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Haddad e Bolsonaro intensificam agendas de campanhaBolsonaro ainda não decidiu se participará de debates

A 13 dias do segundo turno das eleições, os candidatos à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) intensificam as agendas de campanha, seguindo estilos distintos. Bolsonaro aguarda a próxima quarta-feira (18) para definir o roteiro de viagens e se irá participar de debates.

Já Haddad estará hoje (15) em atos de apoio e concede entrevistas. O dia hoje de Haddad será em São Paulo, quando participa de ato em homenagem aos professores, no dia da categoria. No mesmo horário, sua vice Manuela d’Avila (PCdoB) estará em outro evento em Porto Alegre. Ao longo do dia, o candidato do PT concede entrevistas à imprensa.

Na quarta-feira (18), Bolsonaro será examinado por uma junta médica. Segundo ele, a partir dessa análise, definirá a participação em debates e viagens. Ele não divulgou agenda oficial. Mas são aguardadas reuniões ao longo do dia. Correligionários e apoiadores devem ter encontros com o candidato. Também são esperados posts nas redes sociais sobre os mais variados assuntos. Com informações da Agência Brasil.


(Foto: Montagem/Reuters)
Coronavírus: País tem 163 mortes e 4,6 mil casos positivosSecretarias estaduais de saúde contabilizam 4.661 infectados em todos os estados e 164 mortos.

As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até as 21h30 desta segunda-feira (30), 4.661 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil com 164 mortos.

São Paulo registra 113 mortes e o Rio de Janeiro tem 18 casos fatais da doença.

A secretaria estadual de Saúde do Rio Grande do Sul confirmou a terceira morte nesta manhã e, durante a tarde, a quarta morte no estado. Já o governo de Minas registrou a primeira morte pela doença e o numero de casos chegou a 261. Pernambuco registra mais uma morte e chega a seis no total. Rondônia registrou a primeira morte pela Covid-19. A Bahia registrou o segundo caso fatal da doença na noite desta segunda-feira. Piauí já tem quatro mortos.

No Distrito Federal, subiu para 311 o número de casos e duas mortes. Em Mato Grosso, os números chegam a 18 casos. No Amapá, o número de casos dobrou e chegou a 8. Goiás já tem 61 casos da Covid-19. Na Paraíba já são 17 casos e o Pará tem 26 casos. O Rio Grande do Norte registrou mais nove casos nesta manhã e o número total de infectados passou para 77. O Maranhão teve crescimento de 22 para 31 casos confirmados.

O Ministério da Saúde atualizou seus números na tarde de segunda-feira (30), informando que o Brasil tem 159 mortes e 4.579 casos confirmados de coronavírus.


(Foto: O Globo)
Bolsonaro diz que Estados não podem impor isolamentoO presidente disse tratar da questão da doença, da preservação da vida e do emprego simultaneamente.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a criticar as políticas de contenção à proliferação do novo coronavírus, defendida por governadores brasileiros, em especial, a recomendação de quarentena. Segundo Bolsonaro, em entrevista à Rede TV!, "não se pode impor isolamento como alguns Estados fizeram de forma quase eterna".

"Parece que há interesse por parte de alguns governadores de inflar o número de vitimados do vírus. Daria mais respaldo pra ele, pra justificar as medidas que eles tomara", defendeu Bolsonaro.

Para o presidente, há restrições a uma "quarentena maior que esta aí porque esse pessoal vai ter dificuldade para sobreviver". Bolsonaro disse tratar "da questão da doença, da preservação da vida e do emprego simultaneamente".

"O que o povo mais pede é para voltar a trabalhar", disse Bolsonaro relatando a conversa que teve com populares durante visita feita à Ceilândia (DF), no domingo. Segundo afirmou Bolsonaro, que desconsiderou as recomendações de isolamento defendidas pelo Ministério da Saúde: "Não houve nada preparado da minha parte para que houvesse gente na rua ontem."

Idade

Bolsonaro disse que "se (a covid-19) fosse algo terrivelmente mortal para mim, talvez não estivesse na rua". Em entrevista à Rede TV!, o presidente afirmou que "o H1N1 foi muito mais terrível e não trouxe esse pânico para nós".

Bolsonaro ainda lembrou do atentado em Juiz de Fora e disse: "Se o vírus pegar em mim, não vou sentir quase nada". "Fui atleta e levei facada", recordou. De acordo com o presidente, a estimativa é de que "pelo menos 60% da população vai contrair o vírus". "O que o governo está tentando fazer é que nem todos peguem ao mesmo tempo", disse.


(Foto: Istoé Dinheiro)
Pandemia: primeira morte no RN é de professor da UernProfessor da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), diabético, é a primeira vítima do novo coronavirus no RN

O professor Luiz Di Souza, 61 anos, lotado no Departamento de Química da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), é a primeira morte pelo novo coronavirus no RN.

Segundo a Secretaria de Saúde do RN, Luiz Di Souza deu entrada em um hospital particular na cidade de Mossoró, no dia 21 deste mês, com sintomas e histórico de ter mantido contato com caso suspeito da doença. O professor, que tem histórico de diabetes, teve a confirmação do coronavirus na sexta-feira (27) e veio a falecer na noite desse sábado (28).


