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Fátima aponta empenho contra a crise em discurso de posseAo chegarem ao Centro Administrativo, Fátima e Antenor Roberto foram recepcionados pelo presidente da Assembleia e uma comissão de deputados

A governdora Fátima Bezerra tomou posse ao cargo de Governadora do RN na tarde de hoje (1º), em cerimônia conduzida pela Assembleia Legislativa na Escola de Governo, em Natal. 

Confira o discurso de possse da nova governadora do RN, que assume o cargo com madanto de 2019 a 2022.

Ao chegarem ao Centro Administrativo, Fátima e Antenor Roberto foram recepcionados pelo presidente da Assembleia e uma comissão de deputados, além de autoridades e demais convidados – como deputados federais e senadores.

No auditório da Escola de Governo, o ritual solene começou com a leitura dos membros que ocuparão a mesa durante a sessão. O presidente da Assembleia designou uma comissão de parlamentares que conduziram a governadora e o vice-governador eleitos até o palco. O Regimento Interno do Parlamento estipula que a governadora tome assento à direita do presidente do Legislativo, ficando o vice-governador à esquerda da mesa.

Excelentíssimo Sr. Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira;

Excelentíssimo Sr. Vice-Governador, Antenor Roberto; 

Demais autoridades presentes; 

Meus amigos e minhas amigas, 

A generosidade e o desejo de mudança expressos pela população do Rio Grande do Norte nos trouxe até aqui hoje. Assumo, sem dúvida nenhuma, a tarefa mais desafiadora da minha vida política: ser governadora do estado do Rio Grande do Norte. Um estado que me acolheu desde a minha juventude, e para o qual dediquei uma vida de trabalho como professora, deputada estadual, deputada federal e senadora. 

O sentimento de gratidão que quero externar para vocês hoje, tem a dimensão da esperança que foi depositada nas urnas por mais de um milhão de pessoas; da responsabilidade de quem sabe que foi eleita para fazer diferente; do compromisso com aqueles e aquelas cujos direitos sempre foram negados; e da humildade de quem sabe que não se pode governar sozinha. 

Em um momento tão difícil da história do nosso Estado e do nosso País, onde o desemprego, a escassez de serviços públicos de qualidade, o desrespeito aos trabalhadores e a insegurança afetam grandemente as famílias, me foi confiada a honrosa tarefa de governar o Rio Grande do Norte. De colocá-lo nos trilhos do desenvolvimento, da justiça e da inclusão social. 

Sou a única mulher a tomar posse hoje como governadora. A única governadora eleita em todo o país. Eleita pelo estado onde as mulheres primeiro conquistaram o direito ao voto; que primeiro elegeu uma mulher ao cargo de deputada estadual; e que teve a primeira prefeita eleita em toda a América Latina. 

Por isso, trago aqui a memória de Maria do Céu Fernandes, de Alzira Soriano, de Clara Camarão, de Nísia Floresta, de Alta de Souza, de Celina Guimarães e Dona Militana. De todas as mulheres potiguares e brasileiras que me inspiram cotidianamente a seguir a luta. Vocês tomam posse hoje comigo. 

Fizemos uma linda campanha. Responsável, propositiva, que não brincou com a esperança ou vendeu ilusões à população. Uma campanha marcada pela participação popular, pelo pé no chão e pelo respeito aos nossos adversários e ao povo. Debatemos ideias, confrontamos projetos, apresentamos propostas que contaram com a aprovação da maioria do povo potiguar. 

Agora, governadora eleita, vou governar para todos. Para os que votaram e para os que não votaram em mim. Quero liderar um processo de diálogo que envolva todos os setores representativos da sociedade. Quero construir convergências em prol do nosso do nosso principal objetivo: melhorar a vida do povo do Rio Grande do Norte. 

Queremos fazer do nosso governo um instrumento de transformação social. Não um governo para o povo potiguar, mas um governo COM o povo. De mãos dadas com todos para superar desafios e encontrar soluções capazes de fazer do nosso estado um GRANDE Rio Grande do Norte. 

Sabemos que o legado que estamos recebendo é dramático. Basta falarmos da crise fiscal. Estamos herdando uma dívida da ordem de R$ 2,6 bilhões; três folhas de pagamento do funcionalismo público atrasadas; dívidas com fornecedores que fornecem para áreas essenciais do governo. Uma das faces mais cruéis dessa herança se expressa no completo desrespeito com os servidores públicos. 

É grave a realidade que vivem os servidores, que não só não recebem seus salários em dia, como não dispõem sequer de um calendário de pagamento. Essa situação, que se tornou rotineira, não pode ser por nós naturalizada. Nosso foco, antes de mais nada, será organizar as contas para colocar em dia o pagamento dos servidores. Isso exigirá de nós muito esforço fiscal, tanto para conter o crescimento das despesas obrigatórias como para ampliar a arrecadação. Nos empenharemos nisso. 

Precisamos superar gradativamente a grave crise fiscal em que o RN se encontra; regularizar o pagamento dos servidores públicos; aprimorar a política de segurança pública e valorizar os seus profissionais, dando paz à população; garantir segurança hídrica para todas as regiões do estado; qualificar os serviços públicos, em especial nas áreas de educação, saúde e assistência social; retomar a capacidade de investimento do nosso estado, para que possamos impulsionar a geração de emprego e renda, e assim garantir cidadania e vida digna. 

Entendemos que não é possível um estado com tantos potenciais de riquezas naturais, como o petróleo, a fruticultura, o sal e os minérios, com um gigantesco potencial para o turismo, não converter essas riquezas em cidadania para o seu povo. Isso só se explica pela visão arcaica das gestões oligárquicas, de perfil conservador, que tivemos até hoje. 

