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Guedes tenta avançar na pasta do Meio AmbienteGuedes usou o argumento de que "tem dinheiro" para que os fiscais façam ações de supervisão contra o desmate

O ministro Paulo Guedes (Economia) quase conseguiu a cabeça de um colega da Esplanada, Ricardo Salles (Meio Ambiente).Guedes voltou de Davos (Suíça), onde participou do Fórum Econômico Mundial, extremamente inquieto com a recepção de investidores estrangeiros a seus apelos para que injetassem dinheiro no Brasil.

O evento aconteceu no fim de janeiro na famosa estação de esqui suíça.Hoje, o superministro da Economia se vê envolto em outros desafios, como acalmar o Congresso na disputa por controle de parte do Orçamento da União e fazer andar sua agenda econômica.Nesse contexto, além da preocupação com a articulação política para implementar as reformas econômicas, um dos motivos alegados por investidores para segurar os investimentos foram as dúvidas em relação à política ambiental do governo Jair Bolsonaro.

Salles, que chegou ao governo por indicação da bancada do agronegócio, tem uma visão sobre o ambiente alinhada com a do presidente.Para ambos, muitas áreas de proteção poderiam ser exploradas economicamente, ajudando no crescimento do país. No lançamento do Conselho da Amazônia, no dia 11 deste mês, por exemplo, Bolsonaro afirmou que havia muita "terra para pouco índio".Ainda assim, e apesar das falas do presidente, Salles foi identificado como o grande responsável pelo mau humor do empresariado estrangeiro para com o Brasil, em especial pelo que consideram política ambiental desastrosa do governo federal.Em um ano, foram muitos os episódios que provocaram desconfiança dos investidores em relação à gestão ambiental do ministro, entre eles as queimadas e o desmatamento recorde na Amazônia.

O discurso reativo de Salles também foi criticado.O ministro publicamente já defendeu proposta de cobrar dinheiro de países desenvolvidos para compensar a adoção de políticas ambientais mais sustentáveis pelo Brasil.O feedback dos estrangeiros desagradou ao ministro da Economia. Guedes voltou ao Brasil disposto a melhorar a imagem que os empresários têm da política ambiental de Bolsonaro.O próprio Guedes tem, em sua equipe, uma área dedicada à sustentabilidade, inclusive no texto com sugestões à reforma tributária que deve ser enviado pelo governo ao Congresso em algum momento.

De acordo com relatos feitos à Folha, Guedes voltou do fórum determinado a promover ações que melhorem a imagem do Brasil no exterior.Ele teria até passado por cima de Salles ao dar ordens ao Ibama para enviar equipes de fiscalização à Amazônia. Guedes usou o argumento de que "tem dinheiro" para que os fiscais façam ações de supervisão contra o desmate.Salles, ao saber da intervenção no Meio Ambiente, ficou irritado e reagiu. Ele lembrou a Guedes que a pasta não está sob os domínios da Economia.


(Foto: Folha de São Paulo)
Mandetta continua, por enquanto, no governoA possibilidade de exoneração do ministro da Saúde permanece devido a divergências com Bolsonaro

O ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta esteve na marca do pênalti hoje durante todo o dia. O presidente Jair Bolsonaro já tinha se decidido pela exoneração do principal nome do governo no combate ao coronavírus, mas segundo a revista Veja no final da tarde foi convencido por militares, como os ministros Walter Braga Netto (Casa Civil) e Luiz Eduardo Ramos (Governo), de que a melhor decisão seria manter o ministro por enquanto. 

Mandetta balançou, mas por enquanto, não caiu. A possibilidade de exoneração, no entanto, continua forte. Mandetta bateu de frente com Bolsonaro principalmente por causa da questão da quarentena ampla, que o ministro e as principais autoridades de saúde do mundo defendem, entre elas a Organização Mundial da Saúde (OMS), que lidera os esforços mundiais de combate à pandemia.

Bolsonaro prefere flexibilizar o isolamento social por acreditar que a adoção da quarentena vai “quebrar” a economia do país e provocar caos social, o que pode ferir de morte o seu governo.

O deputado federal Osmar Terra, ex-ministro da Cidadania, é apontado como favorito a ocupar o cargo. Terra, inclusive, já teria ligado para alguns governadores para anunciar a decisão do presidente.

Terra, que foi ministro da Cidadania até fevereiro deste ano, tem defendido nos últimos dias posição contrária à de Mandetta na questão do isolamento social – alega que a medida não resolve e pode prejudicar a economia, mesma tese defendida pelo presidente.