Professor Luiz Di Souza (Foto: montagem O Mossoroense)
Trump avalia quarentena obrigatória em Nova YorkHá chance de nós fazermos algo curto de duas semanas, disse o presidente dos EUA.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse neste sábado (28) que avalia determinar quarentena obrigatória em Nova York, em New Jersey e partes Connecticut para conter a o avanço do novo coronavírus.

Os EUA passaram a ser o epicentro mundial da pandemia de coronavírus nos últimos dias e superaram o número de 100 mil casos confirmados. Nova York é o estado mais afetado, com cerca de metade dos casos.

O estado de Nova York já tinha uma determinação local para as pessoas evitarem sair de casa além de atividades essenciais, mas esta determinação obrigatória determinada pelo governo nacional poderia ser uma medida mais radical, mas ela não foi detalhada.

“Algumas pessoas gostariam de ver Nova York em quarentena porque é um foco — Nova York, New Jersey, talvez um ou outro lugar, algumas partes de Connecticut em quarentana", ele disse do lado de fora da Casa Branca.

"Estou pensando nisso agora. Talvez a gente não precise fazer isso, mas há a chance de em algum momento nós fazermos uma quarentena - algo curto de duas semanas de Nova York e provavelmente Nova Jersey e partes de Connecticut", Trump disse.


(Foto: Reuters)
Brasil registra 111 mortes e 3.904 casos de coronavírusNúmero saltou 17% na relação com quinta-feira; São Paulo registra mais mortes

O número de mortes pelo novo coronavírus no Brasil subiu para 111 neste sábado (28), segundo dados do Ministério da Saúde. Até sexta-feira (27), eram 92 mortes.

O país registra 3.904 casos neste sábado (28) —com relação aos casos confirmados, a mortalidade da doença é de 2,9% no país. O número de registros representa um salto de 17% com relação à quinta-feira, quando eram 3.417 casos.

No mundo, são 30 mil mortes.

São Paulo é o estado com maior número de infectados, com 1.406 pessoas infectadas, contra 1.223 da sexta. O Rio de Janeiro aparece na sequência, com 558.

Só em São Paulo morreram 84 pessoas; outras 13 morreram no Rio de Janeiro. ​

Houve registro ainda de mortes no Amazonas (1), Ceará (4), Pernambuco (5), Piauí (1), Goiás (1), Paraná (2), Rio Grande do Sul (2) e Santa Catarina (1).


(Foto: Istoé Dinheiro)
Maia propõe auxílio de R$ 500 a trabalhador informalPlenário aprecia a proposta de auxílio durante crise do coronavírus

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quinta-feira (26) que o valor do auxílio mensal a ser pago aos trabalhadores autônomos, informais e sem renda fixa durante a crise provocada pela pandemia de coronavírus pode ser de R$ 500. O valor é maior do que o pagamento de R$ 200 mensais previstos pelo governo federal. O plenário da Casa está reunido neste momento para apreciar a proposta. 

Segundo Maia, o auxílio referente ao valor de meio salário-mínimo (atualmente em R$ 1.039) deve ser pago por três meses e terá um impacto fiscal estimado entre R$ 10 bilhões e R$ 12 bilhões. Sem projeto enviado pelo Executivo, a Câmara vai analisar um projeto de lei de 2017 para renda emergencial, de autoria do deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG). Inicialmente, a medida fixava outros parâmetros, além da renda per capita de uma família, para caracterizar a situação de vulnerabilidade social que permite à pessoa com deficiência e ao idoso receberem o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

“O que está se construindo é um valor da ordem de R$ 500, é o que o parlamento está trabalhando”, disse Maia. “A nossa opinião é que esse valor vai gerar um impacto a mais de R$ 10 bilhões, R$ 12 bilhões. Mas em relação ao que o Brasil precisa investir, garantir à sociedade brasileira, é muito pouco”.

Maia argumentou que o valor pago aos profissionais informais deve ser reavaliado após três meses e ser mantido caso ainda haja necessidade. 

“Não é possível que a gente não possa garantir aos trabalhadores informais uma renda por esse período de três meses e avaliando esse cenário a cada semana, porque isso é um cenário de guerra. É importante que a gente possa aplicar os recursos [públicos] também na sociedade brasileira”, disse o presidente da Câmara.


Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputado
Covid-19: RN chega a 19 casos positivos e 1.125 suspeitosOS casos estão distribuídos nas cidades de Natal (13), Parnamirim (4) e Mossoró (2).

A Sesap confirma, nesta quinta-feira (26), 19 casos de coronavírus no Estado, 13 em Natal, quatro em Parnamirim e dois em Mossoró.

De acordo com o boletim epidemiológico, o número de casos suspeitos subiu para 1125, sendo 26 casos de pessoas residentes em outras regiões do país. Até o momento, foram 153 descartados.

Das cinco confirmações, uma é de Mossoró e quatro de Natal. No município do Oeste, a confirmação é de uma paciente de 25 anos. Já na capital, foram registradas confirmações do novo coronavírus em duas mulheres (42 e 32 anos) e dois homens (72 e 36 anos).

Com os cinco novos casos, as confirmações do novo coronavírus (COVID-19) no Estado estão distribuídas nas cidades de Natal (13), Parnamirim (4) e Mossoró (2).


(Foto: Danilo Bezerra)
Crise na Saúde: Governadores pedem apoio a BolsonaroTrês governadores não assinam a carta: do Distrito Federal, de Minas Gerais e de Rondônia.