Não, não faremos um governo olhando para o retrovisor. Ao nosso projeto não serve recorrer à herança maldita. Mas temos a obrigação de sermos cristalinos com a população a respeito do quadro atual do nosso estado. Tenham certeza que começaremos a enfrentá-lo já no primeiro dia de governo, quando iremos promover um encontro com diversas entidades representativas, para adotar um conjunto de medidas que visam retomar o desenvolvimento econômico do nosso Rio Grande do Norte. 

Não será fácil, já sabíamos. Mas, afinal, fácil nunca foi. Como a maioria do povo potiguar, eu não nasci em berço de ouro, sempre lidei com as dificuldades. Com a fome, a pobreza, a falta d’água, a dificuldade para estudar. Sei o significado da luta e da construção de oportunidades.

Sei também a responsabilidade que me trouxe cada um dos mais de um milhão de votos recebidos, carregados de esperança e do desejo de mudança que brotou nos corações simples, corajosos e indignados da nossa sociedade. Me emociona lembrar cada abraço e cada palavra de encorajamento que recebi durante a campanha. 

Não queremos apenas inverter prioridades, queremos promover uma Educação Democrática e Libertadora, uma Segurança Cidadã, uma Saúde Humanizada, a Participação Popular e a Transparência como princípios norteadores das políticas. 

Como guia, temos o nosso programa de governo que foi construído a muitas mãos e amplamente debatido com o conjunto da sociedade. Nele não há soluções mágicas ou promessas intangíveis, mas propostas que visam a construção de um governo verdadeiramente popular, capaz de enfrentar os tempos difíceis que vivemos. 

Com esse espírito compus o meu Secretariado, formado por lideranças sérias e comprometidas das áreas econômica e sociais do governo, com o qual trabalharei em equipe, sem personalismo, com ética e espírito público, pensando exclusivamente no melhor para a população do Rio Grande do Norte. 

Com esse espírito iremos também manter uma relação construtiva e fraterna om os demais Poderes, respeitando sua independência e o exercício de suas funções constitucionais. O Poder Legislativo, que neste ato empossa a mim e ao meu vice, Antenor Roberto, é o mesmo que tive a honra de compor quando fui parlamentar, e com o qual desejo contar para o debate e a viabilização das mudanças que a sociedade espera de nós. 

Quero dizer a vocês que minha dedicação será integral, minha disposição será absoluta e que meu compromisso é inegociável em fazer do Rio Grande do Norte um Estado mais justo, que trate com dignidade o seu povo. Para isso fui eleita. Para isso me elegeram a primeira governadora de origem popular do nosso Estado. 

A população disse que esse Estado não tem mais donos e que mesmo na adversidade nós devemos ter esperança. A esperança que Paulo Freire nos ensinou, do verbo esperançar. Não a esperança que espera, mas a que se levanta, que vai atrás, que constrói, que não desiste. Esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo.

Esse é o pacto que quero fazer com vocês. Vamos sonhar e organizar o sonho. Vamos governar para todos e para os que mais precisam. Vamos ter esperança e coragem. Paciência e perseverança. Serenidade para lidar com os desafios, sabedoria para governar e união para juntos trilharmos um outro caminho. Vamos juntos!

Viva o povo do Rio Grande do Norte!


(Foto: João Gilberto/AL)
Senai RN tem respirador 40 vezes mais baratoO Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senai) do RN faz testes para produção em larga escala de um respirador 40 vezes mais barato que o comercializado no mercado

O Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) do Rio Grande do Norte faz últimos testes para dar início a produção em larga escala de um protótipo de respirador mecânico de baixo custo. O respirador do Senai RN foi batizado com o nome de "Caninga" e, quando pronto e viabilizado, terá um custo entre R$ 10 mil e R$ 15  mil, quarenta vezes mais barato que o modelo convencional comercializado no mercado.

O protótipo, destinado aos casos graves do novo coronavirus, que está em fase final de homologação na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), monitora o volume de ar inspirado pelo paciente intubado, possui tela sensível ao toque, dispõe de banco de dados, alarme e tem a expectativa de ser de fácil higienização e manutenção.

O "caninga" foi desenvolvido por engenheiros e técnicos do  Senai em trabalho conjunto com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). O trabalho dos engenheiros, já em estágio de conclusção, teve início na segunda quinzena do mês de março. O Senai avalia agora a possibilidade produzir o equipamento para outros estados brasileiros, além do Rio Grande do Rio Grande, que se encontram em situação crítica.


O respirador do Senai RN
EUA: Manifestações antirracismo chegam à 7ª noiteEm tom firme, o presidente pediu que os governadores e prefeitos usem as forças da Guarda Nacional em número suficiente para conter as ruas

Menos de 24 horas depois de a Casa Branca ter ficado completamente às escuras, os manifestantes voltaram à residência oficial do presidente Donald Trump, em Washington, nesta segunda-feira (1º), no quarto dia de protestos na capital americana (e o sétimo no país).

Com a polícia reprimindo os ativistas e tanques protegendo os arredores da Casa Branca, Trump disse que vai mandar "milhares e milhares" de homens do Exército fortemente armados para as ruas caso os prefeitos e governadores não consigam conter as manifestações contra o racismo que tomaram conta de várias cidades do país na última semana.

"Meu primeiro dever é defender o país", afirmou, nos jardins da residência oficial, enquanto bombas de gás lacrimogêneo eram jogadas contra manifestantes pacíficos, a poucos metros de onde Trump falava. "Estamos colocando um fim aos tumultos e à falta de lei."

Em tom firme, o presidente pediu que os governadores e prefeitos usem as forças da Guarda Nacional em número suficiente para conter as ruas.

