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Governo do RN propõe previdência com alíquota crescenteEsta ainda não é a proposta oficial do Poder Executivo do Estado, já que foi aberto o prazo até próximo dia 17 para os servidores darem sua contribuição.

O Governo do Rio Grande do Norte apresentou nesta segunda-feira (2) uma proposta de reforma previdenciária para os servidores estaduais com aplicação de uma alíquota crescente chegando ao teto de 18%. De acordo com a proposição, a alíquota de 11% aplicada atualmente para quem ganha até R$ 5.839,45 permanece inalterada. A reforma vale para quem recebe acima desse valor.

Esta ainda não é a proposta oficial do governo, já que foi aberto o prazo até próximo dia 17 para os servidores darem sua contribuição.

Segundo o que apresentou o Grupo de Trabalho Técnico do Executivo, a alíquota cresceria gradativamente da seguinte forma: sobre o valor de até R$ 5.839,45 incide 11%; de R$ 5.839,46 até R$ 10.000,00, incide 14%; de R$ 10.000,01 até R$ 20.000,00, incide 16%; por fim, para quem ganha acima dessa quantia, a alíquota é de 18%.

Ainda de acordo com o que propõe o governo, um mesmo salário seria atingido por múltiplas alíquotas, seguindo a mesma lógica. Nos vencimento de um servidor que recebe R$ 21 mil, por exemplo, sobre o valor de até R$ 5.839,45 incide 11%; de R$ 5.839,46 até R$ 10.000,00, incide 14%; de R$ 10.000,01 até R$ 20.000,00, incide 16%; nos R$ 1 mil restantes de seus vencimentos incidirá a alíquota de 18%.

A reforma da previdência estadual é obrigatória, segundo a determinação da emenda constitucional 103, de 2019, aprovada no âmbito da União. A proposta do grupo técnico também apresentou uma série de alterações, em relação à proposta federal.

É o caso, por exemplo, das regras sobre pensão por morte e cálculo do valor do benefício. A Reforma da Previdência da União obriga o servidor a trabalhar por 40 anos para a integralidade do benefício; no caso da proposta estadual, o tempo permanecerá de 35 anos. Com informações do G1 Rn.


(Foto: Assecom)
RN soma 255 mortes por Covid-19 e 89 esperam por vaga na UTIDe acordo com o secretário de Saúde, Cipriano Maia, a situação de ocupação dos leitos de UTI para Covid-19 segue semelhante à da quarta-feira (27)

A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte atualizou, nesta quinta-feira (28), parte dos números referentes ao enfrentamento ao novo coronavírus no estado. Apesar de ainda não estarem disponíveis dados sobre o número de pessoas contaminadas, foram confirmados mais 13 óbitos em decorrência da Covid-19, que ocorreram entre os dias 16 e 27 de maio. Ao todo, o estado teve 255 mortes confirmadas e possui fila de 89 pessoas aguardando leitos.

De acordo com o secretário de Saúde, Cipriano Maia, a situação de ocupação dos leitos de UTI para Covid-19 segue semelhante à da quarta-feira (27). Mossoró e Natal têm 100% de ocupação, Pau dos Ferros está com 62,5% (com três dos oito leitos de UTI disponíveis) e Caicó teve uma queda na taxa, com a abertura de novos leitos. Dos 22 disponíveis, nove estão ocupados.
Já na regulação dos pacientes, o estado tem nove pacientes considerados prioridade 1 (que necessitam de UTI), 26 na prioridade 2 (necessidade de leitos semi-intensivos) e mais 54 pacientes entre as prioridades 3 e 4 (que precisam de leitos clínicos).


(Foto: Assecom)
Fiz uma nota genérica e houve distorção, diz HelenoSegundo o ministro, uma possibilidade de intervenção militar não resolve nada

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, afirmou nesta quinta-feira, 28, que sua "nota à nação brasileira", publicada na semana passada sobre uma possível apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro, era "genérica" e "neutra" e que houve uma "distorção". Na frente do Palácio da Alvorada, Heleno disse que não citou nomes na nota.

Na sexta-feira (22), de forma procedimental, Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou para análise da Procuradoria Geral da República (PGR) notícias-crime apresentadas por partidos políticos à Corte. Nas notícias-crime os partidos pedem, entre outras providências, a apreensão do celular do presidente.