Em nova carta, governadores de 24 Estados pedem ao presidente da República a união de forças no combate à crise. "Rogamos uma vez mais ao Presidente Jair Bolsonaro que some forças com os governadores na luta contra a crise do coronavírus e seus impactos humanitários e econômicos", dizem.

Três governadores não assinam a carta: Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, que não participou da reunião feita por governadores com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ); Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; e coronel Marcos Rocha (PSL), de Rondônia.

Nesta semana, Bolsonaro atacou governadores que tomaram a decisão de fechar o comércio e incentivar o isolamento da população. A atitude causou uma avalanche no mundo político. Como resultado, governadores romperam com governo federal, inclusive aqueles que o apoiavam, como é o caso do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM).

Apesar das críticas, governadores indicam na carta que vão seguir as medidas de isolamento nas suas regiões. "No que diz respeito ao enfrentamento da pandemia global, vamos continuar adotando medidas baseadas no que afirma a ciência, seguindo orientação de profissionais de saúde e, sobretudo, os protocolos orientados pela Organização Mundial de Saúde (OMS)", dizem.

A carta também traz uma série de pedidos à União, como suspensão, pelo período de 12 meses, do pagamento da dívida dos Estados com a União, a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e também das contraídas junto a organismos internacionais como Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Governadores pedem também a viabilização emergencial e substancial de recursos livres às Unidades Federadas, aprovação do Plano Mansueto e ajuda federal para se conseguir insumos e equipamentos para o enfrentamento da crise.

Leia a carta:

CARTA DOS GOVERNADORES DO BRASIL NESTE MOMENTO DE GRAVE CRISE

O Brasil atravessa um momento de gravidade, em que os governadores foram convocados por suas populações a agir para conter o ritmo da expansão da Covid-19 em seus territórios. O novo coronavírus é um adversário a ser vencido com bom senso, empatia, equilíbrio e união. Neste processo, consideramos essencial a liderança do presidente da República e a sua parceria com governadores, prefeitos e chefes dos demais poderes.

Reunidos, queremos dizer ao Brasil que travamos uma guerra contra uma doença altamente contagiosa e que deixará milhares de vítimas fatais. A nossa decisão prioritária é a de cuidar da vida das pessoas, não esquecendo da responsabilidade de administrar a economia. Os dois compromissos não são excludentes. Para cumpri-los precisamos de solidariedade do governo federal e de apoio urgente com as seguintes medidas (muitas já presentes na Carta dos Governadores assinada em 19 de março de 2020):

1. Suspensão, pelo período de 12 meses, do pagamento da dívida dos Estados com a União, a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, e, também das contraídas junto a organismos internacionais como Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), bem como abertura da possibilidade de quitação de prestações apenas no final do contrato; permissão de utilização do FPE e do ICMS como garantia a operações de crédito nacionais e internacionais dos Estados; além da disponibilização de linhas de crédito do BNDES para aplicação em serviços de saúde e investimentos em obras;

2. Ampliação da disponibilidade e alongamento, pelo BNDES, dos prazos e carências das operações de crédito diretas e indiretas para médias, pequenas e microempresas. Demanda-se viabilizar o mesmo em relação a empréstimos junto a organismos internacionais;

3. Viabilização emergencial e substancial de recursos livres às Unidades Federadas, visando a reforçar a nossa capacidade financeira, assim como a liberação de limites e condições para contratação de novas operações de crédito (incluindo extralimite aos Estados com nota A e B), estabelecendo ainda o dimensionamento de 2019 pelo Conselho Monetário Nacional e permitindo a securitização das operações de crédito; bem como a suspensão dos pagamentos de PASEP para conferir liquidez imediata aos estados;

4. Imediata aprovação do Projeto de Lei Complementar 149/2019 ("Plano Mansueto") e mudança no Regime de Recuperação Fiscal, de modo a promover o efetivo equilíbrio fiscal dos Entes Federados;

5. Redução da meta de superávit primário do Governo Federal, para evitar ameaça de contingenciamento no momento em que o Sistema Único de Saúde mais necessita de recursos que impactam diretamente as prestações estaduais de saúde;

6. Adoção de outras políticas emergenciais capazes de mitigar os efeitos da crise sobre as parcelas mais pobres das nossas populações, principalmente no tocante aos impactos sobre o emprego e a informalidade, avaliando a aplicação da Lei nº 10.835, de 8 de janeiro de 2004, que institui a renda básica de cidadania, a fim de propiciar recursos destinados a amparar a população economicamente vulnerável;

7. Apoio do governo federal no tocante à aquisição de equipamentos e insumos necessários à preparação de leitos, assistência da população e proteção dos profissionais de saúde;

8. Resolução imediata de impasses políticos e jurídicos que travam a liberação de recursos decorrentes das compensações pelas perdas com a Lei Kandir, além do pagamento de valores em atraso por parte da União.

Informamos que os governadores seguirão se reunindo à distância, no modelo de videoconferências - como preconizam as orientações médicas internacionais -, com o objetivo de uniformizar métodos e procedimentos na crise e com vistas a alcançar, em um futuro breve, ações consorciadas, que nos permitam agir no tema de coronavírus e em outros temas.