A mais recente pesquisa Datafolha havia apontado que entre os brasileiros que declararam ter votado em Jair Bolsonaro no segundo turno da última corrida presidencial, 82% classificaram como ótimo ou bom o trabalho da pasta comandada pelo médico e atual ministro Mandetta.


(Foto: Veja)
RN tem sexta maior incidência de casos de coronavírusTaxa de ocorrência de contaminação por Covid-19 no estado potiguar é superior à nacional

O Rio Grande do Norte é o sexto estado do país em incidência de novo coronavírus. De acordo com o Ministério da Saúde, o estado potiguar tem sete casos de contaminação do vírus por 100 mil habitantes. A taxa nacional é de 5,7

A informação foi repassada durante a entrevista coletiva concedida pelo MS na tarde desta segunda-feira (6). Segundo os dados do ministério, a situação do Rio Grande do Norte em relação à Covid-19 é de “atenção”.

De acordo com Wanderson Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde do MS, os estados que atingem coeficiente superior à taxa nacional com mais de 50% do valor dela se enquadram em situação de emergência. Atualmente é o caso do Distrito Federal (15,5), Amazonas (12,6), Ceará (11), São Paulo (10,5) e Rio de Janeiro (8,4).

Ainda segundo Oliveira, quando a taxa da unidade federativa é maior, porém não 50% a mais da nacional, a situação é de atenção. Além de Rio Grande do Norte (7), também se enquadra nessa medida o estado de Roraima (6,7).

O painel de monitoramento dos casos de coronavírus da Fiocruz Bahia projeta que o Rio Grande do Norte pode aumentar em 352% o número de casos confirmados no estado em uma semana. Isso significa que o RN poderia chegar a 1.113 casos na próxima segunda-feira (13), de acordo com o estudo.

Atualmente o Rio Grande do Norte tem 246 casos confirmados. Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (Sesap) em boletim divulgado nesta segunda-feira (6). Ao todo, são sete óbitos pela Covid-19. Com informações do G1 RN.


(Foto: Divulgação)
Renúncia não é opção para maioria dos brasileirosPara apenas 33% dos entrevistados, a gestão da crise sanitária é avaliada de forma positiva (boa ou ótima)

Um levantamento do Datafolha, divulgado neste domingo, 5, mostra que 59% dos brasileiros são contra uma renúncia do presidente Jair Bolsonaro em meio ao combate à pandemia pela covid-19. Outros 37% são a favor, conforme vem sendo pedido por políticos da oposição. Outros 4% não sabem dizer.

Para apenas 33% dos entrevistados, a gestão da crise sanitária é avaliada de forma positiva (boa ou ótima). Apesar de a minoria dos respondentes ter essa avaliação, a maioria acredita que o presidente tem condições de seguir liderando o País. Segundo o levantamento, 52% dos brasileiros entendem que Bolsonaro continua com capacidade de governar; 44% disseram que não e 4% afirmaram que não sabem. Nessa questão, a avaliação positiva é maior que a média entre empresários (65%) e entre moradores da região Sul (62%).

A pesquisa trouxe que a renúncia de Bolsonaro tem maior apoio entre os jovens (44%), mulheres (42%), os que têm até o ensino fundamental (40%) e também para quem tem renda acima de 10 salários mínimos (39%)

O Datafolha ouviu 1.511 pessoas por telefone entre os dias 1 e 3 de abril. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos.


(Foto: IG)
RN vai disponibilizar máscaras feitas no SertãoO governo do Rio Grande do Norte e a Guararapes anunciam a disponibilização de máscaras produzidas nas oficinas do programa Pró-Sertão

Para garantir máscaras para a população em tempos da pandemia do novo coronavirus, o governo do Rio Grande do Norte está anunciando a disponibilização do equipamento, de grande utilidade, a partir de sua fabricação nas oficinas do programa Pró-Sertão, existente no sertão do estado.

O informe governamental diz que em conversa por meio de videoconferência ocorrida na sexta-feira (13), entre o secretário Jaime Calado (Sedec), o diretor industrial da Guararapes, Jairo Amorim, e representantes do setor produtivo, ficou acertada a viabilização e distribuição de 7 milhões de máscaras para uso exclusivo da população.

Serão acionadas, para dar conta da grande encomenda, as 78 oficinas de costura do programa Pró-Sertão. Cada oficina com a capacidade para produzir 8.400 máscaras por dia. As máscaras serão feitas de malha, seguindo as orientações do Ministério da Saúde.

