uma proteção social antes da adoção de medidas de restrição mais radical, como o lockdown.

Ao defender que as prefeituras dos municípios e todos os organismos da sociedade tenham maior comprometimento com a execução das medidas de proteção social e isolamento previstas no decreto do Governo do Estado para enfrentamento da pandemia, Ricardo Valentim enfatiza que a administração estadual é a maior autoridade sanitária e as regras impostas devem ser respeitadas.

Medidas mais restritivas, como prefere Ricardo Valentim usar em substituição ao termo lockdown, exigem ações duras como a atuação da polícia e do Exército nas ruas, multando pessoas e estabelecimentos. "Devemos antes buscar reforçar o isolamento com o comprometimento de toda a sociedade", frisou.

O coordenador do LAIS explica que o Comitê Científico do RN estuda e analisa os indicadores da pandemia diariamente. São doze professores pesquisadores e cientistas acompanhando o comportamento do vírus e estudando indicadores como taxa de ocupação de leitos e de isolamento social para orientar a tomada de decisão da administração pública com base em critérios científicos.

Nesta quarta-feira, 13, o Comitê se reuniu com a Organização Panamericana de Saúde para analisar indicadores e ampliar o conhecimento sobre a evolução da pandemia e as questões que levam ao maior ou menor grau de entendimento sobre a necessidade do isolamento social.


(Foto: Assecom)
Banco Central antecipa produção de R$ 9 bi em cédulasDesde o início da pandemia de covid-19, o BC observou que há “entesouramento” do dinheiro no país

O Banco Central (BC) antecipou para este mês pedido de produção de cédulas, no valor de R$ 9 bilhões, para a Casa da Moeda. Essa produção já estava prevista na programação anual, mas a antecipação foi necessária para evitar a falta de cédulas. Desde o início da pandemia de covid-19, o BC observou que há “entesouramento” do dinheiro no país.

Segundo o BC, o entesouramento ocorre porque as pessoas estão guardando o dinheiro em vez de colocar em circulação. “O pedido visa a construir estoques de segurança e mitigar eventuais consequências do fenômeno de entesouramento que se observa desde o início da pandemia.

O BC entende que o entesouramento pode ser consequência de três fatores: saques por pessoas e empresas para formação de reservas, diminuição do volume de compras no comércio em geral e porque parcela considerável dos valores pagos em espécie aos beneficiários dos auxílios [como o auxílio emergencial] ainda não retornou ao sistema bancário”, diz o BC, em nota.

Com informações da Agência Brasil


(Foto: O Globo)
Maia diz que ele e Bolsonaro precisam encontrar pontos de uniãoEssa foi a primeira vez que os dois se encontraram pessoalmente após um longo período de confronto entre eles

Em encontro no Palácio do Planalto na tarde desta quinta-feira, 14, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ao presidente Jair Bolsonaro, que eles precisam "encontrar pontos que os unem".

Essa foi a primeira vez que os dois se encontraram pessoalmente após um longo período de confronto entre eles, com trocas públicas de farpas e com a participação reincidente de Bolsonaro em manifestações antidemocráticas e que contra Maia.

"O Presidente da República desceu e me convidou para conversar e tomar um café. Aceitei, claro. Conversamos sobre o momento como cada um vem encarando essa crise. O que eu disse a ele é que deveríamos encontrar os pontos que nos unem. Claro que todos têm o mesmo objetivo que é que o Brasil consiga enfrentar a crise, mas também olhar o pós pandemia", afirmou Maia em coletiva de imprensa logo após o encontro que durou menos de uma hora.

O encontro foi articulado pelos ministros Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Braga Netto (Casa Civil), a pedido de Bolsonaro, com o intuito de promover uma reaproximação entre os poderes, segundo fontes.

Maia deixou a sessão da Câmara realizada nesta tarde, e seguiu para o segundo andar do Palácio do Planalto para visitar o Centro de Operações da Casa, comandado por Braga Netto. Na sequência, foi para o terceiro andar, onde fica o gabinete do presidente da República.

"Deveríamos fazer esse debate em conjunto olhando o que temos de convergência", disse Maia sobre a conversa com Bolsonaro.

Maia afirmou ainda que demorou algumas semanas para responder o convite para o encontro com Bolsonaro, mas disse que sua obrigação, como presidente da Câmara, era manter o diálogo. "Foi esse o objetivo, mostrar que queremos soluções para os problemas dos brasileiros", disse. "Conflitos, brigas geram insegurança e perda da confiança da sociedade", afirmou.


(Foto: O Globo)
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