No que diz respeito ao enfrentamento da pandemia global, vamos continuar adotando medidas baseadas no que afirma a ciência, seguindo orientação de profissionais de saúde e, sobretudo, os protocolos orientados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Consideramos que o Congresso Nacional deverá assumir o protagonismo em defesa do pacto federativo, conciliando os interesses dos entes da federação, compatibilizando ações e canalizando demandas de Estados e municípios.

Por fim, rogamos uma vez mais ao Presidente Jair Bolsonaro que some forças com os Governadores na luta contra a crise do coronavírus e seus impactos humanitários e econômicos. Entendemos que este momento exige a participação de todos os poderes, de todas as instâncias federativas e de toda a sociedade. Juntos teremos mais força para superar esta grave crise.

25 de março de 2020


(Foto: Reuters)
Heleno descumpre orientação e volta ao PlanaltoO general da reserva, que participou da comitiva presidencial aos Estados Unidos e tem 72 anos, realizou o exame clínico para a doença no dia 17

O ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno, não seguiu orientação do Ministério da Saúde para pessoas que contraíram o Covid-19 e voltou a despachar nesta quarta-feira (25) do Palácio do Planalto.

O general da reserva, que participou da comitiva presidencial aos Estados Unidos e tem 72 anos, realizou o exame clínico para a doença no dia 17 e obteve o resultado positivo no dia 18.

Veja também: Caiado rompe com Bolsonaro após pronunciamento desastroso"Informo que o resultado do meu segundo exame, realizado no HFA [Hospital das Forças Armadas], acusou positivo. Aguardo a contraprova da Fiocruz. Estou sem febre e não apresento qualquer dos sintomas relacionados ao Covid-19. Estou isolado, em casa, e não atenderei telefonemas", escreveu Heleno em seu Twitter, em 18 de março.

Ao todo, ele se manteve em isolamento domiciliar por sete dias. A recomendação do Ministério da Saúde, no entanto, é de um afastamento por 14 dias.

Procurado pela reportagem, o GSI informou que o ministro recebeu autorização médica para retomar sua rotina de trabalho.

Além de Heleno, o chefe da ajudância de ordens da Presidência da República, major Mauro Cid, também voltou a despachar normalmente.O militar estava presente na comitiva presidencial aos Estados Unidos. Ao todo, 23 pessoas que integraram a missão oficial tiveram resultado positivo para o coronavírus.

Na entrada do Palácio da Alvorada, nesta quarta-feira (25), o presidente disse que o ajudante de ordens permaneceu em repouso domiciliar.

Ao argumentar que pessoas mais jovens podem contrair o Covid-19 e não ter sintomas, Bolsonaro voltou-se a seu ajudante de ordens: "sentiu alguma coisa?""Não senhor, presidente, nada. Fiquei em casa os 14 dias e não senti nada", respondeu Cid. Com informações da Folha de São Paulo.


(Foto: Folha de São Paulo)
Caiado rompe com Bolsonaro após pronunciamento polêmicoO goiano anunciou que não conversará mais com Bolsonaro e que o estado não atenderá suas determinações

Aliado de primeira hora de Jair Bolsonaro, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), rompeu com o presidente depois do pronunciamento feito em rede nacional na noite de terça (24). O goiano anunciou que não conversará mais com Bolsonaro e que o estado não atenderá suas determinações sobre o combate ao coronavírus.

"As decisões do presidente da República no que diz respeito à área de saúde e ao coronavírus não alcançam o estado de Goiás", afirmou em entrevista coletiva na manhã desta quarta (25). "As decisões de Goiás serão tomadas por mim e por decisões lavradas pela Organização Mundial da Saúde e pelo povo técnico do Ministério da Saúde."

Caiado, que é médico, criticou as declarações feitas por Bolsonaro sobre os impactos econômicos da crise e seus ataques aos governadores, qualificando-os como um "discurso totalmente irresponsável".

"Não posso admitir que venha agora o presidente da República lavar as mãos e responsabilizar outras pessoas por um colapso econômico. Não faz parte da postura de um governante. Um estadista tem que ter coragem de assumir as dificuldades. Se existem falhas na economia, não tente responsabilizar outras pessoas, assuma sua parcela", declarou.

O governador de Goiás apoiou a candidatura de Bolsonaro ao Palácio do Planalto em 2018 e foi um dos poucos líderes locais que se mantiveram ao lado do presidente em seus 15 meses de mandato.Ele anunciou que não procurará mais o presidente e que só se comunicará com ele, a partir de agora, por comunicados oficiais.

"Se decisões eu tiver que tomar junto ao governo federal, eu as tomarei junto ao Supremo Tribunal Federal e ao Congresso Nacional. A autonomia que estou aqui conclamando como governador é conferida pela Constituição", afirmou.

O goiano criticou o foco exclusivo nos impactos econômicos da crise: "Ora, o que é isso? É exatamente querer, nessa hora, colocar na balança o que é mais importante, a vida ou a sobrevivência da economia. Não, nós podemos fazer as duas coisas".

Caiado rebateu ainda declarações de Bolsonaro sobre medidas para relaxar restrições nos estados e também sobre o uso de medicamentos em fase de teste contra o vírus. Com informações da Folha de São Paulo.


(Foto: PR)
EUA chegam a acordo por pacote de US$ 2 trilhõesRepublicanos e Democratas chegaram a um acordo preliminar em torno de um pacote de estímulos econômicos

Congressistas republicanos e democratas e o governo de Donald Trump chegaram a um acordo preliminar em torno de um pacote de estímulos econômicos estimado em US$ 2 trilhões para proteger a economia norte-americana das piores consequências da pandemia do novo coronavírus.