"Foi uma nota completamente neutra colocando o problema em si, sem citar nomes", disse Heleno. Na nota, o ministro alertou autoridades para "consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional", caso o telefone de Bolsonaro fosse entregue para análise. "Não falei em Forças Armadas, não falei em intervenção militar", assegurou.

O ministro pediu ainda "equilíbrio, harmonia e bom senso" na relação entre os Poderes públicos. "Vamos manter o equilíbrio entre os Poderes, limitar as decisões as atribuições dos respectivos Poderes. É isso que se está pleiteando".

Segundo o ministro, uma possibilidade de intervenção militar não resolve nada e só existe na "cabeça da imprensa". "Não houve esse pensamento (de intervenção) nem da parte do presidente nem dos ministros", disse. Heleno reforçou ainda que "ninguém está prevendo golpe, nada disso". Questionado sobre pedidos de intervenção em manifestações pró-governo, Heleno defendeu que os atos são "livres, espontâneos e permitidos".

"Não se justifica que a maior autoridade do País tenha seu telefone celular apreendido a troco de coisas que não tem o menor sintoma de crime", declarou. Segundo ele, caso ficasse "calado" sobre a possibilidade de apreensão, indicaria estar concordando com a possibilidade de recolher o celular do presidente.


(Foto: Istoé Dinheiro)
Weintraub comparara ação contra fake news com nazismoWeintraub publicou nas redes sociais uma foto de militares nazistas apontando armas para um grupo de judeus com uma mensagem comparando a cena ao Brasil atual

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, voltou a comparar a ação da Polícia Federal no inquérito das fake news com o regime nazista. Na manhã desta quinta-feira, 28, Weintraub publicou nas redes sociais uma foto de militares nazistas apontando armas para um grupo de judeus com uma mensagem comparando a cena ao Brasil atual.

"Primeiro, nos trancaram em casa. Depois, brasileiros honestos buscando trabalho foram algemados. Ontem, 29 famílias tiveram seus lares violados! Sob a mira de armas, pais viram suas crianças e mulheres assustadas terem computadores e celulares apreendidos! Qual o próximo passo?", escreveu o ministro.

O texto é uma clara releitura ao texto "E não sobrou ninguém", do pastor luterano Martin Niemoller. "Primeiro, os nazistas vieram buscar os comunistas, mas, como eu não era comunista, eu me calei. Depois, vieram buscar os judeus, mas, como eu não era judeu, eu não protestei. Então, vieram buscar os sindicalistas, mas, como eu não era sindicalista, eu me calei. Então, eles vieram buscar os católicos e, como eu era protestante, eu me calei. Então, quando vieram me buscar... Já não restava ninguém para protestar", diz o texto do alemão.

Não é a primeira vez que Weintraub compara a operação da PF a episódios vinculados ao holocausto. Na quarta-feira, 27, o ministro escreveu que o dia da operação seria lembrado como "a Noite dos Cristais brasileira". Noite dos Cristais é como ficou conhecida a noite de 9 de novembro de 1938, quando sinagogas, lojas e residências judias foram atacadas na Alemanha. O episódio é considerado um marco no enrijecimento a perseguição do povo judeu pelo regime nazista.

Reações

A mensagem do ministro foi contestada pelo Comitê Judaico Americano, uma das principais organizações da comunidade judaica nos Estados Unidos, que pediu um basta no uso político do Holocausto por autoridades do governo Jair Bolsonaro. "Chega! O reiterado uso político de termos referentes ao Holocausto por oficiais do governo brasileiro é profundamente ofensivo para a comunidade judaica e insulta as vítimas e os sobreviventes do terror nazista. Isso precisa parar imediatamente", disse a associação pelo Twitter, em inglês, na quarta-feira.

A Confederação Israelita do Brasil (Conib) também condenou a comparação de inquérito do STF à Noite dos Cristais feita por Weintraub. "Não há comparação possível entre a Noite dos Cristais, perpetrada pelos nazistas em 1938, e as ações decorrentes de decisão judicial no inquérito do STF, que investiga fake news no Brasil. A Noite dos Cristais, realizada por forças paramilitares nazistas e seus simpatizantes, resultou na morte de centenas de judeus inocentes, na destruição de mais de 250 sinagogas, na depredação de milhares de estabelecimentos comerciais judaicos e no encarceramento e deportação a campos de concentração", disse a Conib.


(Foto: O Globo)
Brasil perde mais de 860 mil empregos formais em abrilOs dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados hoje (27)

As demissões superaram as contratações com carteira assinada em 860.503 postos de trabalho, em abril. Foram 1.459.099 desligamentos e 598.596 contratações. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados hoje (27).