"É um projeto que une o útil ao agradável: primeiro pela questão da utilização deste parque fabril no interior que está parado e deixa tão vulneráveis milhares de famílias que dependem dessa operação; segundo porque o produto que agora se propõe a fazer é um produto que responde a uma ação humanitária", afirma Jairo Amorim, diretor da Guararapes, maior empresa de confecções do país e âncora do programa Pró-Sertão.


Jairo Amorim, diretor industrial da Guararapes (Foto: José Aldenir/Agora RN)
Podcast: A popularidade que divide o Governo BolsonaroEm meio a crise da pandemia do coronavírus, popularidade do ministro da Saúde é o dobro da presidencial

O portal Foco Nordeste inicia série de podcasts sobre os principais temas da atualidade. Em sua primeira edição, Isaías Paiva e Danilo Bezerra analisam o impacto da pesquisa de popularidade que apontou o ministro Henrique Mandetta com uma avaliação maior do que o dobro dos índices alcançados pelo presidente Jair Bolsonaro. Clique e ouça nossa análise. 


(Foto: O Globo)

Aprovação de Mandetta é maior do que o dobro de BolsonaroReprovação da ação do presidente na crise vai a 39%; 57% concordam com Doria sobre recomendações

A aprovação da condução da crise do novo coronavírus pelo Ministério da Saúde disparou, e já é mais do que o dobro da registrada por Jair Bolsonaro. Governadores e prefeitos também têm avaliação superior à do presidente.

É o que revela pesquisa do Datafolha feita de quarta (1º) até esta sexta (3). O levantamento ouviu 1.511 pessoas por telefone, para evitar contato pessoal, e tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou menos.

Na rodada anterior, feita de 18 a 20 de março, a pasta conduzida por Luiz Henrique Mandetta tinha uma aprovação de 55%. Agora, o número saltou para 76%, enquanto a reprovação caiu de 12% para 5%. Foi de 31% para 18% o número daqueles que veem um trabalho regular da Saúde.

Já o presidente viu sua reprovação na emergência sanitária subir de 33% para 39%, crescimento no limite da margem de erro. A aprovação segue estável (33% ante 35%), assim como a avaliação regular (26% para 25%).

Nessa duas semanas entre as pesquisas, Bolsonaro antagonizou-se com Mandetta em diversas ocasiões. Contrariando a recomendação internacional seguida pelo ministro, insistiu que o isolamento social não é medida salutar para conter o contágio do Sars-CoV-2.

Chegou a fazer pronunciamento em rede nacional na semana passada para fazer a defesa da abertura do comércio e foi pessoalmente visitar ambulantes no entorno de Brasília. Após uma tentativa de enquadramento por parte da ala militar do governo, modulou seu discurso e fez nova fala, na terça (31), mais ponderada.

Na quinta (2), contudo, voltou a criticar Mandetta em entrevista. Durante o período, panelaços contra o presidente se tornaram frequentes em grandes cidades, o que se espelha na sua reprovação mais alta em regiões metropolitanas: 46% de ruim ou péssimo.

Bolsonaro é pior avaliado por mulheres (43% de reprovação), pessoas com curso superior (50%) e mais ricos (acima de 10 salários mínimos mensais, 46%).

A erosão entre instruídos e mais abastados, antes bases bolsonaristas, manteve o padrão da pesquisa anterior. Jovens (16 a 24 anos, 45% de ruim/péssimo) e ouvidos de 25 a 34 anos (47%) são os que mais o rejeitam. A aprovação geral, ainda que não seja comparável metodologicamente a pesquisas presenciais anteriores, vai em linha com o suporte geral do presidente no eleitorado.

A sucessão de ordens e contraordens na gestão da crise cobra um preço. Para 51%, Bolsonaro mais atrapalha do que ajuda no combate ao vírus. Pensam o contrário 40%.


(Foto: O Globo)
Brasil terá falta de leitos mesmo em cenário mais otimistaEspecialistas dizem que como a epidemia ainda está em estágio inicial no Brasil, é cedo para previsões seguras sobre sua evolução

O avanço do coronavírus submeterá os hospitais brasileiros a pressões significativas mesmo se o contágio da população evoluir de forma lenta nos próximos meses, sugerem projeções de pesquisadores que estudam o impacto potencial da doença no sistema de saúde pública.

Como a epidemia ainda está em estágio inicial no Brasil, é cedo para previsões seguras sobre sua evolução, dizem os especialistas. Mas os estudos em andamento podem ajudar a identificar áreas despreparadas para lidar com a disseminação do vírus e a acelerada multiplicação de casos.