"Se uma cidade ou estado se recusar a tomar as medidas necessárias para defender a vida e a propriedade de seus residentes, então implantarei as forças armadas dos Estados Unidos e rapidamente resolverei o problema para eles."

Depois das declarações, em um movimento inédito e visto pelos analistas como tentativa de demonstrar força e controle, Trump atravessou os jardins e caminhou até a histórica igreja de St. John, do século 19, que tinha sido parcialmente vandalizada no domingo.Ele carregava uma Bíblia e reuniu parte de sua equipe diante de fotógrafos e cinegrafistas.Horas antes, sob o sol forte da primavera, pichações, prédios queimados e lojas depredadas remetiam à conflituosa madrugada de protestos contra a violência policial e o racismo em Washigton.


(Foto: O Globo)
Governo e municípios fazem pacto pela vida sem o lockdown Criada uma comissão entre o Governo Estadual e os municípios para definir ações concretas

A governadora Fátima Bezerra propôs em reunião um pacto pela vida aos prefeitos dos municípios de Natal, Extremoz, São Gonçalo do Amarante, Macaíba e Parnamirim para superar a pandemia. A reunião foi feita por videoconferência, na tarde desta segunda-feira (1º) quando a chefe do Executivo estadual se reuniu com autoridades municipais e de saúde, apelando pelo envolvimento dos municípios no cumprimento e fiscalização das medidas, de forma que o Decreto estadual em vigor possa, de fato, ser posto em prática no cotidiano da população do Rio Grande do Norte. 

Para tanto, foi criada uma comissão entre o Governo Estadual e os municípios para definir ações concretas, tais como as blitzen que já vêm acontecendo, rondas nos bairros e comércios, proibição de circulação em áreas públicas, fechamento de acesso às praias e controle de trânsito. Foi proposta, ainda, uma ação integrada das forças de segurança do Estado e municípios e dos Procons, de forma a intensificar a fiscalização do cumprimento das medidas. 
“Estamos destacando como é importante a participação municipal nessa hora. O Governo segue abrindo leitos nos hospitais, cedendo equipamentos, convocando profissionais, mas se as pessoas não ficarem em casa, esta batalha se tornará cada vez mais difícil. Por isso o engajamento das prefeituras nessa luta é decisiva, assim como a integração dos órgãos de fiscalização, sob pena de não termos eficácia. Só assim vamos conseguir vencer a pandemia, contando com o apoio também da sociedade”, disse a governadora. 
Marise Reis, membro do comitê científico montado na Secretaria Estadual de Saúde (Sesap) para o enfrentamento da covid-19, observou que apenas o primeiro decreto estadual foi plenamente cumprido e que a consequência do não cumprimento dos demais, com a queda do isolamento social, foi o aumento do número de óbitos. “Cumprir o decreto é a nossa última saída”, enfatizou a especialista.
Presentes à reunião, os representantes do Comitê de Especialistas, Caroline Maciel, do Ministério Público Federal, e Eudo Leite, Procurador-Geral de Justiça do Ministério Público Estadual, reafirmaram a importância dessas medidas para o resgate do distanciamento social adequado e o impedimento de aglomerações. “É urgente e necessário o cumprimento das medidas de isolamento e o papel das prefeituras é imprescindível para que isso aconteça, através da fiscalização”, reforçou Eudo Leite.
Ao participarem da videoconferência, os prefeitos Rosano Taveira (Parnamirim), Fernando Cunha (Macaíba), Joaz Oliveira (Extremoz) e Paulo Emídio (São Gonçalo do Amarante) declararam que notaram o aumento de pessoas nas ruas de suas cidades e foram enfáticos ao assumirem que endurecerão medidas de isolamento.
Na próxima sexta-feira (05), finda o prazo do atual decreto estadual em vigor e as medidas acertadas na videoconferência se tornam necessárias devido ao crescimento constante no número de óbitos registrados, associado ao baixo índice de isolamento social cumprido pela população potiguar - que no último fim de semana foi de apenas 42%, quando o ideal é de 70%.


(Foto: Sandro Menezes)
Hackers expõem dados pessoais de Bolsonaro e aliadosDados como CPFs, telefones, endereços, declarações de bens imobiliários e dados bancários foram disponibilizados no Twitter

Na noite desta segunda-feira (1), o grupo de hackers Anonymous expôs no Twitter dados pessoais de Jair Bolsonaro e de seus filhos, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Em um perfil do grupo no Brasil foram publicados também documentos com informações do presidente, sua família e aliados.

Dados como CPFs, telefones, endereços, declarações de bens imobiliários e dados bancários foram disponibilizados nas imagens. 

Os ministros da Educação, Abraham Weintraub, e da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves também tiveram seus dados expostos na web. O deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP) também teve informações pessoais publicadas na rede social e confirmou pelo Twitter a veracidade dos dados compartilhados pelo grupo hacker, afirmando que fará um boletim de ocorrência.

O empresário Luciano Hang, dono da Havan, que está sendo investigado no STF por supostamente financiar o gabinete do ódio, também teve dados divulgado: “Por direitos trabalhistas e contra a toda repressão. O empresário que odeia seus funcionários e prioriza o LUCRO, acima da VIDA. @luciano_hang Vazamos seus dados. #Anonymous #Antifascista #BlackLivesMatter”, publicou o grupo na rede social.

Após a repercussão dos vazamentos, a Procuradoria-Geral da República informou que vai analisar nesta terça-feira se abre investigações para apurar o ataque hacker contra o presidente Jair Bolsonaro, seus filhos e ministros do governo. Na rede social, internautas se mostraram surpreendidos com a agilidade da PGR em comentar o assunto, uma vez que há uma cobrança, inclusive do STF, ao órgão em abrir investigações contra o presidente e sua família, entre outros casos, no inquérito das Fake News.