"Senhoras e senhores, temos um acordo", anunciou o diretor de assuntos legislativos da Casa Branca, Eric Ueland, na madrugada desta quarta-feira, dia 25.

O líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, e o líder da minoria democrata, Chuch Schumer, estavam prestes a discursar no Plenário da Casa após negociações no Capitólio, com democratas dizendo que asseguraram benefícios a desempregados mais altos, entre outros itens. Fonte: Dow Jones Newswires.


(Foto: Reuters)
Bolsonaro radicaliza discurso sobre isolamento socialA radicalização do presidente foi sugerida por núcleo ideológico para municiar militância digital

A radicalização do discurso adotada pelo presidente Jair Bolsonaro em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV nesta terça-feira (24) foi uma sugestão do grupo ideológico do Palácio do Planalto, formado pelo chamado "gabinete do ódio".

A estratégia, segundo assessores presidenciais, é a de tentar polarizar o debate no esforço de municiar o eleitorado bolsonarista a voltar a sair em defesa do governo.

Entre as pessoas com quem Bolsonaro se reuniu nesta terça antes de gravar o pronunciamento está o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), um de seus filhos e o principal defensor de que o presidente mantenha um discurso mais ideológico e anti-imprensa. Carlos tem forte influência no gabinete do ódio.

O encontro não estava previsto inicialmente, mas foi inserido na agenda ao fim do dia. Além de Carlos, participaram do encontro os ministros Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Onyx Lorenzoni (Cidadania), Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Walter Braga Netto (Casa Civil). O senador Flavio Bolsonaro (sem partido-RJ) e o ex-jogador de futebol Paulo César Tinga também estavam presentes.

Nos últimos dias, segundo relatos feitos à reportagem, o núcleo digital da Presidência da República constatou uma desmobilização de perfis de direita nas redes sociais, que passaram a defender menos o presidente de ataques da esquerda.

A avaliação é a de que, diante do clima de animosidade, era hora de orientar a militância digital apontando inimigos, no caso os veículos de imprensa e os governos estaduais, mobilizando os eleitores fiéis a responderem às críticas contra a gestão federal.

Além disso, ao criticar o desaquecimento da atividade econômica, o presidente, segundo deputados aliados, tentou criar uma vacina: a de que um eventual aumento do desemprego no futuro não é responsabilidade sua, mas dos governos estaduais que adotaram medidas de contenção.

A estratégia adotada pelo presidente, no entanto, não é consenso no governo. O texto foi feito sem a participação de seus ministros.

Antes da gravação do discurso, de acordo com auxiliares palacianos, alguns integrantes do núcleo militar, cientes de que ele pretendia radicalizar o tom, tentaram dissuadir Bolsonaro.

Para eles, aumentar o clima de conflagração pode ter o resultado oposto ao pretendido: o de fortalecer o discurso dos governos estaduais e o de levar eleitores do presidente a abrirem mão do apoio.

Desde o início da semana, a cúpula militar vinha tentando moderar o discurso do presidente. Foram eles, por exemplo, que convenceram Bolsonaro a promover videoconferências com governadores em busca de um consenso nacional.

O presidente deixou para esta quarta-feira (25) o último encontro, com os governadores da região Sudeste, com as presenças de João Doria (São Paulo) e Wilson Witzel (Rio de Janeiro).

Ele conversou na segunda (23) com os gestores de estados de Norte e Nordeste e, nesta terça (24), com governos do Sul e Centro-Oeste.

Nas palavras de um auxiliar presidencial, ao criticá-los de maneira indireta no pronunciamento, Bolsonaro se antecipou a eventuais críticas que possa sofrer de ambos na reunião por conferência.

Em seu terceiro pronunciamento sobre a crise de saúde, o presidente criticou o fechamento de escolas e comércio para combater a epidemia, atacou governadores e culpou a imprensa pelo que considera clima de histeria instalado no país.


(Foto: Istoé Dinheiro)

Mortes por coronavírus no Brasil aumentam 36% em um diaSegundo a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, todas as mortes ocorreram na capital paulista.

O número de mortes decorrentes do novo coronavírus no Brasil chegou a 34 nesta segunda-feira, 23, um aumento de 36% em um dia. As mortes se concentram em São Paulo, com 30 óbitos, e Rio de Janeiro, com 4 mortes provocadas pela covid-19. De acordo com o Ministério da Saúde, houve crescimento de 1.546 para 1.891 pessoas testadas com a doença do domingo para esta segunda-feira, somando 345 novos casos. O índice de letalidade está em 1,8%.