Cálculos de um grupo ligado ao Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) indicam que grande parte dos municípios teria dificuldades mesmo com taxas de infecção relativamente baixas se a contaminação aumentar muito rapidamente.

Num cenário em que 0,1% da população contrairia o vírus em um mês, os pesquisadores mineiros preveem que faltariam leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) para o atendimento dos casos mais graves em 44% das regiões em que o Sistema Único de Saúde (SUS) agrupa os municípios do país.

Uma taxa de infecção de 0,1% será alcançada no Brasil quando 210 mil pessoas tiverem contraído o novo coronavírus. As estatísticas do Ministério da Saúde apontam 7.910 casos confirmados até esta quinta (2), mas há evidências de que muitos casos não têm sido notificados por falta de testes.

Com base na experiência de países atingidos antes pela pandemia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que 14% das pessoas infectadas pelo coronavírus precisarão de internação hospitalar e ao menos 5% precisarão de atenção maior e de equipamentos das UTIs.

Num cenário mais pessimista, em que o contágio atingiria 1% da população em um mês, os hospitais de 95% das regiões ficariam sobrecarregados, sem leitos para os casos mais graves, diz o grupo da UFMG. Em 51% das regiões, também não haveria aparelhos de ventilação pulmonar suficientes para auxiliar os doentes. Com informações da Folha de São Paulo. 


(Foto: G1)
Reprovação ao governo Bolsonaro cresce e chega a 42%Em março a avaliação ruim ou péssima era de 36%

Areprovação ao governo do presidente da República, Jair Bolsonaro, atingiu 42% em abril, depois de alcançar 36% em março, de acordo com edição extra da "Pesquisa XP com a População", realizada pela instituição em parceria com o instituto Ipespe. É o maior nível de avaliações ruins ou péssimas desde o início do mandato, mas ainda estável no limite da margem de erro da pesquisa, de 3,2 pontos porcentuais.

A proporção da população que avalia o governo como "ótimo ou bom" caiu de 30% para 28% no período, também estável dentro da margem.

Nominalmente, é a primeira vez que a taxa fica abaixo do nível dos 30%.

A pesquisa incluiu um questionário especial sobre a pandemia do coronavírus no País. A atuação de Bolsonaro no combate ao vírus foi considerada "ruim ou péssima" por 44% da população, enquanto 29% enxergaram o desempenho do presidente como "ótimo ou bom" e 21%, como "regular".

Ele tem a avaliação mais negativa entre todos os atores pesquisados. A aprovação da atuação do presidente está empatada na margem de erro com a do Congresso (30%), da população (34%), e do Supremo Tribunal Federal (29%), mas bem abaixo da do ministro da Saúde, Henrique Mandetta (68%), dos governadores (59%), do ministro da Economia, Paulo Guedes (37%) e dos profissionais da saúde (87%).

A pesquisa também captou deterioração nas expectativas para o restante do mandato de Bolsonaro.

A proporção da população que espera que o governo dele seja "ruim ou péssimo" avançou de 33% para 37%, enquanto a avaliação "ótima ou boa" recuou de 38% para 34%.

"O que estamos vendo é que Bolsonaro mantém esse núcleo de apoio em torno de 30% e isso é o que ele precisa para chegar até 2022. Não esperamos mudança no comportamento dele", disse o head de Macro Sales e Análise Política da XP, Richard Back, em webinário de divulgação da pesquisa.

Ao mesmo tempo, a avaliação dos governadores disparou e a proporção que considera os governos dos chefes de Estados como positiva subiu de 26% para 44%, enquanto a avaliação negativa derreteu de 27% para 15%.

A pesquisa ouviu 1.000 pessoas, por telefone, entre os dias 30 de março e primeiro de abril.

A amostragem leva em conta sexo, região, idade, tipo de cidade, religião, porte do município, ocupação, nível educacional e renda.


(Foto: Estado de São Paulo)
Empresa poderá reduzir salários. Governo fará complementoMedida provisória permitirá que empresas reduzam salários em até 70%, com o governo federal garantindo o complento

Medida provisória (MP) detalhada nesta quarta-feira (1º) irá permitir que as empresas possam reduzir salários e jornadas de trabalho de seus funcionários. A redução de salários podem chegar a 70%, com o governo garantindo ao trabalhador o complemento tendo como base o valor do seguro-desemprego.

O número de pessoas que sofrerá alguma redução salarial é estimado pelo governo federal em cerca de 24,5 milhões. As estimativas da equipe econômica do governo federal é de que pelas regras da medida provisória sejam evitadas as demissões de cerca de 8,5 milhões de brasileiros trabalhadores.