Até o momento, nem o Planalto ou Hang se manifestaram sobre o assunto.


(Foto: O Globo)
Manifestantes pró-democracia fazem ato em frente ao MaspEles ocupam a faixa sentido Consolação da via, na frente do Masp e o vão livre do museu.

Um grupo de manifestantes pró-democracia, vestidos de pretos e usando máscaras, realiza um ato na tarde deste domingo na Avenida Paulista, em São Paulo.

Eles ocupam a faixa sentido Consolação da via, na frente do Masp e o vão livre do museu. Antes, fizeram uma caminhada, entoando gritos em defesa da democracia. A manifestação chegou à região da Avenida Paulista por volta das 12h. A Policia Militar acompanha o movimento.

A organização envolve grupos antifascistas ligados a torcidas organizadas de futebol, de Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Santos, em conjunto com movimentos sociais.

A maioria dos manifestantes usa máscaras, mas há alguns sem proteção, numa aglomeração de pessoas que também contraria orientações de autoridades sanitárias para manter distanciamento social como medida de contenção ao avanço do novo coronavírus.


(Foto: Istoé Dinheiro)
EUA tem 25 cidades com toque de recolher e protestos seguemLevantamento de agência americana aponta que ao menos 1.699 pessoas foram presas no país desde quinta-feira (28)

Mais uma pessoa morreu e ao menos três foram baleadas na 5ª noite de protestos nos Estados Unidos pela morte de George Floyd, homem negro que foi asfixiado por um policial branco e depois morreu, em Minneapolis, na segunda-feira (25). Ao todo, pelo menos 5 pessoas já foram mortas desde que os protestos começaram, segundo levantamento do jornal New York Times.

Cerca de 25 cidades americanas em 16 estados determinaram toques de recolher por causa dos protestos, segundo a rede de televisão americana CNN. Fora dos EUA, também houve protestos em Toronto, Londres e Berlim.

O policial que asfixiou Floyd, Derek Chauvin, foi preso e acusado formalmente de homicídio, mas os manifestantes pedem que os outros policiais envolvidos no caso também sejam acusados, diz a rede americana.

Segundo um levantamento feito pela agência de notícias Associated Press, pelo menos 1.699 pessoas foram presas em 22 cidades desde quinta-feira (28). Quase um terço das prisões ocorreu em Los Angeles, na Califórnia, onde o governo declarou estado de emergência e ordenou à Guarda Nacional que desse apoio aos 10 mil policiais da cidade.


(Foto: Reuters)
Apoiadores de Bolsonaro pedem intervenção militarBolsonaro sobrevoou a Esplanada dos Ministérios a bordo de um helicóptero, de onde acenou para os manifestantes

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro fazem nova manifestação na manhã deste domingo, 31, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Em meio ao acirramento das relações entre o governo e o Supremo Tribunal Federal (STF), manifestantes carregam faixas com os dizeres "abaixo à ditadura do STF" e "intervenção militar". Há ainda uma bandeira que pede "intervenção no STF".

Bolsonaro sobrevoou a Esplanada dos Ministérios a bordo de um helicóptero, de onde acenou para os manifestantes. Ele chegou a fazer uma transmissão ao vivo do sobrevoo em sua página no Facebook. Concentrados na Praça dos Três Poderes, os participantes da manifestação também acenam e empunham celulares na tentativa de registrar a presença do presidente.

O trajeto entre o Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente, e o Palácio do Planalto é curto e pode ser feito em aproximadamente seis minutos por via terrestre.

O STF tem sido alvo de novos ataques por parte de Bolsonaro e seus apoiadores. Na última quarta-feira, 27, a Polícia Federal cumpriu uma série de mandados de busca e apreensão contra bolsonaristas por divulgação de "fake news". A ordem foi dada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, no âmbito do inquérito que investiga ameaças, ofensas e notícias falsas disparadas contra integrantes da Corte e seus familiares.

Um dos investigados, o deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP), participa do ato na capital federal. Ele e um grupo de apoiadores, vestindo camiseta do "movimento conservador" entoaram um grito de ordem contra o STF. "Supremo é o povo", bradaram.

Os manifestantes chegam à Esplanada à pé e de carro. Há pessoas aglomeradas na grade que fica em frente ao Palácio do Planalto, contrariando orientações de autoridades sanitárias para manter distanciamento social como medida de contenção ao avanço do novo coronavírus.

As pessoas estão sendo revistadas por seguranças, munidos com detectores de metal. Há a expectativa de que o presidente Jair Bolsonaro compareça, como ocorreu em outras manifestações.

Parte dos manifestantes usa máscara no rosto, como orientado por autoridades sanitárias, mas há também pessoas sem a proteção. O uso da máscara é obrigatório em espaços públicos no Distrito Federal desde 30 de abril.


(Foto: O Globo)
RN soma 255 mortes por Covid-19 e 89 esperam por vaga na UTIDe acordo com o secretário de Saúde, Cipriano Maia, a situação de ocupação dos leitos de UTI para Covid-19 segue semelhante à da quarta-feira (27)

A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte atualizou, nesta quinta-feira (28), parte dos números referentes ao enfrentamento ao novo coronavírus no estado. Apesar de ainda não estarem disponíveis dados sobre o número de pessoas contaminadas, foram confirmados mais 13 óbitos em decorrência da Covid-19, que ocorreram entre os dias 16 e 27 de maio. Ao todo, o estado teve 255 mortes confirmadas e possui fila de 89 pessoas aguardando leitos.