Segundo a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo, todas as mortes ocorreram na capital paulista. Entre os últimos oito casos casos registrados está o de um jovem, do sexo masculino, de 33 anos que tinha outra doença pré-existente. Os demais são todos de pessoas com idades acima dos 60 anos: cinco homens, com idades de 68, 75, 76, 77 e 78 anos, e duas mulheres, de 80 e 88 anos. Desse total de mortes, 27 foram registrados em hospitais privados e três em hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS). São Paulo é o estado com o maior número de casos confirmados para coronavírus: 745 pessoas foram infectadas e tiveram confirmação para o novo vírus.
Distrito Federal
A primeira moradora do Distrito Federal diagnosticada com coronavírus está em “estado gravíssimo". A Secretaria de Saúde da capital informou, em boletim médico divulgado no domingo, 22, que ela está em coma induzido, respirando por aparelhos e voltou a apresentar picos de febre.
A mulher de 52 anos viajou para a Inglaterra e, após retornar, teve resultado positivo para o coronavírus, no dia 5 de março. Ela está internada no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). Seu marido foi o segundo caso confirmado da doença na capital federal.
“Ela apresenta síndrome respiratória aguda severa. Apresenta ainda comorbidades, que agravam o quadro clínico. A paciente está sob cuidados intensivos da equipe multidisciplinar e todo suporte técnico-científico”, diz o boletim médico. Com informações do jornal O Estado de São Paulo.


(Foto: Istoé Dinheiro)
Bolsonaro com governadores: cooperação e entendimentoO presidente afirmou que os governadores se mostraram "bastante satisfeitos" com as respostas do governo

Opresidente Jair Bolsonaro afirmou, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, que a "cooperação" e o "entendimento" foram as palavras que imperaram nas reuniões com governadores do Norte e Nordeste. A declaração, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, aconteceu após presidente participar de videoconferência com governadores da região.

Durante a tarde, o presidente anunciou um pacote de R$ 85 bilhões para ajudar Estados e municípios no combate a pandemia do novo coronavírus. A medida aconteceu após uma série de críticas do chefe do Executivo a ações estabelecidas por alguns governadores. Nesta tarde, no entanto, o presidente afirmou que os pleitos dos Estados "eram justos".

"Sabemos que temos um inimigo em comum, o vírus. Bem como, também sabemos que o efeito colateral que pode ser o desemprego pode ser combatido. Partindo dessa premissa, foram duas reuniões excepcionais onde anunciamos respostas às cartas dos governadores e de associações representativas", disse.

O presidente afirmou que os governadores se mostraram "bastante satisfeitos" com as respostas do governo e que hoje (24) irá se reunir com representantes do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Bolsonaro também fez um apelo à Câmara dos Deputados para que olhem para as propostas do governo que tramitam na Casa. "Todos nós devemos sair fortalecidos e com sensação de dever cumprido ao final dessa batalha", disse.


(Foto: Reuters)
Prefeitos defendem adiamento de eleições e votação únicaA Confederação Nacional dos Municípios (CNM) defende uma disputa única no País a cada cinco anos, sem reeleição

Além de defender o adiamento das eleições municipais, sob o argumento de que é preciso dar prioridade para o combate ao coronavírus, prefeitos e dirigentes partidários passaram a pregar também a ideia de realizar a escolha para todos os cargos do País de uma única vez. A proposta envolve, ainda, acabar com a reeleição para o Executivo.

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) defende uma disputa única no País a cada cinco anos, sem reeleição. Atualmente, prefeitos, governadores e o presidente da República podem ser eleitos para dois mandatos consecutivos, cada um deles de quatro anos.

Duas propostas de realização de eleições únicas no mesmo ano tramitam na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

A presidente do colegiado, Simone Tebet (MDB-MS), porém, afastou a possibilidade de discutir o adiamento do pleito.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que a hora é de se concentrar apenas no combate à pandemia. "Na hora correta, vamos cuidar da eleição."

"Entendo que a suspensão da eleição é inevitável", afirmou o presidente da CNM, Glademir Aroldi, citando a projeção de picos da doença em julho e agosto no Brasil e a estabilização em setembro. "Quanto custa uma eleição para o País? Esse dinheiro não deveria ser usado para o combate ao coronavírus, para tratar da saúde das pessoas?"

Presidente da Frente Nacional de Prefeitos, Jonas Donizette (PSB), disse que o adiamento das eleições pode ser decidido mais para frente, se for o caso.

No domingo, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, propôs o adiamento das eleições. Na sua opinião, seria uma "tragédia" fazer campanha nos próximos meses, pedindo voto.

No Congresso, o líder do PSL no Senado, Major Olimpio (PSL), começou a coletar assinaturas para protocolar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para oficializar o adiamento. "Essa medida faz-se necessária neste momento não só para que evitemos aglomeração de pessoas, mas para que economizemos bilhões", afirmou.

O vice-líder do governo no Senado, Elmano Férrer (Podemos-PI) também defende a aprovação de uma PEC.

Pelo calendário eleitoral, a campanha começa em 16 de agosto. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


(Foto: O Globo)
Não terá colapso na saúde, diz BolsonaroEm entrevista exclusiva à CNN Brasil, ele também afirma que está confiante na eficácia do medicamento Reuquinol

O presidente Jair Bolsonaro não acredita que haverá um colapso na área da saúde mesmo com o aumento de casos do coronavírus. Em entrevista exclusiva à CNN Brasil, ele também afirma que está confiante de que o medicamento Reuquinol, que possui como princípio ativo a hidroxicloroquina, será eficiente para evitar um contágio mais rápido da doença no Brasil. 

Bolsonaro afirma que os Estados Unidos também começaram a analisar a eficácia do remédio e que também entrou em contato com o hospital Albert Einstein. Segundo ele, o hospital iniciou um protocolo de pesquisa para saber a eficácil do cloroquina contra a COVID-19. 