A estimativa é de um custo da ordem de R$ 51 bilhões. Pelas novas regras existirão três possibilidades de cortes salarial de acordo com a redução proporcional de carga horária do trabalhador que variarão de 25%, 50% e 70%.


Bolsonaro e Paulo Guedes
Bolsonaro fala com Trump sobre suspensão de voos dos EUAA Casa Branca apresentou na terça-feira projeções sombrias sobre o avanço do coronavírus nos EUA

Em posições opostas no enfrentamento ao coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse ter conversado nesta quarta-feira (1º) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.Na terça-feira (31), Trump disse que considera suspender os voos do Brasil que chegam aos EUA para tentar conter o avanço da pandemia.

"Nesta manhã tive contato telefônico com o presidente dos EUA, Donald Trump, onde trocamos informações sobre o impacto do coronavírus, bem como experiências no uso da hidroxicloroquina. Na oportunidade reafirmamos a solidariedade mútua entre os dois países", escreveu Bolsonaro em uma rede social.

O presidente brasileiro divulgou uma foto em que aparece ao lado do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e do almirante Flávio Rocha, secretário de Assuntos Estratégicos.Trump e Bolsonaro vinham adotando comportamento semelhante no início da crise do coronavírus. Depois, porém, enquanto o mandatário brasileiro prosseguiu na mesma toada, o seu colega americano mudou completamente de posição.

Na terça-feira, Trump evitou comentar o comportamento de Jair Bolsonaro diante da crise do coronavírus, mas disse que considera suspender os voos do Brasil que chegam aos EUA para tentar conter o avanço da Covid-19.Durante entrevista coletiva na Casa Branca, Trump foi questionado sobre novas restrições de voos a países estrangeiros por um repórter que citou a negativa do brasileiro em impor restrições à circulação de pessoas.

Trump não respondeu sobre a posição de Bolsonaro, mas afirmou que estuda a possibilidade de bloquear os voos."Estamos observando muitos países e suas posições. O Brasil, você mencionou o presidente. O Brasil não tinha problema até há pouco tempo. Agora os números estão subindo e, sim, estamos considerando um veto [de viagens]", afirmou Trump.

A Casa Branca apresentou na terça-feira projeções sombrias sobre o avanço do coronavírus nos EUA e indicou que 100 mil a 240 mil pessoas devem morrer no país nos próximos meses, mesmo com a adoção de medidas de distanciamento social.

Essa foi a primeira vez desde o início da pandemia que a força-tarefa do governo Donald Trump apresentou números oficiais sobre o impacto do novo vírus na vida dos americanos e conferiu um tom mais sóbrio e realista ao presidente, que diversas vezes chegou a minimizar a crise.

As previsões acontecem no dia em que os EUA registraram mais de 3.700 mortes -785 somente nesta terça- e ultrapassaram a China em número de vítimas confirmadas do coronavírus.


(Foto: Reuters)
Pandemia: Jovem de 23 anos é segunda vítima no RNO óbito foi o primeiro motivado pelo novo coronavirus registrado em Natal

Entre a primeira consulta no dia 24 e a internação no dia 26, Matheus Aciole, primeira vítima do coronavírus em Natal, teve uma evolução repentina de um quadro leve de sintomas para a falta de ar. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS), Matheus estava apenas com tosse seca e febre baixa da primeira vez em que procurou um hospital, no dia 24 de março. Foi medicado contra febre, teve a recomendação da quarentena e dois dias depois estava com falta de ar, febre mais forte e tosse.

A SMS afirma que o protocolo adotado pelo hospital foi correto, já que Matheus, no primeiro dia, não apresentava sintomas mais graves e recebeu a recomendação de voltar a procurar o hospital caso tivesse evolução do quadro clínico.

Com a piora do quadro, Matheus procurou o Hospital Giselda Trigueiro, referência para os casos de coronavírus, e foi direcionado para a rede particular de saúde para ser internado. Ele já era considerado suspeito por causa dos sintomas. Apesar de não ter viajado e não ter tido contato com outros casos suspeitos, a suspeita decorre do estado de transmissão sustentada que o coronavírus atinge em todo Brasil. 

Ainda segundo a SMS, o jovem de 23 anos ficou entre os dias 26 e 28 internado com o auxílio de respiradores. No dia 28, ele foi entubado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Nesta terça-feira, 31, faleceu e se tornou a vítima mais jovem do coronavírus no Brasil.