De acordo com o secretário de Saúde, Cipriano Maia, a situação de ocupação dos leitos de UTI para Covid-19 segue semelhante à da quarta-feira (27). Mossoró e Natal têm 100% de ocupação, Pau dos Ferros está com 62,5% (com três dos oito leitos de UTI disponíveis) e Caicó teve uma queda na taxa, com a abertura de novos leitos. Dos 22 disponíveis, nove estão ocupados.
Já na regulação dos pacientes, o estado tem nove pacientes considerados prioridade 1 (que necessitam de UTI), 26 na prioridade 2 (necessidade de leitos semi-intensivos) e mais 54 pacientes entre as prioridades 3 e 4 (que precisam de leitos clínicos).


(Foto: Assecom)
Fiz uma nota genérica e houve distorção, diz HelenoSegundo o ministro, uma possibilidade de intervenção militar não resolve nada

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, afirmou nesta quinta-feira, 28, que sua "nota à nação brasileira", publicada na semana passada sobre uma possível apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro, era "genérica" e "neutra" e que houve uma "distorção". Na frente do Palácio da Alvorada, Heleno disse que não citou nomes na nota.

Na sexta-feira (22), de forma procedimental, Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou para análise da Procuradoria Geral da República (PGR) notícias-crime apresentadas por partidos políticos à Corte. Nas notícias-crime os partidos pedem, entre outras providências, a apreensão do celular do presidente.

"Foi uma nota completamente neutra colocando o problema em si, sem citar nomes", disse Heleno. Na nota, o ministro alertou autoridades para "consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional", caso o telefone de Bolsonaro fosse entregue para análise. "Não falei em Forças Armadas, não falei em intervenção militar", assegurou.

O ministro pediu ainda "equilíbrio, harmonia e bom senso" na relação entre os Poderes públicos. "Vamos manter o equilíbrio entre os Poderes, limitar as decisões as atribuições dos respectivos Poderes. É isso que se está pleiteando".

Segundo o ministro, uma possibilidade de intervenção militar não resolve nada e só existe na "cabeça da imprensa". "Não houve esse pensamento (de intervenção) nem da parte do presidente nem dos ministros", disse. Heleno reforçou ainda que "ninguém está prevendo golpe, nada disso". Questionado sobre pedidos de intervenção em manifestações pró-governo, Heleno defendeu que os atos são "livres, espontâneos e permitidos".

"Não se justifica que a maior autoridade do País tenha seu telefone celular apreendido a troco de coisas que não tem o menor sintoma de crime", declarou. Segundo ele, caso ficasse "calado" sobre a possibilidade de apreensão, indicaria estar concordando com a possibilidade de recolher o celular do presidente.


(Foto: Istoé Dinheiro)
Weintraub comparara ação contra fake news com nazismoWeintraub publicou nas redes sociais uma foto de militares nazistas apontando armas para um grupo de judeus com uma mensagem comparando a cena ao Brasil atual

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, voltou a comparar a ação da Polícia Federal no inquérito das fake news com o regime nazista. Na manhã desta quinta-feira, 28, Weintraub publicou nas redes sociais uma foto de militares nazistas apontando armas para um grupo de judeus com uma mensagem comparando a cena ao Brasil atual.

"Primeiro, nos trancaram em casa. Depois, brasileiros honestos buscando trabalho foram algemados. Ontem, 29 famílias tiveram seus lares violados! Sob a mira de armas, pais viram suas crianças e mulheres assustadas terem computadores e celulares apreendidos! Qual o próximo passo?", escreveu o ministro.

O texto é uma clara releitura ao texto "E não sobrou ninguém", do pastor luterano Martin Niemoller. "Primeiro, os nazistas vieram buscar os comunistas, mas, como eu não era comunista, eu me calei. Depois, vieram buscar os judeus, mas, como eu não era judeu, eu não protestei. Então, vieram buscar os sindicalistas, mas, como eu não era sindicalista, eu me calei. Então, eles vieram buscar os católicos e, como eu era protestante, eu me calei. Então, quando vieram me buscar... Já não restava ninguém para protestar", diz o texto do alemão.

Não é a primeira vez que Weintraub compara a operação da PF a episódios vinculados ao holocausto. Na quarta-feira, 27, o ministro escreveu que o dia da operação seria lembrado como "a Noite dos Cristais brasileira". Noite dos Cristais é como ficou conhecida a noite de 9 de novembro de 1938, quando sinagogas, lojas e residências judias foram atacadas na Alemanha. O episódio é considerado um marco no enrijecimento a perseguição do povo judeu pelo regime nazista.

Reações

A mensagem do ministro foi contestada pelo Comitê Judaico Americano, uma das principais organizações da comunidade judaica nos Estados Unidos, que pediu um basta no uso político do Holocausto por autoridades do governo Jair Bolsonaro. "Chega! O reiterado uso político de termos referentes ao Holocausto por oficiais do governo brasileiro é profundamente ofensivo para a comunidade judaica e insulta as vítimas e os sobreviventes do terror nazista. Isso precisa parar imediatamente", disse a associação pelo Twitter, em inglês, na quarta-feira.

A Confederação Israelita do Brasil (Conib) também condenou a comparação de inquérito do STF à Noite dos Cristais feita por Weintraub. "Não há comparação possível entre a Noite dos Cristais, perpetrada pelos nazistas em 1938, e as ações decorrentes de decisão judicial no inquérito do STF, que investiga fake news no Brasil. A Noite dos Cristais, realizada por forças paramilitares nazistas e seus simpatizantes, resultou na morte de centenas de judeus inocentes, na destruição de mais de 250 sinagogas, na depredação de milhares de estabelecimentos comerciais judaicos e no encarceramento e deportação a campos de concentração", disse a Conib.