Segundo o Ministério da Economia, os dados mostram que a queda no número de contratações contribuiu de forma expressiva para o saldo negativo de empregos formais.

Enquanto as demissões tiveram um incremento de 17,2%, as admissões caíram 56,5% na comparação com abril de 2019. Em valores nominais, São Paulo teve o pior desempenho, com saldo negativo (mais demissões do que contratações) de 260.902. O estado é seguido por Minas Gerais com 88.298 demissões; Rio de Janeiro, 83.626, e Rio Grande do Sul, 74.686 demissões.

De janeiro a abril de 2020 foram 4.999.981 admissões e 5.763.213 demissões no país, com resultado negativo de 763.232. As admissões caíram 9,6% e as demissões subiram 10,5% no período.

O salário médio real de admissão no Brasil passou de R$ 1.496,92 em abril de 2019 para R$ 1.814,62 no mês passado.

Desde 1º de abril, data da edição pelo governo federal da Medida Provisória 936/2020, que criou o Programa Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda, foram preservados mais de 8,1 milhões de empregos no país, informou o Ministério da Economia. O programa prevê que os trabalhadores que tiverem jornada reduzida ou contrato suspenso e ainda auxílio emergencial para trabalhadores intermitentes com contrato de trabalho formalizado receberão o Benefício Emergencial de Preservação da Renda e do Emprego (BEm).

É a primeira divulgação do Caged após o preenchimento de informações da base de dados passar para o Sistema de Escrituração Fiscal Digital das Obrigações Fiscais Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial). Com a mudança, o cumprimento de 13 obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas fica centralizado em um só sistema.

Uma inovação do Caged é o agrupamento de setores da economia. Até dezembro passado, eram oito: comércio, serviços industriais de utilidade Pública (SIUP), extrativa mineral, administração pública, agropecuária, construção civil, indústria de transformação e serviços.

Com a reformulação do Caged, os dados estarão na mesma divisão feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São eles: comércio, serviços, indústria geral, construção civil e agricultura. No intervalo de janeiro a abril de 2020, a agricultura teve saldo positivo de 10.032 empregos, resultado de 275.464 contratações e 265.432 demissões. O resultado da construção civil ficou negativo em 21.837. Comércio teve saldo negativo de 342.748, serviços resultado negativo de 280.716 e indústria também negativo, em 127.886.

A modalidade de trabalho intermitente teve, no período de janeiro a abril, 49.228 admissões e 35.105 demissões em 2020, o que resultou em saldo positivo 14.123. Já o regime de trabalho parcial registrou 71.044 contratações e 63.334 desligamentos, com resultado de positivo de 7.710 postos de trabalho com carteira assinada.

Somente no mês de abril, o trabalho intermitente chegou ao saldo negativo de 2.375, com 7.291 admissões e 9.666 demissões. No mesmo período, houve 4.881 contratações e 14.029 desligamentos na modalidade de trabalho parcial, com saldo negativo de 9.148.

Após a primeira divulgação do Novo Caged, o ministério definiu um calendário para os próximos dados do emprego formal no país: as informações de maio serão divulgadas no dia 29 de junho; em julho serão divulgados os dados de junho e assim por diante.


(Foto: O Globo)
Planalto comemora investigação contra WitzelO presidente também atribui ao governador fluminense vazamento de informações do processo para atingi-lo

O cumprimento de mandados de busca e apreensão contra o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), foi comemorado no Palácio do Planalto. Na Presidência, a operação é vista como uma resposta a Witzel em duas frentes.

A primeira delas reforça o discurso de Bolsonaro de que governadores fazem o uso político do coronavírus e promovem o "pânico" com medidas de isolamento, que ele rechaça. A busca em endereços ligados ao governador, que teve celulares e computadores apreendidos, também é encarada como uma resposta no âmbito policial.

Bolsonaro acusa Witzel de manipular investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes para implicá-lo. O presidente também atribui ao governador fluminense vazamento de informações do processo para atingi-lo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


(Foto: O Globo)
Movimento do comércio cai 26,6% em abril ante marçoO desempenho do movimento no varejo brasileiro, conforme a Boa Vista, reflete a fragilidade do mercado de trabalho

O índice da Boa Vista que mede o movimento do comércio no Brasil registrou a terceira queda consecutiva em abril e a tendência é de piora, devido aos impactos da quarentena adotada no País para conter a disseminação do novo coronavírus. No quarto mês do ano ante março, o indicador já dessazonalizado recuou 26,6%, acumulando declínio de 1,3% em 12 meses e variação negativa de 6,4% no ano.