A família de Matheus já estava em isolamento desde que ele foi considerado suspeito da doença e segue em quarentena, apesar da morte do filho. A mãe dele chegou a apresentar sintomas, mas leves. Apenas ela, o pai e o irmão de Matheus, Maxwell Aciole, tiveram a chance de se despedir.

O restante da família lamenta as circunstâncias da morte do jovem principalmente pela impossibilidade de uma despedida. "Matheus se foi da pior maneira possível, nossa família sempre foi muito presente e nesse momento não podemos nem estar perto uns dos outros, isso é muito triste. Matheus não pôde ter o velório que ele merecia, que seria lotado de pessoas que o amavam, porque ele era muito amado, muito", afirmou a prima Amanda Aciole. Com informações da Tribuna do Norte.


(Foto: Redes Sociais)
Dólar fecha a R$ 5,26 e volta a bater recorde nominalO índice Ibovespa, da B3, a bolsa de valores brasileira, fechou esta quarta-feira (1º) aos 70.967 pontos, com queda de 2,81%.

Em mais um dia de pânico nos mercados globais, a bolsa de valores caiu quase 3% e voltou aos níveis da semana passada. O dólar superou os R$ 5,26 e voltou a fechar no maior valor nominal desde a criação do real.

O dólar comercial encerrou a quarta-feira (1º) vendido a R$ 5,261, com alta de R$ 0,067 (+1,29%), na maior cotação nominal desde a criação do real. A divisa começou o dia vendida em torno de R$ 5,24 e chegou a R$ 5,27, antes de o Banco Central (BC) intervir no mercado.

A autoridade monetária vendeu US$ 645 milhões das reservas internacionais. O BC também rolou (renovou) US$ 500 milhões em contratos de swap cambial – equivalentes à venda de dólares no mercado futuro – que venceriam em maio. A divisa acumula alta de 31,11% em 2020.

O índice Ibovespa, da B3, a bolsa de valores brasileira, fechou esta quarta-feira (1º) aos 70.967 pontos, com queda de 2,81%. No ano, o indicador acumula queda de 38,63%. O índice seguiu o exterior, afetado com as perspectivas de que a economia dos Estados Unidos seja mais afetada pela pandemia de coronavírus do que o previsto. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, encerrou o dia com queda de 4,44%.

Há várias semanas, os mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia de coronavírus. As interrupções na atividade econômica associadas à restrição de atividades sociais travam a produção e o consumo, provocando instabilidades.

A intensificação da guerra de preços do petróleo entre Arábia Saudita e Rússia deu uma trégua nesta quarta-feira. Os dois países estão aumentando a produção de petróleo, o que tem provocado uma queda mundial nos preços.

Depois de cair para US$ 22,74 ontem (31) e atingir o menor nível desde 2002, a cotação do barril do tipo Brent estava em US$ 25,61 por volta das 18h de hoje. A alta contribuiu para que as ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa, subissem. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) valorizaram-se 0,5% nesta quarta. Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendosa subiram 2,22%.

Com informação: Agência Brasil.


(Foto: Reuters)
Número de óbitos por Covid-19 no Brasil sobe para 241Já o número de infecção pelo novo coronavírus no país subiu para 6.836

O número de casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus no país subiu para 6.836 nesta quarta-feira (1°), de acordo com os dados mais recentes do Ministério da Saúde. O número de óbitos por covid-19 chegou a 241.

Ontem, o país contabilizava 201 óbitos e 5.717 casos confirmados da doença.

Na manhã desta quarta-feira (1°), o governo brasileiro anunciou cerca de R$ 200 bilhões em medidas para socorrer trabalhadores e empresas e ajudar estados e municípios no enfrentamento aos efeitos da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

Em pronunciamento à imprensa no Palácio do Planalto, Bolsonaro explicou que, de hoje para amanhã, serão editadas três medidas provisórias (MP) e sancionado o projeto que prevê o auxílio emergencial de R$ 600 para trabalhadores informais, autônomos e sem renda fixa.

Também na manhã de hoje, foi publicada, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), a Medida Provisória (MP) 933/2020, que suspende por 60 dias o reajuste anual de preços de medicamentos para o ano de 2020. Com a suspensão, que entrou em vigor ontem (31), o aumento só poderá ser realizado a partir de 1° junho.


(Foto: O Globo)
Bolsonaro tira de contexto fala de diretor da OMSA posição do diretor-geral também é defendida por outros diretores da OMS, como Mike Ryan, diretor-executivo do programa de emergências sanitárias

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta terça (31) que o diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde) teria voltado atrás e dito que as pessoas "têm que trabalhar". "Ele estava um pouco constrangido, parece, mas falou a verdade. Eu achei excepcional a palavra dele", ironizou. No entanto, Bolsonaro tirou de contexto a fala de Tedros Adhanom.