Além disso, o presidente disse que o laboratório Apsen, que produz o medicamento Reuquinol, se comprometeu a doar mais de 10 milhões de comprimidos. "Existe a possibilidade, sim, de que o Reuquinol seja eficaz para tratar os portadores da COVID-19", disse Bolsonaro.

O presidente lembrou que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) possui 4 milhões de comprimidos do medicamento. "Temos bastante para começar, mas é um medicamento barato. Não à toa, a Apsen está doando 10 milhões de unidades. Uma vez confirmada, vamos distribuir para todos os infectados", disse.

É bom lembrar, no entanto, que a hidroxicloroquina está sendo, de fato, analisada para tratamentos, porém ainda não há evidência científica suficiente que comprove a eficácia.

Mais cedo, em coletiva de imprensa, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, afirmou que o órgão pretende elaborar uma nota sobre a utilização desses medicamentos. No entanto, para evitar uma corrida para a farmácia, o secretário disse que houve um bloqueio da retirada desses remédios sem receita.

No momento, apenas pessoas com receita para tratamento de enfermidades como malária, lúpus e artrite reumatoide. “Ninguém vai poder guardar esse remédio pensando no coronavírus. Além disso, ele tem uma série de efeitos colaterais e não é para quem está gripado”, disse o secretário-executivo.


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Brasil chega a 25 mortes e 1.546 casos do Covid-19A Região Sudeste concentra o maior número de casos (926), seguida da Região Nordeste (231), da Sul (179), da Centro-Oeste (161) e a Região Norte (49).

Dados divulgados hoje (22) pelo Ministério da Saúde mostram que o número de mortes em decorrência da covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, subiu de 18 para 25 de ontem para hoje. Já o número de pessoas que contraíram o vírus passou de 1.128 para 1546. Segundo a pasta, com a nova atualização, todos os estado brasileiros possuem casos do novo coronavírus.

A Região Sudeste concentra o maior número de casos (926), seguida da Região Nordeste (231), da Sul (179), da Centro-Oeste (161) e a Região Norte (49).
São Paulo acumula o maior número de casos (631), seguido por Rio de Janeiro (186), Distrito Federal (117), Ceará (112), Minas Gerais (83) e Rio Grande do Sul (73).
Em seguida vem o estado de Santa Catarina (57), Paraná (50), Bahia (49), Pernambuco (37), Amazonas (26), Espírito Santo (26), Goiás (21), Mato Grosso do Sul (21), Acre (11), Sergipe (10), Rio Grande do Norte (nove),  Alagoas (sete), Pará (quatro), Piauí (quatro), Rondônia(três), Maranhão, Mato Grosso, Paraíba, Tocantins e Rondônia (dois cada). Amapá e Paraíba (um). Com informações da Agência Brasil.


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Vírus atinge quase metade de comitiva de BolsonaroAté sexta-feira, 20, 22 pessoas que estiveram no grupo foram diagnosticadas com a covid-19

Quando o avião da Força Aérea Brasileira (FAB) decolou de Brasília rumo à Flórida (EUA), na manhã de 7 de março, o risco de contaminação pelo novo coronavírus não era uma preocupação do presidente Jair Bolsonaro e sua comitiva. Tanto que, nos quatro dias de compromissos no Estado americano, as medidas de prevenção já recomendadas por especialistas não foram adotadas nem pelo presidente nem por seus acompanhantes. Foi durante esta viagem que Bolsonaro declarou pela primeira vez que a pandemia estava "superdimensionada" e era uma "fantasia".

Até sexta-feira, 20, 22 pessoas que estiveram no grupo foram diagnosticadas com a covid-19. Levantamento feito pelo Estado mostra que pelo menos 45 brasileiros se encontraram com Bolsonaro nos EUA, viajando com ele no avião da FAB ou em voos comerciais. Na prática, os infectados já correspondem à metade do grupo. O descaso de Bolsonaro com a pandemia resultou em "panelaços" pelo País.

Dois dias antes de ir para a Flórida, Bolsonaro havia cancelado viagem à Hungria e à Polônia por causa do coronavírus. Na mesma data, o Brasil tinha oito casos confirmados, enquanto EUA estavam em plena ascensão da pandemia, com 157 confirmações e 11 mortes. No entanto, a hipótese de cancelar a viagem, que incluía um jantar com o presidente Donald Trump, nem foi cogitada.

Agenda

O roteiro de Bolsonaro começou com o jantar em Mar-a-Lago, na Flórida, onde o brasileiro cumprimentou e teve contato com Trump e o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, além do alto escalão do governo americano. Na porta do resort na Flórida, Trump disse a repórteres que não estava "nem um pouco preocupado" com a notícia do primeiro contágio pelo vírus na capital americana, Washington. Mais cedo, os organizadores do Cpac, conferência conservadora, informaram a confirmação do coronavírus em um dos presentes no evento, onde estiveram Trump, seus filhos Ivanka e Donald Trump Jr., o genro, Jared Kushnero, e o secretário de Estado, Mike Pompeo. Ivanka e Kushner participaram do jantar com Bolsonaro.

Também em Mar-a-Lago, Trump voltou a minimizar a doença, afirmando que a disseminação do vírus não faria com que ele suspendesse a campanha eleitoral. Naquele dia, duas mortes pelo coronavírus haviam sido confirmadas na Flórida. Nove dias depois, já eram quase 5 mil casos confirmados nos EUA, e Trump passou a pedir que a população não saísse de casa. Até sexta eram 225 mortes e 17,5 mil casos no país.