O desempenho do movimento no varejo brasileiro, conforme a Boa Vista, reflete a fragilidade do mercado de trabalho, que tem provocado crescimento fraco da renda dos consumidores. Esses fatores, cita a nota, estão sendo duramente impactados pelos efeitos das restrições pela pandemia da covid-19.

"Dadas as adversidades provocadas pela chegada do novo vírus e pelas medidas de isolamento social, pode-se esperar uma piora no emprego e no nível de consumo em 2020", avalia, completando que este cenário, por sua vez, aponta para queda da atividade econômica e do movimento do comércio nos próximos meses.

Segmentos

A categoria de supermercados, alimentos e bebidas foi a única a evitar perdas, ao apresentar leve alta de 0,1% no mês, acumulando 1,6% em 12 meses.

Em abril, o segmento de móveis e eletrodomésticos foi o que registrou a maior queda, de 83,3%, no confronto com março (-13,5%), com ajuste sazonal. No acumulado em 12 meses, o setor passou para o campo negativo, recuando 7,9%.

A categoria de tecidos, vestuários e calçados recuou 2,9% no mês, com a taxa acumulada em 12 meses mostrando elevação de 7%.

Já o setor de combustíveis e lubrificantes apresentou retração de 18,2% em abril, ante março, e recuo de 2,5% no acumulado de 12 meses.


(Foto: Tribuna do Norte)
Por apoio, Bolsonaro amplia exposição e segurançaA maior exposição tem preocupado os integrantes da estrutura responsável pela segurança presidencial

Em busca de apoio popular diante das crises política e sanitária, o presidente Jair Bolsonaro aumentou sua exposição ao público, o que obrigou o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) a reforçar a proteção pessoal do chefe do Executivo e a elevar a rigidez no cumprimento de protocolos de segurança.

Além de aumentar o controle no acesso ao Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente, a equipe tem testado a utilização de drones e feito modificações nos procedimentos adotados no Palácio do Planalto, que passou a ser usado como camarote do presidente.

Apesar dos riscos de contaminação pelo novo coronavírus", Bolsonaro tem feito questão de se aproximar de aglomerações, adotou como novo hábito aparições na rampa do Planalto e tem feito caminhadas na residência oficial, quando se aproxima da área de visitantes.A maior exposição tem preocupado os integrantes da estrutura responsável pela segurança presidencial.

Além do comportamento intempestivo de Bolsonaro, a equipe do presidente identificou o aumento do clima de animosidade ao governo nas redes sociais e de manifestações pontuais contra a atual gestão na frente tanto do Planalto como do Alvorada.

Durante a semana, Bolsonaro criou a rotina de, no meio do expediente, ir ao topo da rampa do Planalto para acenar a apoiadores que se concentram na Praça dos Três Poderes. Questionado em uma dessas ocasiões, respondeu que estava só tomando um ar, embora estivesse com cinegrafista e fotógrafo oficiais.

Nos finais de semana, Bolsonaro aparece no local para estimular a militância que grita palavras de apoio a ele, mas contra o Legislativo, o STF (Supremo Tribunal Federal) e governadores.Nesses momentos, a uma altura de quatro metros, Bolsonaro tem se superexposto diante da praça que mede 120 metros por 220 metros. Para protegê-lo no novo cenário, a segurança presidencial tem se dividido em três grupos.


(Foto: O Globo)
Após divulgação, Bolsonaro publica trecho de lei de abusoAinda não há confirmação se ele vai pousar próximo ao local para acompanhar o ato, mas Bolsonaro postou um vídeo de dentro do helicóptero

O presidente Jair Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada por volta das 11h30 de helicóptero e fez um sobrevoo pela Esplanada dos Ministérios, onde ocorre neste domingo mais uma manifestação pró-governo.

Ainda não há confirmação se ele vai pousar próximo ao local para acompanhar o ato, mas Bolsonaro postou um vídeo de dentro do helicóptero, mostrando a movimentação no local. "Brasília agora. Ordem e progresso", postou o presidente.

Muitos carros ocupam as seis faixas da Esplanada em direção à Praça dos Três Poderes, onde há manifestantes de verde e amarelo em frente ao Palácio do Planalto. Desta vez, no entanto, eles estão na grade de proteção na Praça, mais distantes do Planalto.