A frase completa de Tedros Adhanom é: "Cada indivíduo é importante, cada indivíduo é afetado pelas nossas ações. Qualquer país pode ter trabalhadores que precisam trabalhar para ter o pão de cada dia. Isso precisa ser levado em conta".

No mesmo discurso, ele reiterou a importância do isolamento social para a prevenção contra o coronavírus e disse que os países que adotarem quarentena como uma das formas de conter a disseminação do coronavírus devem respeitar a dignidade e bem-estar dos cidadãos.

A posição do diretor-geral também é defendida por outros diretores da OMS, como Mike Ryan, diretor-executivo do programa de emergências sanitárias.Ainda na segunda, Ryan e outros representantes da organização afirmaram que políticas de restrições de movimento são uma medida lamentável, mas a única possível em um momento como o atual.

"Essas medidas não são fáceis e estão machucando as pessoas. Mas a alternativa é ainda pior", disse Ryan. Os representantes da OMS também afirmaram que é preciso ser transparente com a população ao tomar tais medidas.


(Foto: Istoé Dinheiro)
Bolsonaro diz que Estados não podem impor isolamentoO presidente disse tratar da questão da doença, da preservação da vida e do emprego simultaneamente.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a criticar as políticas de contenção à proliferação do novo coronavírus, defendida por governadores brasileiros, em especial, a recomendação de quarentena. Segundo Bolsonaro, em entrevista à Rede TV!, "não se pode impor isolamento como alguns Estados fizeram de forma quase eterna".

"Parece que há interesse por parte de alguns governadores de inflar o número de vitimados do vírus. Daria mais respaldo pra ele, pra justificar as medidas que eles tomara", defendeu Bolsonaro.

Para o presidente, há restrições a uma "quarentena maior que esta aí porque esse pessoal vai ter dificuldade para sobreviver". Bolsonaro disse tratar "da questão da doença, da preservação da vida e do emprego simultaneamente".

"O que o povo mais pede é para voltar a trabalhar", disse Bolsonaro relatando a conversa que teve com populares durante visita feita à Ceilândia (DF), no domingo. Segundo afirmou Bolsonaro, que desconsiderou as recomendações de isolamento defendidas pelo Ministério da Saúde: "Não houve nada preparado da minha parte para que houvesse gente na rua ontem."

Idade

Bolsonaro disse que "se (a covid-19) fosse algo terrivelmente mortal para mim, talvez não estivesse na rua". Em entrevista à Rede TV!, o presidente afirmou que "o H1N1 foi muito mais terrível e não trouxe esse pânico para nós".

Bolsonaro ainda lembrou do atentado em Juiz de Fora e disse: "Se o vírus pegar em mim, não vou sentir quase nada". "Fui atleta e levei facada", recordou. De acordo com o presidente, a estimativa é de que "pelo menos 60% da população vai contrair o vírus". "O que o governo está tentando fazer é que nem todos peguem ao mesmo tempo", disse.


(Foto: Istoé Dinheiro)
Pandemia: primeira morte no RN é de professor da UernProfessor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), diabético, é a primeira vítima do novo coronavirus no RN

O professor Luiz Di Souza, 61 anos, lotado no Departamento de Química da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), é a primeira morte pelo novo coronavirus no RN.

Segundo a Secretaria de Saúde do RN, Luiz Di Souza deu entrada em um hospital particular na cidade de Mossoró, no dia 21 deste mês, com sintomas e histórico de ter mantido contato com caso suspeito da doença. O professor, que tem histórico de diabetes, teve a confirmação do coronavirus na sexta-feira (27) e veio a falecer na noite desse sábado (28).


Professor Luiz Di Souza (Foto: montagem O Mossoroense)
Trump avalia quarentena obrigatória em Nova YorkHá chance de nós fazermos algo curto de duas semanas, disse o presidente dos EUA.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse neste sábado (28) que avalia determinar quarentena obrigatória em Nova York, em New Jersey e partes Connecticut para conter a o avanço do novo coronavírus.

Os EUA passaram a ser o epicentro mundial da pandemia de coronavírus nos últimos dias e superaram o número de 100 mil casos confirmados. Nova York é o estado mais afetado, com cerca de metade dos casos.

O estado de Nova York já tinha uma determinação local para as pessoas evitarem sair de casa além de atividades essenciais, mas esta determinação obrigatória determinada pelo governo nacional poderia ser uma medida mais radical, mas ela não foi detalhada.