(Foto: O Globo)
Brasil perde mais de 860 mil empregos formais em abrilOs dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados hoje (27)

As demissões superaram as contratações com carteira assinada em 860.503 postos de trabalho, em abril. Foram 1.459.099 desligamentos e 598.596 contratações. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados hoje (27).

Segundo o Ministério da Economia, os dados mostram que a queda no número de contratações contribuiu de forma expressiva para o saldo negativo de empregos formais.

Enquanto as demissões tiveram um incremento de 17,2%, as admissões caíram 56,5% na comparação com abril de 2019. Em valores nominais, São Paulo teve o pior desempenho, com saldo negativo (mais demissões do que contratações) de 260.902. O estado é seguido por Minas Gerais com 88.298 demissões; Rio de Janeiro, 83.626, e Rio Grande do Sul, 74.686 demissões.

De janeiro a abril de 2020 foram 4.999.981 admissões e 5.763.213 demissões no país, com resultado negativo de 763.232. As admissões caíram 9,6% e as demissões subiram 10,5% no período.

O salário médio real de admissão no Brasil passou de R$ 1.496,92 em abril de 2019 para R$ 1.814,62 no mês passado.

Desde 1º de abril, data da edição pelo governo federal da Medida Provisória 936/2020, que criou o Programa Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda, foram preservados mais de 8,1 milhões de empregos no país, informou o Ministério da Economia. O programa prevê que os trabalhadores que tiverem jornada reduzida ou contrato suspenso e ainda auxílio emergencial para trabalhadores intermitentes com contrato de trabalho formalizado receberão o Benefício Emergencial de Preservação da Renda e do Emprego (BEm).

É a primeira divulgação do Caged após o preenchimento de informações da base de dados passar para o Sistema de Escrituração Fiscal Digital das Obrigações Fiscais Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial). Com a mudança, o cumprimento de 13 obrigações fiscais, previdenciárias e trabalhistas fica centralizado em um só sistema.

Uma inovação do Caged é o agrupamento de setores da economia. Até dezembro passado, eram oito: comércio, serviços industriais de utilidade Pública (SIUP), extrativa mineral, administração pública, agropecuária, construção civil, indústria de transformação e serviços.

Com a reformulação do Caged, os dados estarão na mesma divisão feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São eles: comércio, serviços, indústria geral, construção civil e agricultura. No intervalo de janeiro a abril de 2020, a agricultura teve saldo positivo de 10.032 empregos, resultado de 275.464 contratações e 265.432 demissões. O resultado da construção civil ficou negativo em 21.837. Comércio teve saldo negativo de 342.748, serviços resultado negativo de 280.716 e indústria também negativo, em 127.886.

A modalidade de trabalho intermitente teve, no período de janeiro a abril, 49.228 admissões e 35.105 demissões em 2020, o que resultou em saldo positivo 14.123. Já o regime de trabalho parcial registrou 71.044 contratações e 63.334 desligamentos, com resultado de positivo de 7.710 postos de trabalho com carteira assinada.

Somente no mês de abril, o trabalho intermitente chegou ao saldo negativo de 2.375, com 7.291 admissões e 9.666 demissões. No mesmo período, houve 4.881 contratações e 14.029 desligamentos na modalidade de trabalho parcial, com saldo negativo de 9.148.

Após a primeira divulgação do Novo Caged, o ministério definiu um calendário para os próximos dados do emprego formal no país: as informações de maio serão divulgadas no dia 29 de junho; em julho serão divulgados os dados de junho e assim por diante.


(Foto: O Globo)
Planalto comemora investigação contra WitzelO presidente também atribui ao governador fluminense vazamento de informações do processo para atingi-lo

O cumprimento de mandados de busca e apreensão contra o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), foi comemorado no Palácio do Planalto. Na Presidência, a operação é vista como uma resposta a Witzel em duas frentes.

A primeira delas reforça o discurso de Bolsonaro de que governadores fazem o uso político do coronavírus e promovem o "pânico" com medidas de isolamento, que ele rechaça. A busca em endereços ligados ao governador, que teve celulares e computadores apreendidos, também é encarada como uma resposta no âmbito policial.

Bolsonaro acusa Witzel de manipular investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes para implicá-lo. O presidente também atribui ao governador fluminense vazamento de informações do processo para atingi-lo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


(Foto: O Globo)
Movimento do comércio cai 26,6% em abril ante marçoO desempenho do movimento no varejo brasileiro, conforme a Boa Vista, reflete a fragilidade do mercado de trabalho

O índice da Boa Vista que mede o movimento do comércio no Brasil registrou a terceira queda consecutiva em abril e a tendência é de piora, devido aos impactos da quarentena adotada no País para conter a disseminação do novo coronavírus. No quarto mês do ano ante março, o indicador já dessazonalizado recuou 26,6%, acumulando declínio de 1,3% em 12 meses e variação negativa de 6,4% no ano.

O desempenho do movimento no varejo brasileiro, conforme a Boa Vista, reflete a fragilidade do mercado de trabalho, que tem provocado crescimento fraco da renda dos consumidores. Esses fatores, cita a nota, estão sendo duramente impactados pelos efeitos das restrições pela pandemia da covid-19.

"Dadas as adversidades provocadas pela chegada do novo vírus e pelas medidas de isolamento social, pode-se esperar uma piora no emprego e no nível de consumo em 2020", avalia, completando que este cenário, por sua vez, aponta para queda da atividade econômica e do movimento do comércio nos próximos meses.

Segmentos

A categoria de supermercados, alimentos e bebidas foi a única a evitar perdas, ao apresentar leve alta de 0,1% no mês, acumulando 1,6% em 12 meses.

Em abril, o segmento de móveis e eletrodomésticos foi o que registrou a maior queda, de 83,3%, no confronto com março (-13,5%), com ajuste sazonal. No acumulado em 12 meses, o setor passou para o campo negativo, recuando 7,9%.