(Foto: O Globo)
Bolsonaro e a reunião ministerial da baixariaO Brasil estupefato viu o vídeo de uma reunião ministerial comandada por Bolsonaro que mais parece discussão em botequim de quinta categoria

Sérgio Moro sabia muito o que fazia quando incluiu a reunião ministerial do dia 22 de abril como uma das provas de suas afirmações feitas quando de sua despedida do Ministério da Justiça e Segurança. A reunião não só evidencia o desejo obsessivo do presidente em interferir na Polícia Federal para ter informações, como a espécie de liderança que o Brasil tem hoje.

Moro assistiu constrangido a reunião, o vídeo do fatídico evento comprova isso, e entendeu que aquele autêntico "barraco" reunindo o alto escalão do executivo federal estava direcionado contra ele. Outro ministro, novato no momento, que se sentiu totalmente constrangido e até estupefato com a baixaria da reunião foi o Nelson Teich, então titular da pasta da Saúde.

Na reunião, Moro percebeu isso, o presidente Jair Bolsonaro fez um desabafo por não ter conseguido, até aquele momento, dobrá-lo para que aceitasse interferência na Polícia Federal. Jair Bolsonaro, o que agora se tornou público e notório, costuma falar palavrões quando lhe falta palavra durante uma argumentação, e como isso acontece sempre, os palavrões se multiplicam. Bolsonaro também não tem apreço por ninguém que, de alguma forma, não aceite seus caprichos e não reze em sua cartilha.

A reunião, certamente inusitada em todo o território nacional e na própria arte de se fazer política no Brasil, degenerou a partir do próprio chefe, absolutamente despreparado para argumentar com equiíbrio em defesa do que acredita. O vídeo dela tem um componente de força política imbatível, o de estabelecer junto às pessoas uma aversão pelo Bolsonaro e pelas figuras falantes no verdadeiro "barraco" realizado em plena onda da pandemia do Coronavirus que se alastra pelo país.

Entre essas figuras lamentáveis da reunião, nas quais se incluem o Paulo Guedes, o Abraham Weintraub, o Ricardo Salles, o Onyx Lorenzoni, vale destacar a presença da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, que se sentiu bem cômoda no evento apesar da baixaria predominante. Não apenas se sentiu confortável com os palavrões do presidente e com a baixaria reinante, mas Damares Alves, que é líder evangélica, chegou até a intervir na reunião de forma vibrante pedindo a prisão de governadores e prefeitos que defendem o isolamento social  na crise do coronavirus.


A reunião ministerial da baixaria (Foto: Pleno News)
Lei que suspende validade de concursos no RN é aprovadaDe acordo com o texto, ficarão suspensas as contagens de tempo da validade de concursos realizados que englobem a administração direta e indireta, independente de serem ou não já homologados,

O projeto de lei que suspende imediatamente os prazos de validades dos concursos públicos no Rio Grande do Norte por causa da pandemia do coronavírus foi aprovado nesta quarta-feira (20) na Assembleia Legislativa. A matéria, de autoria do deputado Hermano Morais (PSB) e relatada pelo deputado Souza Neto (PSB), teve aprovação unânime entre os parlamentares durante sessão ordinária remota.

De acordo com o texto, ficarão suspensas as contagens de tempo da validade de concursos realizados que englobem a administração direta e indireta, independente de serem ou não já homologados, em todo o Estado do RN iniciados antes da promulgação do Decreto Legislativo nº 29.534, de 19 de março de 2020, que reconhece o estado de calamidade pública. A recontagem do prazo de validade dos concursos poderá  ser vinculada com o término da vigência do decreto, quando as seleções passam a ter prazos correntes.

“Essa matéria tem causado muita ansiedade entre os aprovados nos concursos e que temem ser prejudicados nas suas respectivas nomeações ao vencer o prazo de validade em breve de alguns certames. Defensoria Pública, Polícia Penal, Saúde e Educação são as áreas que têm os prazos mais próximos do fim. O Estado pode recorrer a esses profissionais assim que precisar em momentos futuros após a retomada da contagem deste tempo após validade do decreto, representando economicidade neste momento de pandemia”, disse Hermano.

No projeto, foi encartada uma emenda aditiva do Coronel Azevedo (PSC) na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) no sentido de garantir a realização de convocações de candidatos, de acordo com eventuais necessidades públicas na área da saúde, durante o prazo de vigência do decreto de calamidade. A matéria segue à sanção do Poder Executivo.