No jantar, sentaram à mesa Trump, Bolsonaro e outras dez pessoas: cinco de cada país. Do lado do Brasil, dois dos cinco tiveram teste que confirmou o coronavírus: o embaixador Nestor Forster e o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno. Do lado americano, a Casa Branca informou apenas que Trump foi submetido ao teste e não está infectado. O Estado perguntou duas vezes à Casa Branca se os demais presentes fizeram o exame, mas o governo americano não respondeu.

O local onde o jantar foi realizado teve diversos presentes, como o chefe da Secretaria de Comunicação, Fabio Wajngarten, o primeiro caso confirmado da comitiva brasileira, como antecipou o Estado. Ao ser informado de que Wajngarten estava infectado, Trump resistiu à ideia de fazer o exame. Depois, fez o teste, que deu negativo.


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Sobe para 23 o número de infectados na comitiva BR nos EUABolsonaro disse que poderá fazer novos testes para testar o coronavírus

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta-feira (20) que há mais quatro casos confirmados de coronavírus entre seus assessores que estavam na comitiva que viajou com ele para os Estados Unidos.

Em entrevista na frente do Palácio da Alvorada, Bolsonaro confirmou que apresentaram resultado positivo para Covid-19 os exames de seu ajudante de ordens, Major Cid, do assessor internacional da Presidência, Filipe Martins, do diretor do Departamento de Segurança Presidencial, coronel Suarez, e do chefe do Cerimonial, Carlos França.

Com isso, sobe para 23 o número de pessoas que estiveram com o presidente nos Estados Unidos na viagem no início de março.

Apesar de ter tido contato com essas pessoas, Bolsonaro afirmou que manterá sua rotina de trabalho no Palácio do Planalto, e que pode fazer novos testes.

"Fiz dois testes. Talvez faça mais um porque eu sou uma pessoa que tenho contato com muita gente. Talvez receba orientação médica."

Na noite desta quinta-feira (19), o presidente da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações), Sergio Segovia, recebeu teste positivo para o novo coronavírus, informou sua assessoria.

Segovia realizou um primeiro exame no último dia 13, que não detectou o vírus. Seguindo o protocolo, fez uma segunda análise na quarta-feira (18), que confirmou a infecção. Apesar de ter feito parte da comitiva que acompanhou Bolsonaro aos EUA, Segovia não viajou com ele no avião presidencial.

Dois ministros do governo já receberam teste positivo para o novo coronavírus: o general Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Bento Albuquerque (Minas e Energia).

Nesta sexta, Bolsonaro lamentou estar afastado de Heleno, isolado por causa da doença.

"Estou chateado, o maior conselheiro meu, general Heleno está em casa. Mas a gente supera isso aí. É melhor estar do meu lado do que falar pelo telefone. Estamos fazendo nossa parte."

A assessoria do deputado federal Daniel Freitas (PSL-SC) confirmou o diagnóstico do parlamentar na terça-feira (17). Freitas começou a apresentar sintomas no último fim de semana e permanecerá em quarentena em Brasília.


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China rebate Eduardo por culpar país por pandemiaA situação criada pelo filho do presidente causou mal estar internacional e rendeu críticas a Eduardo Bolsonaro

O embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, usou as redes sociais nesta quarta-feira, 18, para exigir retratação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que mais cedo postou mensagem em que culpa o país pela pandemia do novo coronavírus. O representante de Pequim disse que o filho do presidente Jair Bolsonaro feriu a relação amistosa com o Brasil e "precisa assumir todas as suas consequências".

O embaixador publicou uma sequência de mensagens em que repudia a atitude do filho do presidente Jair Bolsonaro e menciona o chanceler Ernesto Araújo e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). "As suas palavras são um insulto maléfico contra a China e o povo chinês", disse o embaixador. A China é o principal parceiro comercial do Brasil.

Em postagem no Twitter, Eduardo Bolsonaro republicou a mensagem de outro usuário que escrevera: "A culpa pela pandemia de coronavírus no mundo tem nome e sobrenome. É do Partido Comunista Chinês". O parlamentar ainda acrescentou uma comparação com o desastre nuclear de Chernobyl e disse que o governo de Xi Jinping, chamado por ele de "ditadura", escondeu a epidemia.

"Quem assistiu (sic) Chernobyl (filme sobre o desastre nuclear) vai entender o que ocorreu. Substitua a usina nuclear pelo coronavírus e a ditadura soviética pela chinesa. Mais uma vez uma ditadura preferiu esconder algo grave a expor tendo desgaste, mas que salvaria inúmeras vidas. A culpa é da China e liberdade seria a solução", escreveu o deputado.

Eduardo preside a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados e tem influência direta na condução da política externa brasileira. Eduardo é declaradamente fã do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que também havia se referido ao coronavírus como "vírus chinês".

O perfil oficial da embaixada chinesa no Twitter também protestou contra o filho do presidente: "As suas palavras são extremamente irresponsáveis e nos soam familiares. Não deixam de ser uma imitação dos seus queridos amigos. Ao voltar de Miami, contraiu, infelizmente, vírus mental, que está infectando a amizade entre os nossos povos".


(Foto: Exame)
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