A categoria de tecidos, vestuários e calçados recuou 2,9% no mês, com a taxa acumulada em 12 meses mostrando elevação de 7%.

Já o setor de combustíveis e lubrificantes apresentou retração de 18,2% em abril, ante março, e recuo de 2,5% no acumulado de 12 meses.


(Foto: Tribuna do Norte)
Por apoio, Bolsonaro amplia exposição e segurançaA maior exposição tem preocupado os integrantes da estrutura responsável pela segurança presidencial

Em busca de apoio popular diante das crises política e sanitária, o presidente Jair Bolsonaro aumentou sua exposição ao público, o que obrigou o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) a reforçar a proteção pessoal do chefe do Executivo e a elevar a rigidez no cumprimento de protocolos de segurança.

Além de aumentar o controle no acesso ao Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente, a equipe tem testado a utilização de drones e feito modificações nos procedimentos adotados no Palácio do Planalto, que passou a ser usado como camarote do presidente.

Apesar dos riscos de contaminação pelo novo coronavírus", Bolsonaro tem feito questão de se aproximar de aglomerações, adotou como novo hábito aparições na rampa do Planalto e tem feito caminhadas na residência oficial, quando se aproxima da área de visitantes.A maior exposição tem preocupado os integrantes da estrutura responsável pela segurança presidencial.

Além do comportamento intempestivo de Bolsonaro, a equipe do presidente identificou o aumento do clima de animosidade ao governo nas redes sociais e de manifestações pontuais contra a atual gestão na frente tanto do Planalto como do Alvorada.

Durante a semana, Bolsonaro criou a rotina de, no meio do expediente, ir ao topo da rampa do Planalto para acenar a apoiadores que se concentram na Praça dos Três Poderes. Questionado em uma dessas ocasiões, respondeu que estava só tomando um ar, embora estivesse com cinegrafista e fotógrafo oficiais.

Nos finais de semana, Bolsonaro aparece no local para estimular a militância que grita palavras de apoio a ele, mas contra o Legislativo, o STF (Supremo Tribunal Federal) e governadores.Nesses momentos, a uma altura de quatro metros, Bolsonaro tem se superexposto diante da praça que mede 120 metros por 220 metros. Para protegê-lo no novo cenário, a segurança presidencial tem se dividido em três grupos.


(Foto: O Globo)
Após divulgação, Bolsonaro publica trecho de lei de abusoAinda não há confirmação se ele vai pousar próximo ao local para acompanhar o ato, mas Bolsonaro postou um vídeo de dentro do helicóptero

O presidente Jair Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada por volta das 11h30 de helicóptero e fez um sobrevoo pela Esplanada dos Ministérios, onde ocorre neste domingo mais uma manifestação pró-governo.

Ainda não há confirmação se ele vai pousar próximo ao local para acompanhar o ato, mas Bolsonaro postou um vídeo de dentro do helicóptero, mostrando a movimentação no local. "Brasília agora. Ordem e progresso", postou o presidente.

Muitos carros ocupam as seis faixas da Esplanada em direção à Praça dos Três Poderes, onde há manifestantes de verde e amarelo em frente ao Palácio do Planalto. Desta vez, no entanto, eles estão na grade de proteção na Praça, mais distantes do Planalto.


(Foto: O Globo)
Bolsonaro e a reunião ministerial da baixariaO Brasil estupefato viu o vídeo de uma reunião ministerial comandada por Bolsonaro que mais parece discussão em botequim de quinta categoria

Sérgio Moro sabia muito o que fazia quando incluiu a reunião ministerial do dia 22 de abril como uma das provas de suas afirmações feitas quando de sua despedida do Ministério da Justiça e Segurança. A reunião não só evidencia o desejo obsessivo do presidente em interferir na Polícia Federal para ter informações, como a espécie de liderança que o Brasil tem hoje.

Moro assistiu constrangido a reunião, o vídeo do fatídico evento comprova isso, e entendeu que aquele autêntico "barraco" reunindo o alto escalão do executivo federal estava direcionado contra ele. Outro ministro, novato no momento, que se sentiu totalmente constrangido e até estupefato com a baixaria da reunião foi o Nelson Teich, então titular da pasta da Saúde.

Na reunião, Moro percebeu isso, o presidente Jair Bolsonaro fez um desabafo por não ter conseguido, até aquele momento, dobrá-lo para que aceitasse interferência na Polícia Federal. Jair Bolsonaro, o que agora se tornou público e notório, costuma falar palavrões quando lhe falta palavra durante uma argumentação, e como isso acontece sempre, os palavrões se multiplicam. Bolsonaro também não tem apreço por ninguém que, de alguma forma, não aceite seus caprichos e não reze em sua cartilha.

A reunião, certamente inusitada em todo o território nacional e na própria arte de se fazer política no Brasil, degenerou a partir do próprio chefe, absolutamente despreparado para argumentar com equiíbrio em defesa do que acredita. O vídeo dela tem um componente de força política imbatível, o de estabelecer junto às pessoas uma aversão pelo Bolsonaro e pelas figuras falantes no verdadeiro "barraco" realizado em plena onda da pandemia do Coronavirus que se alastra pelo país.

Entre essas figuras lamentáveis da reunião, nas quais se incluem o Paulo Guedes, o Abraham Weintraub, o Ricardo Salles, o Onyx Lorenzoni, vale destacar a presença da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, que se sentiu bem cômoda no evento apesar da baixaria predominante. Não apenas se sentiu confortável com os palavrões do presidente e com a baixaria reinante, mas Damares Alves, que é líder evangélica, chegou até a intervir na reunião de forma vibrante pedindo a prisão de governadores e prefeitos que defendem o isolamento social  na crise do coronavirus.