(Foto: Reprodução)
STF autoriza acesso a vídeo de reunião ministerialO decano autorizou, ainda, o acesso à íntegra da degravação do vídeo.

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou o acesso ao vídeo da reunião ministerial realizada no dia 22 de abril, no Palácio do Planalto. A decisão foi tomada no Inquérito 4831, em que se apuram declarações feitas pelo ex-ministro Sérgio Moro acerca de suposta tentativa do presidente Jair Bolsonaro de interferir politicamente na Polícia Federal. Com a decisão, qualquer cidadão poderá ter acesso ao conteúdo do encontro de ministros com o presidente Jair Bolsonaro. O vídeo está no site do STF.

O decano autorizou, ainda, o acesso à íntegra da degravação do vídeo. A única restrição imposta foi a trechos específicos em que há referência a dois países com os quais o Brasil mantém relação diplomática.

O vídeo e a degravação reunião ministerial foram disponibilizados através de links no site do STF, mas apresentaram problemas. A decisão de Celso de Mello conta com 55 páginas. Veja na íntegra clicando aqui.

A reunião ministerial foi citada pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro em depoimento à Polícia Federal, no início do mês, como suposta prova da interferência. A defesa do ex-ministro havia se manifestado pedindo a divulgação do vídeo. 


(Foto: O Globo)
GSI: consequências imprevisíveis se celular de Bolsonaro for apreendidoGeneral Heleno,em nota divulgada na tarde desta sexta-feira, criticou o ato do ministro Celso de Mello, do STF.

O chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Augusto Heleno, disse que uma eventual apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) poderá ter "consequências imprevisíveis".

Em nota divulgada na tarde desta sexta-feira (22), o general criticou o ato do ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), que encaminhou à PGR (Procuradoria-Geral da República) pedidos de partidos e parlamentares de oposição para que o celular do presidente seja apreendido e periciado.

Em nota, o general Heleno considerou o pedido do decano, que se trata de uma praxe, algo "inconcebível" e "inacreditável".

Para ele, "seria uma afronta à autoridade máxima do Poder Executivo e uma interferência inadmissível de outro Poder, na privacidade do Presidente da República e na segurança institucional do país".

"O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República alerta as autoridades constituídas que tal atitude é uma evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes e poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional", diz o general.


(Foto: O Globo)
Fátima e Bolsonaro: As divergências foram deixadas de ladoPara a governadora, a reunião ocorreu num clima institucional respeitoso

A governadora do Rio Grande do Norte Fátima Bezerra (PT) comentou pontos da reunião virtual que aconteceu na manhã desta quita-feira (21) entre o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e os governadores dos Estados brasileiros, como a discussão do veto integral da presidência ao projeto de reajuste dos servidores. "Esse assunto não é consenso entre os governadores, mas, como já dito em outras oportunidades, sou contrária à medida. Não porque não reconheça as dificuldades concretas que enfrentamos, mas porque considero uma interferência da União nos Estados e Municípios", disse ela.

Para a governadora, a reunião ocorreu "num clima institucional respeitoso" e que "as divergências foram deixadas de lado para que pudéssemos focar na união de todos em defesa da saúde do povo brasileiro e na superação da crise".
Fátima Bezerra afirmou que "em plena pandemia, temos acumulado dificuldades orçamentárias e financeiras do passado com vultosos gastos, que agora se revelam inevitáveis".
Segundo a governadora, esse aporte federativo, "na verdade, é um dever do Governo Federal para ajudar estados e municípios a cumprirem as tantas obrigações básicas junto à população". Com informações da Tribuna do Norte.


(Foto: Assecom)
Pedidos de seguro-desemprego aumentam 76,2% em maioSegundo dados do Ministério da Economia, referentes à primeira quinzena deste mês, foram 218 mil pedidos a mais do o número registrado no mesmo período de 2019.

A Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia informou nesta quinta-feira (21) que o número de pedidos de seguro-desemprego subiu 76,2% na primeira quinzena de maio na comparação com o mesmo período de 2019. Ao todo, foram 218.041 pedidos a mais.

Segundo a secretaria, foram 504.313 pedidos para seguro-desemprego na primeira quinzena de maio de 2020.

Nos primeiros quinze dias de maio de 2019, foram 286.272. Com relação à segunda quinzena de abril, houve aumento de 4,9%.