“Algumas pessoas gostariam de ver Nova York em quarentena porque é um foco — Nova York, New Jersey, talvez um ou outro lugar, algumas partes de Connecticut em quarentana", ele disse do lado de fora da Casa Branca.

"Estou pensando nisso agora. Talvez a gente não precise fazer isso, mas há a chance de em algum momento nós fazermos uma quarentena - algo curto de duas semanas de Nova York e provavelmente Nova Jersey e partes de Connecticut", Trump disse.


(Foto: Reuters)
Brasil registra 111 mortes e 3.904 casos de coronavírusNúmero saltou 17% na relação com quinta-feira; São Paulo registra mais mortes

O número de mortes pelo novo coronavírus no Brasil subiu para 111 neste sábado (28), segundo dados do Ministério da Saúde. Até sexta-feira (27), eram 92 mortes.

O país registra 3.904 casos neste sábado (28) —com relação aos casos confirmados, a mortalidade da doença é de 2,9% no país. O número de registros representa um salto de 17% com relação à quinta-feira, quando eram 3.417 casos.

No mundo, são 30 mil mortes.

São Paulo é o estado com maior número de infectados, com 1.406 pessoas infectadas, contra 1.223 da sexta. O Rio de Janeiro aparece na sequência, com 558.

Só em São Paulo morreram 84 pessoas; outras 13 morreram no Rio de Janeiro. ​

Houve registro ainda de mortes no Amazonas (1), Ceará (4), Pernambuco (5), Piauí (1), Goiás (1), Paraná (2), Rio Grande do Sul (2) e Santa Catarina (1).


(Foto: Istoé Dinheiro)
Maia propõe auxílio de R$ 500 a trabalhador informalPlenário aprecia a proposta de auxílio durante crise do coronavírus

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira (26) que o valor do auxílio mensal a ser pago aos trabalhadores autônomos, informais e sem renda fixa durante a crise provocada pela pandemia de coronavírus pode ser de R$ 500. O valor é maior do que o pagamento de R$ 200 mensais previstos pelo governo federal. O plenário da Casa está reunido neste momento para apreciar a proposta. 

Segundo Maia, o auxílio referente ao valor de meio salário-mínimo (atualmente em R$ 1.039) deve ser pago por três meses e terá um impacto fiscal estimado entre R$ 10 bilhões e R$ 12 bilhões. Sem projeto enviado pelo Executivo, a Câmara vai analisar um projeto de lei de 2017 para renda emergencial, de autoria do deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG). Inicialmente, a medida fixava outros parâmetros, além da renda per capita de uma família, para caracterizar a situação de vulnerabilidade social que permite à pessoa com deficiência e ao idoso receberem o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

“O que está se construindo é um valor da ordem de R$ 500, é o que o parlamento está trabalhando”, disse Maia. “A nossa opinião é que esse valor vai gerar um impacto a mais de R$ 10 bilhões, R$ 12 bilhões. Mas em relação ao que o Brasil precisa investir, garantir à sociedade brasileira, é muito pouco”.

Maia argumentou que o valor pago aos profissionais informais deve ser reavaliado após três meses e ser mantido caso ainda haja necessidade. 

“Não é possível que a gente não possa garantir aos trabalhadores informais uma renda por esse período de três meses e avaliando esse cenário a cada semana, porque isso é um cenário de guerra. É importante que a gente possa aplicar os recursos [públicos] também na sociedade brasileira”, disse o presidente da Câmara.


Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputado
Covid-19: RN chega a 19 casos positivos e 1.125 suspeitosOS casos estão distribuídos nas cidades de Natal (13), Parnamirim (4) e Mossoró (2).

A Sesap confirma, nesta quinta-feira (26), 19 casos de coronavírus no Estado, 13 em Natal, quatro em Parnamirim e dois em Mossoró.

De acordo com o boletim epidemiológico, o número de casos suspeitos subiu para 1125, sendo 26 casos de pessoas residentes em outras regiões do país. Até o momento, foram 153 descartados.

Das cinco confirmações, uma é de Mossoró e quatro de Natal. No município do Oeste, a confirmação é de uma paciente de 25 anos. Já na capital, foram registradas confirmações do novo coronavírus em duas mulheres (42 e 32 anos) e dois homens (72 e 36 anos).

Com os cinco novos casos, as confirmações do novo coronavírus (COVID-19) no Estado estão distribuídas nas cidades de Natal (13), Parnamirim (4) e Mossoró (2).


(Foto: Danilo Bezerra)
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