A reunião ministerial da baixaria (Foto: Pleno News)
Lei que suspende validade de concursos no RN é aprovadaDe acordo com o texto, ficarão suspensas as contagens de tempo da validade de concursos realizados que englobem a administração direta e indireta, independente de serem ou não já homologados,

O projeto de lei que suspende imediatamente os prazos de validades dos concursos públicos no Rio Grande do Norte por causa da pandemia do coronavírus foi aprovado nesta quarta-feira (20) na Assembleia Legislativa. A matéria, de autoria do deputado Hermano Morais (PSB) e relatada pelo deputado Souza Neto (PSB), teve aprovação unânime entre os parlamentares durante sessão ordinária remota.

De acordo com o texto, ficarão suspensas as contagens de tempo da validade de concursos realizados que englobem a administração direta e indireta, independente de serem ou não já homologados, em todo o Estado do RN iniciados antes da promulgação do Decreto Legislativo nº 29.534, de 19 de março de 2020, que reconhece o estado de calamidade pública. A recontagem do prazo de validade dos concursos poderá  ser vinculada com o término da vigência do decreto, quando as seleções passam a ter prazos correntes.

“Essa matéria tem causado muita ansiedade entre os aprovados nos concursos e que temem ser prejudicados nas suas respectivas nomeações ao vencer o prazo de validade em breve de alguns certames. Defensoria Pública, Polícia Penal, Saúde e Educação são as áreas que têm os prazos mais próximos do fim. O Estado pode recorrer a esses profissionais assim que precisar em momentos futuros após a retomada da contagem deste tempo após validade do decreto, representando economicidade neste momento de pandemia”, disse Hermano.

No projeto, foi encartada uma emenda aditiva do Coronel Azevedo (PSC) na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) no sentido de garantir a realização de convocações de candidatos, de acordo com eventuais necessidades públicas na área da saúde, durante o prazo de vigência do decreto de calamidade. A matéria segue à sanção do Poder Executivo.


(Foto: Reprodução)
STF autoriza acesso a vídeo de reunião ministerialO decano autorizou, ainda, o acesso à íntegra da degravação do vídeo.

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou o acesso ao vídeo da reunião ministerial realizada no dia 22 de abril, no Palácio do Planalto. A decisão foi tomada no Inquérito 4831, em que se apuram declarações feitas pelo ex-ministro Sérgio Moro acerca de suposta tentativa do presidente Jair Bolsonaro de interferir politicamente na Polícia Federal. Com a decisão, qualquer cidadão poderá ter acesso ao conteúdo do encontro de ministros com o presidente Jair Bolsonaro. O vídeo está no site do STF.

O decano autorizou, ainda, o acesso à íntegra da degravação do vídeo. A única restrição imposta foi a trechos específicos em que há referência a dois países com os quais o Brasil mantém relação diplomática.

O vídeo e a degravação reunião ministerial foram disponibilizados através de links no site do STF, mas apresentaram problemas. A decisão de Celso de Mello conta com 55 páginas. Veja na íntegra clicando aqui.

A reunião ministerial foi citada pelo ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro em depoimento à Polícia Federal, no início do mês, como suposta prova da interferência. A defesa do ex-ministro havia se manifestado pedindo a divulgação do vídeo. 


(Foto: O Globo)
GSI: consequências imprevisíveis se celular de Bolsonaro for apreendidoGeneral Heleno,em nota divulgada na tarde desta sexta-feira, criticou o ato do ministro Celso de Mello, do STF.

O chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Augusto Heleno, disse que uma eventual apreensão do celular do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) poderá ter "consequências imprevisíveis".

Em nota divulgada na tarde desta sexta-feira (22), o general criticou o ato do ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), que encaminhou à PGR (Procuradoria-Geral da República) pedidos de partidos e parlamentares de oposição para que o celular do presidente seja apreendido e periciado.

Em nota, o general Heleno considerou o pedido do decano, que se trata de uma praxe, algo "inconcebível" e "inacreditável".

Para ele, "seria uma afronta à autoridade máxima do Poder Executivo e uma interferência inadmissível de outro Poder, na privacidade do Presidente da República e na segurança institucional do país".

"O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República alerta as autoridades constituídas que tal atitude é uma evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes e poderá ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional", diz o general.


(Foto: O Globo)
Fátima e Bolsonaro: As divergências foram deixadas de ladoPara a governadora, a reunião ocorreu num clima institucional respeitoso

A governadora do Rio Grande do Norte Fátima Bezerra (PT) comentou pontos da reunião virtual que aconteceu na manhã desta quita-feira (21) entre o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), e os governadores dos Estados brasileiros, como a discussão do veto integral da presidência ao projeto de reajuste dos servidores. "Esse assunto não é consenso entre os governadores, mas, como já dito em outras oportunidades, sou contrária à medida. Não porque não reconheça as dificuldades concretas que enfrentamos, mas porque considero uma interferência da União nos Estados e Municípios", disse ela.

Para a governadora, a reunião ocorreu "num clima institucional respeitoso" e que "as divergências foram deixadas de lado para que pudéssemos focar na união de todos em defesa da saúde do povo brasileiro e na superação da crise".
Fátima Bezerra afirmou que "em plena pandemia, temos acumulado dificuldades orçamentárias e financeiras do passado com vultosos gastos, que agora se revelam inevitáveis".
Segundo a governadora, esse aporte federativo, "na verdade, é um dever do Governo Federal para ajudar estados e municípios a cumprirem as tantas obrigações básicas junto à população". Com informações da Tribuna do Norte.


(Foto: Assecom)
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