Crise na economia

O aumento dos pedidos acontece em meio à crise na economia provocada pelo avanço da pandemia do coronavírus.

De janeiro até a primeira quinzena de maio de 2020, foram feitos 2,841 milhões de pedidos de seguro desemprego, um aumento de 9,6% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando foram 2,592 milhões de pedidos.

Em nota, a Secretaria de Trabalho estimou que até 250 mil pedidos ainda devem ser feitos nos meses seguintes por não poderem ter sido feitos de forma presencial. Isso porque o trabalhador formal que tem direito ao seguro desemprego tem até 120 dias para pedir o benefício.


(Foto: Reuters)
Brasil bate recorde e registra 1188 novas mortesOs cinco estados mais afetados pelo novo coronavírus (São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco e Pará) concentram mais de metade do total de mortos.

O Brasil bateu recorde e registrou 1.188 novas mortes por coronavírus nas últimas 24 horas, segundo dados do Ministério da Saúde.

O recorde anterior era de 1.179, na terça-feira. No dia seguinte, foram 888 óbitos.

Com 20.047 mortes no total e 310.087 casos confirmados, o Brasil continua sendo o terceiro com mais casos no mundo. Na segunda (18), o país ultrapassou o Reino Unido, que tinha 244.995 casos naquela data e hoje tem 252.234 casos – um incremento de 7.239. Já o Brasil teve um aumento de mais de 37 mil casos no mesmo período.

Os dois países à frente do Brasil em número de casos são EUA (cerca de 1,5 milhão) e Rússia (317 mil), segundo a Universidade Johns Hopkins (EUA), que monitora dados da pandemia de Covid-19. No fim de semana, o Brasil ultrapassou Espanha (233 mil casos) e Itália (228 mil).

Os cinco estados mais afetados pelo novo coronavírus (São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco e Pará) concentram mais de metade do total de mortos.

Os cinco primeiros países com mais mortes são EUA (93 mil), Reino Unido (36 mil), Itália (32 mil), França (28 mil) e Espanha (27 mil). O Brasil vem em seguida. No entanto, a Rússia, o segundo país com mais casos, lista pouco mais de 3.000 mortes, o que gera desconfiança interna e externa.


(Foto: O Globo)
Governo decide adiar Enem em pelo menos 30 diasAs datas serão adiadas de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais.

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (20) que o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) será adiado em pelo menos 30 dias devido ao impacto da pandemia de Covid-19. 

Segundo nota oficial do Inep, órgão do Ministério da Educação responsável pela aplicação da prova, "as datas serão adiadas de 30 a 60 dias em relação ao que foi previsto nos editais."

A data do Enem estava inicialmente prevista para os dias 1º e 8 de novembro. Já a versão digital do exame seria aplicada em 22 e 29 de novembro. As inscrições terminam às 23h59 desta sexta-feira (22).

Mais cedo, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, havia sugerido o adiamento do Enem por 30 a 60 dias. 

"Diante dos recentes acontecimentos no Congresso e conversando com líderes do centro, sugiro que o Enem seja adiado de 30 a 60 dias. Peço que escutem os mais de 4 milhões de estudantes já inscritos para a escolha da nova data de aplicação do exame", escreveu Weintraub no Twitter.


(Foto: Reprodução)
Regina Duarte deixa Cultura após 60 dias de polêmicasBolsonaro confirmou a demissão da atriz pelas redes sociais

O presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira (20) a saída da atriz Regina Duarte do cargo de secretária especial de Cultura. Em publicação nas redes sociais, o presidente afirmou que ela assumirá a Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

A Cinemateca Brasileira é a instituição responsável pela preservação da produção audiovisual brasileira e é vinculada à Secretaria da Cultura.

Regina Duarte assumiu a pasta em 4 de março, com a missão de "pacificar" o embate entre a classe artística e a indústria da cultura com o governo federal.

"Regina Duarte relatou que sente falta de sua família, mas para que ela possa continuar contribuindo com o Governo e a Cultura Brasileira assumirá, em alguns dias, a Cinemateca em SP. Nos próximos dias, durante a transição, será mostrado o trabalho já realizado nos últimos 60 dias", afirmou Bolsonaro nas redes sociais.


(Foto: O Globo)
Covid-19: Brasil passa da marca de mil mortes por diaO resultado marcou um acréscimo de 6,8% em relação a ontem, quando o número de pessoas infectadas estava em 254.220

OBrasil bateu recorde de mortes registradas em um dia em razão da covid-19, com 1.179. No total, 17.971 pessoas já perderam a vida em por causa da doença. O resultado representou um aumento de 7% em relação a ontem (18), quando foram contabilizados 16.792 mil falecimentos pela covid-19. A letalidade (número de mortes por quantidade de casos confirmados) ficou em 6,6% e a mortalidade (número de óbitos pela quantidade da população) foi de 8,6%.

O balanço diário do Ministério da Saúde registrou também recorde de novos casos confirmado em 24 horas, com 17.408. No total, 271.628 pessoas foram infectadas. O resultado marcou um acréscimo de 6,8% em relação a ontem, quando o número de pessoas infectadas estava em 254.220.

Do total de casos confirmados, 146.863 (54%) estão em acompanhamento e 106.794 (39,3%) foram recuperados. Há ainda 3.319 mortes em investigação. O número marca um aumento em relação aos últimos números para este indicador, que davam entre 2.000 e 2.300 falecimentos em investigação. 

 


(Foto: O Globo)
Ramagem tratava trocar PF do RJ antes da nomeaçãoO comando do órgão no Rio está no centro do inquérito que apura se o presidente Bolsonaro tentou interferir na PF para ter acesso a investigações

O diretor-executivo da Polícia Federal, Carlos Henrique Oliveira de Souza, disse em novo depoimento, prestado nesta terça (19), que o diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Alexandre Ramagem, já tratava da troca da chefia da superintendência da PF no Rio de Janeiro antes mesmo de ser nomeado para a Diretoria-Geral da Corporação.

O comando do órgão no Rio está no centro do inquérito que apura se o presidente Bolsonaro tentou interferir na PF para ter acesso a investigações com potencial de atingir sua família e aliados.

Oliveira era o superintendente no Rio e assumiu recentemente a Diretoria-Executiva, segundo cargo na hierarquia da PF. Ele prestou depoimento da semana passada, mas pediu para ser reinquirido.

Na primeira oitiva, questionado se algum cotado para a Diretoria-Geral da PF o havia sondado para o cargo que ocupa atualmente, ele disse que não.

Nesta terça, mudou a versão e afirmou que, "na verdade", foi procurado por Ramagem em 27 de abril, o qual lhe perguntou se aceitaria ser o Diretor-Executivo em sua gestão. Oliveira afirmou ter aceitado o convite.


(Foto: Istoé Dinheiro)
Quem é de direita toma cloroquina, quem é de esquerda, Tubaína, diz BolsonaroO presidente ressaltou que se fosse o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, tomaria a substância.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, assinará na manhã da quarta-feira (20) novo protocolo que permitirá a utilização da cloroquina em pacientes em estágio inicial de contágio do coronavírus.

Em live com o jornalista Magno Martins nesta terça (19), o presidente ressaltou que o documento não obrigará nenhum paciente a ser medicado com a substância, mas dará a liberdade para que ele faça uso do remédio caso julgue necessário.

“O que é a democracia? Você não quer? Você não faz. Você não é obrigado a tomar cloroquina”, disse. “Quem é de direita toma cloroquina. Quem é de esquerda toma Tubaína”, ironizou, referindo-se a uma marca de refrigerante.

O presidente ressaltou que se fosse o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, tomaria a substância. O político do PSB, que tem criticado a postura de Bolsonaro diante da crise sanitária, anunciou na segunda-feira (18) que foi diagnosticado com a doença.

"Eu acho que quem falou que era veneno, não pode tomar [cloroquina]. Eu sou cristão. O governador pode tomar a cloroquina. Pode ser que não precise. Mas, no seu lugar, eu tomaria", afirmou.

Bolsonaro reconheceu que, no futuro, podem concluir que a substância serviu apenas como uma espécie de placebo no combate à doença. Ele, no entanto, observou que a comunidade médica também pode chegar à descoberta de que ela foi útil na cura de pacientes.

A utilização da cloroquina para o tratamento do coronavírus ainda não tem evidências científicas que apontem eficácia e vai na contramão de estudos recentes.

Atualmente, o protocolo adotado pela pasta prevê o uso do medicamento apenas por pacientes graves e críticos.

A divergência em torno do uso da cloroquina é apontada como o principal motivo da saída do oncologista Nelson Teich do comando da Saúde, na semana passada.


(Foto: O Globo)
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